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Naquela que foi a quinta final europeia entre Porto e Barcelona no século XXI, os dragões não conseguiram colocar um ponto final numa série de derrotas em finais de Ligas Europeias e após um encontro muito equilibrado e onde eficácia foi determinante, os blaugrana venceram por 4-2 e conquistaram a sua 22.ª Liga Europeia.

O jogo teve um início muito intenso e desde cedo que tanto o Porto como o Barcelona procuraram a baliza adversária. Isto, na tentativa de abrir o marcador o mais rápido possível.

Os dragões eram quem ia tendo as melhores oportunidades, mas o golo não surgia. Os catalães, quando em posse, também tentavam aumentar o ritmo de jogo, mas apenas na única transição rápida registada nos primeiros dez minutos de jogo, o Barcelona conseguiu criar uma verdadeira chance de golo.

Com o passar dos minutos, os dois conjuntos foram ficando cada vez mais encaixados um no outro e o ritmo em pista diminuiu. As duas equipas sabiam que era fulcral marcar primeiro, por isso, mais do que atacar, o mais importante era não sofrer.

Em cima da marca dos 12 minutos e depois de uma bela movimentação ofensiva do Barcelona, Lucas Ordoñez, com uma stickada cruzada, fez o 1-0.

A jogar em casa e em desvantagem no marcador, o Porto respondeu, tendo ficado perto do empate em algumas situações. Exemplo disto, foi uma stickada de meia distância de Ton Baliu que embateu em cheio na barra da baliza do Barcelona. Egurrola nem a viu e, como boa pessoa que é, agradeceu a gentileza ao ferro.

Já com menos de sete minutos para o intervalo, o Porto beneficiou de uma situação de dois para um. Gonçalo Alves tentou fazer uma “picadinha”, mas o toque final enviou a “redondinha” ao lado da baliza de Egurrola.

A dois minutos e meio da pausa, após uns habituais puxões entre Pablo Alvarez e Gonçalo Alves, ambos os jogadores acabaram por ser admoestados com uma cartolina azul. Pouco depois, numa situação de contra-ataque, o Barcelona ficou perto do segundo em duas ocasiões. Primeiro, Xavi Barroso stickou ao poste e, de seguida, Sergi Panadero stickou para a defesa de Carles Grau.

Chegado o intervalo, o Barcelona estava na frente por 1-0. Resultado justo pela eficácia demonstrada pelo conjunto blaugrana, mas que, facilmente, poderia ser outro, tendo em conta as boas oportunidades de que os dragões dispuseram. No entanto, quem tem Aitor Egurrola na baliza está sempre mais perto de ganhar qualquer jogo.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

O Porto regressou forte e logo nos primeiros segundos, Gonçalo Alves ficou perto do empate. Contudo, como quem não marca sofre, instantes depois, Pablo Alvarez, através de uma iniciativa individual, stickou de forma cruzada por entre as pernas de Hélder Nunes e fez o 2-0. Logo a seguir, surgiu a 10.ª falta do Barcelona, em virtude de uma infração de Sergi Panadero sobre Rafa. Hélder Nunes, a ter obrigatoriamente de marcar, stickou direto, mas não acertou bem no esférico e permitiu a “parada” de Egurrola.

Jogados cerca de seis minutos da segunda metade, o Porto usufruiu de uma situação de contra-ataque, mas diante de Egurrola, Rafa não conseguiu marcar. Um minuto depois, o Barcelona voltou a demonstrar a sua eficácia, pois, Pau Bargalló, a meias com o stick de Reinaldo Garcia, apontou o 3-0.

Melhor retorno à pista era impossível, pois, para além de ter não ter sofrido nenhum golo, quando esteve muito perto de o sofrer, um gesto de magia de um dos seus principais jogadores e um lance onde Bargalló teve sorte no ressalto, colocaram o Barcelona na frente com três golos sem resposta. Tudo ficava, ainda mais, difícil para o Porto.

Mesmo assim, os dragões não desistiram e passado pouco tempo depois de sofrido o terceiro golo, o Porto voltou a dispor de uma grande penalidade. Gonçalo Alves, obrigado a marcar para reavivar a esperança azul e branca, começou por permitir a defesa de Egurrola, mas na recarga, com uma belíssima “picadinha”, reduziu o marcador para 3-1.

Gonçalo Alves foi um dos jogadores portistas que mais remou contra a maré do jogo, tendo terminado a partida em lágrimas
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Todavia, volvidos alguns minutos, Ton Baliu cometeu a 10.ª falta portista. Lucas Ordoñez arriscou uma “picadinha”, mas não conseguiu bater Carles Grau que, com a luva esquerda, impediu o quarto do Barcelona. Na jogada seguinte, Hélder Nunes, com uma stickada do meio da rua, colocou a diferença no score na margem mínima. A juntar a este grande acontecimento, os catalães estavam a uma falta da 15.ª, infração que não demorou muito a aparecer e surgiu numa situação de um bloqueio ofensivo. Gonçalo Alves, chamado à marcação, optou por uma “picadinha”, mas Egurrola levantou a perna esquerda e evitou a igualdade.

As oportunidades para o Porto continuavam a surgir e em virtude de uma falta para cartão azul de Xavi Barroso sofre Rafa, os dragões beneficiaram de um novo livre-direto e uma enorme chance para restabelecer, finalmente, a igualdade na final. Rafa assumiu a marcação do livre-direto, mas acabou por enrolar o esférico ao lado da “porteria” espanhola.

Em situação de superioridade numérica, os dragões ainda conseguiram colocar a bola no interior da baliza catalã, mas apenas através das repetições da transmissão televisiva foi possível confirmar isso mesmo. Devido a este lance polémico, Jorge Silva viu um cartão azul por protestos.

A um golo do empate, o Porto assumiu jogo e carregava na procura do terceiro tento. Por seu lado, o Barcelona defendia bem, fechando os caminhos até à sua baliza, tentando aproveitar situações de contra-ataque, na tentativa de surpreender a equipa portista.

Com pouco mais de um minuto e meio para o fim, Reinaldo Garcia viu um cartão azul, devido a uma falta sobre Xavi Barroso. Pau Bargalló, com uma enorme oportunidade para, praticamente, colocar um ponto final no jogo, fez uma “picadinha” e apontou o 4-2.

A perder por dois golos de diferença, o Porto passou a jogar de uma forma ainda mais direta, mas de nada valeu e o Barcelona voltou a sagra-se campeão europeu de hóquei em patins.

Mais uma vez, o Porto não conseguiu levar a melhor perante o Barcelona numa final da Liga Europeia, sendo esta a quinta derrota diante dos catalães no jogo decisivo da mais importante competição europeia de clubes de hóquei em patins. É verdade que os blaugrana foram extremamente eficazes, mas também é importante recordar que os dragões viram um golo limpo não ser validado. Golo esse que seria o 3-3 no marcador e que poderia ter provocado uma mudança ao desenrolar da partida. Este foi o principal erro da dupla italiana que arbitrou a final, pois, existiram muitos outros que, por norma, prejudicaram os azuis e brancos.

Assim, com esta vitória, o Barcelona colocou um final num jejum de Ligas Europeias que já durava há duas temporadas, tendo conquistado a competição pela 22.ª ocasião.

 

Cincos iniciais:

FC Barcelona: 1-Aitor Egurrola (GR e CAP.), 4-Matías Pascual, 7-Pablo Alvaréz, 8-Pau Bargalló e 9-Sergi Panadero

Jogaram ainda: 5-Lucas Ordoñez, 26-Xavi Barroso e 33-Alabart

Banco: 10-Sergi Fernandez (GR) e 2-Alejandro Joseph

FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 9-Rafa Costa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 8-Ton Baliu e 15-Jorge Silva

Banco: 10-Nélson Filipe (GR) e 47-Álvaro Morais

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