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Perante um municipal de Barcelos muito bem composto, o Óquei, bastante limitado em termos de banco devido às suspensões de Rúben Sousa, João Almeida e do técnico Paulo Pereira em virtude de ocorrências na final da taça CERS, lutou bastante, mas acabou por perder contra o Barcelona por 4-2. Resultado que gorou as expetativas de um possível duelo português no dia de todas as decisões.

O Barcelona entrou forte e desde cedo procurou o golo. No entanto, após algumas tentativas frustradas e na sequência de um lance em que o Barcelos esteve quase a marcar, Pablo Álvarez, a passe de Pau Bargalló, fez o 1-0. Os catalães podiam ter chegado ao segundo logo a seguir, mas Marc Gual, diante de Ricardo Silva, não conseguiu concretizar.

A perder, o Barcelos tentava responder mas, apesar de estar a conseguir ter bons períodos de posse de bola, não era nada fácil entrar na defensiva do Barcelona que, por volta dos seis minutos, esteve quase a ampliar a vantagem por intermédio de Álvarez. Pouco depois, Egurrola também foi chamado ao trabalho, tendo negado o golo a Zé Pedro.

Com o passar do tempo, o Óquei ia conseguindo construir algumas boas jogadas e, perto da marca dos dez minutos, João Guimarães ficou perto de marcar em duas ocasiões. Volvidos alguns instantes, foi a vez de Gonçalo Nunes fazer uso da sua meia distância que, para infelicidade dos barcelenses, não surtiu em golo. Todavia, o Barcelona, mais experiente, sabia os momentos certos para atacar e através dos stick’s de Ignacio Alabart e João Rodrigues ficou perto do segundo. Contudo, Ricardo Silva disse não às intenções luso/espanholas e manteve a diferença no marcador.

Apesar da diferença teórica entre os dois conjuntos, o encontro estava bom, algo aberto e equilibrado, com oportunidades de golo em ambas as “porterias”.

Já com menos de dez minutos para o intervalo, o Barcelona chegou ao 2-0 através de uma jogada lateral. Pau Bargalló recebeu um passe de Alabart, conduziu e colocou o esférico em João Rodrigues que, colocado ao segundo poste, apenas teve de encostar para o segundo golo da noite.

A diferença de “armamento” era muita, mas mesmo assim, o Barcelos nunca deixou de procurar reduzir a desvantagem no marcador. O grande problema era o senhor Aitor Egurrola, há mais de vinte anos ao serviço do Barcelona, que com maior ou menor dificuldade, ia travando todas as chances de golo criadas pela equipa de Paulo Pereira.

A cerca de quarenta segundos intervalo, Marc Gual e Hugo Costa envolveram-se numa situação de desentendimento entre Pablo Álvarez e João Guimarães, o que acabou por resultar em cartão azul para ambos.

Finalizada a primeira parte, o Barcelona vencia o Barcelos por dois golos sem resposta. Não porque o Óquei não tenha tentado marcar, porque tentou e muito, mas, sim, porque Egurrola estava na baliza catalã. João Guimarães foi o jogador barcelense que mais remou contra a maré, mas nunca se conseguiu superiorizar ao espanhol. Os blaugrana, por seu lado, não estavam a realizar uma enorme exibição, mas detinham o controlo do jogo, atacando nos momentos certos e, como de costume, estavam a demonstrar eficácia.

João Rodrigues, um dos dois reforços do Barcelona para esta temporada, esteve em bom plano ao apontar dois golos
Fonte: World Skate Europe Rinkhockey

A segunda metade começou a um bom ritmo, com Barcelona e Barcelos a disporem de algumas oportunidades para conseguirem fazer mexer o marcador. Porém, voltou a ser apenas a equipa catalã a marcar. Ignacio Alabart, com somente Ricardo Silva pela frente, fez uso da sua excelente técnica e com uma “picadinha” fez o 3-0. Todavia, o Barcelos respondeu e através de uma situação de contra-ataque, Alvarinho, a passe de Zé Pedro, respondeu à letra e com uma grande “picadinha” reduziu a diferença para 3-1.

O golo despertou o público do municipal de Barcelos e reacendeu a luz de esperança da equipa do Óquei, que voltava a estar ligada à corrente após alguma quebra logo a seguir ao terceiro tento espanhol. No entanto, se bater Egurrola uma vez era difícil, duas ainda mais. Mesmo assim, o Barcelos não se entregava e procurava dar trabalho ao experiente guardião do Barcelona.

A meio dos segundos 25 minutos, João Guimarães pareceu ter sido travado em falta numa situação em que ficaria isolado perante a baliza blaugrana, mas a dupla de arbitragem mandou seguir. Na sequência do lance, Gonçalo Nunes acabou por ver um cartão azul depois de uma falta cometida sobre Nil Roca junto à tabela. Pau Bargalló assumiu a marcação do livre-direto e de forma irrepreensível atirou a contar, fazendo o 4-1 no marcador. Pouco depois, Nil Roca esteve perto de marcar, mas Ricardo Silva conseguiu evitar o quinto golo da noite.

Após várias situações onde os jogadores e adeptos do Barcelos reclamaram a 10ª falta do Barcelona, a mesma surgiu a menos de dez minutos do final, depois de uma infração de Marc Gual sobre Alvarinho. O próprio assumiu a conversão do livre-direto, mas acabou por não conseguir bisar na partida.

Com três golos de vantagem, o Barcelona começou gerir o encontro e, a cerca de sete minutos do final, Marc Gual fez uso da sua grande experiência e bateu o, também, experiente Ricardo Silva, tendo feito o 5-1. Pouco depois, foi a vez de Gual encontrar João Rodrigues que, em excelente posição, não desperdiçou e avolumou a diferença para 6-1.

Os sucessivos golos espanhóis foram acabando com as poucas forças do limitado Barcelos que, mesmo assim, nunca atirou a toalha ao chão e já perto do fim voltou a ver esse esforço recompensado. Alvarinho fez uso da sua boa meia distância e a meias com Hugo Costa, reduziu o score para 6-2.

Até ao toque da buzina, Barcelona e Barcelos ainda tiveram algumas chances para fazer mexer o marcador, mas tanto Egurrola como Ricardo Silva foram melhores e o resultado não mais se alterou.

Desta forma, o Barcelona venceu o Barcelos por 6-2, tendo carimbado o apuramento para a final de domingo. Nota para a grande réplica dada pelo Óquei que, independentemente da diferença no marcador e da limitação em termos rotação, nunca desistiu e procurou sempre o melhor resultado possível.

Na outra meia-final, o Porto venceu o Lleida, carrasco do Barcelos na Taça CERS, garantindo a qualificação para a partida de todas as decisões.

Assim, a final da Taça Continental vai ser uma reedição da final da última edição da Liga Europeia que, para não variar quando estas duas equipas sem encontram numa partida de todas as decisões, terminou com a vitória do Barcelona pelo resultado de 4-2.

A final da Taça Continental vai jogar-se domingo, pelas 17h00 e vai ser transmitida no Porto Canal e na internet através do site www.cers-rinkhockey.tv.

FC Barcelona: 1-Aitor Egurrola (GR e CAP.), 3-Marc Gual, 7-Pablo Álvarez, 8-Pau Bargalló e 9-Sergi Panadero

Jogaram ainda: 6-Alejandro Joseph, 24-Nil Roca, 33-Ignacio Alabart e 79-João Rodrigues

Banco: 10-Sergi Fernandez

OC Barcelos: 1-Ricardo Silva (GR), 4-Zé Pedro (CAP.), 7-João Guimarães, 33-Gonçalo Nunes e 74-Alvarinho

Jogaram ainda: 9-Hugo Costa e 16-Gonçalo Meira

Banco: 10-André Almeida (GR), 5-Carlos Oliveira e 6-Pedro Cruz

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