Cabeçalho modalidadesNo Palau Blaugrana foi disputado o principal encontro da quarta jornada da Liga Europeia de Hóquei em Patins e o Barcelona, equipa que tem tido algumas dificuldades para vencer jogos na OK Liga, conseguiu derrotar o Benfica, atual campeão do mundial da modalidade, por 2-0. Resultado que apenas começou a ser construído a seis minutos do fim, ou seja, quando conseguiu bater Pedro Henriques pela primeira vez.

O Benfica entrou de maneira assertiva, a assumir as rédeas da partida, mas sem conseguir chegar muitas vezes com perigo à baliza espanhola. O Barcelona, por sua vez, respondia de meia distância, procurando ter sempre alguém pronto para fazer a recarga em cima de Pedro Henriques ou através das rápidas mudanças de direção dos seus atletas, com o objetivo de provocar desequilíbrios na defensiva encarnada.

Passados os minutos iniciais, o Barcelona começava a estar por cima e a obrigar o guardião benfiquista a trabalhar. Apesar dessa situação, o Benfica também tinha os seus tempos de posse e estava a conseguir criar espaço para chegar à “porteria”, defendida por Sergi Fernandez.

O jogo estava bom, a ser disputado a um grande ritmo e intensidade. Porém, o Benfica, embora estivesse a conseguir tapar os caminhos da sua baliza, por vezes, tinha dificuldades em sair, devido à alta pressão exercida pelos Blaugrana. Quando conseguia sair para o ataque, tinha a posse do esférico durante um tempo bastante reduzido.

À entrada para os últimos dez minutos do primeiro tempo, a equipa da casa estava bem melhor. Anestesiando o Benfica com o seu estilo de jogo virtuoso e de trocas posicionais e “obrigando” Pedro Henriques a dar seguimento ao seu grande momento de forma. Travando, não só, stickadas de meia distância como lances dentro da grande área. Mesmo em dificuldade, os encarnados iam conseguindo ter algumas chances de golo e, em cima da marca de três minutos para a pausa, Diogo Rafael ficou perto do 1-0, mas a bola foi à barra.

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Se as defesas de Pedro Henriques contassem como golos, o Benfica tinha vencido todos os jogos que disputou esta temporada por muitos. Contudo, isso é algo que ainda não está legislado e o guardião das águias continua a ser “apenas” a grande razão pela qual o Benfica chega aos intervalos dos grandes jogos ainda dentro deles. Sendo que a visita a Barcelona não é exceção. Não é verdade que os encarnados não tiveram oportunidades de marcar, mas as mesmas são em número inferior e com muito menos perigo. Contudo, a verdade é que, ao intervalo, catalães e portugueses continuavam com o marcador a zeros.

Pau Bargalló, o futuro da seleção espanhola, selou o triunfo do Barcelona com uma “picadinha” Fonte: FC Barcelona
Pau Bargalló, o futuro da seleção espanhola, selou o triunfo do Barcelona com uma “picadinha”
Fonte: FC Barcelona

Foi um retomar equilibrado, aquele que Barcelona e Benfica ofereceram a todos os que estavam ligados à partida, com ambos os conjuntos a ter hipóteses para marcar, mas sem que conseguissem fazer mexer o resultado.
A jogar em casa, o Barcelona era quem assumia o controlo do jogo. Jogo esse que estava muito intenso, a ser disputado a um bom ritmo e com grande combatividade das duas equipas. Fosse na luta para criar oportunidades de golo ou na luta pela posse de bola.

Junto à marca dos dez minutos da segunda parte surge a grande chance do Benfica. Triangulação entre Vieirinha, Carlos Nicolia e Tiago Rafael, que o mais “experiente” dos irmãos Rafael não conseguiu concretizar. Pouco depois, foi a vez do Barcelona ficar perto de marcar, mas Xavi Barroso não conseguiu concluir um lance começado atrás da baliza das águias. Os Blaugrana iam “apertando o cerco”, mas a muralha benfiquista continuava sem ceder. Logo a seguir, novos três lances de golo certo, mas nem Lucas Ordoñez, Matías Pascual ou Xavier Barroso conseguiram passar por Pedro Henriques. A exibição de top teve seguimento quase no imediato, quando Henriques parou as intenções de Pau Bargalló.

Ultrapassada a fase de sufoco, o Benfica procurava ter bola, assim como criar problemas a Sergi Fernandez. Diogo Rafael foi exemplo disso, com uma bola enrolada ao primeiro poste, travada pelo atento guarda-redes espanhol.
Com pouco mais de cinco minutos para final, a resistência encarnada chegou ao final. Bela jogada coletiva do Barcelona, finalizada com uma bela stickada lateral de Lucas Ordoñez, jogador sobre o qual se diz estar certo no Benfica na próxima temporada. As águias podiam ter chegado ao empate logo a seguir, mas uma “picadinha” de João Rodrigues, atleta que fará o percurso inverso de Lucasc Ordoñez, saiu ao lado.

O Benfica foi atrás do prejuízo e, a três minutos e meio do fim, surgiu a 10ª falta do Barcelona devido a uma infração de Lucas Ordoñez sobre Diogo Rafael. Como seria de se esperar, Jordi Adroher foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas acabou por enrolar o esférico por cima e na recarga não conseguiu bater Sergi Fernandez com uma “picadinha”.

A vencer e com o Benfica à “bica”, o Barcelona ia usando e abusando dos seus tempos de posse de bola, procurando a 10ª encarnada. Algo que acabou por aparecer logo a seguir e Pau Bargalló, irmão mais novo de Jordi Bargalló, fechou o marcador com uma bela “picadinha”.

Vitória do Barcelona por 2-0 sem qualquer tipo de contestação, pois foi a equipa que mais procurou o golo e stickou à baliza adversária. Este resultado faz com que os catalães já tenham garantido a qualificação para os quartos-de-final da Liga Europeia. Pedro Henriques efetuou mais uma extraordinária exibição na baliza dos encarnados, tendo cedido apenas a seis minutos do final, perante uma stickada indefensável de Lucas Ordoñez. No âmbito ofensivo, o Benfica ainda conseguiu ter alguns lances de perigo, mas é pouco para uma equipa que pretende voltar a conquistar a Liga Europeia.