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Missão cumprida! Quase dez anos depois da seção de seniores de hóquei em patins do Sporting ter voltado à atividade, finalmente conseguiu erguer o tão desejado trofeu. A taça da Liga Europeia. Após muitos anos de tralhado, sangue, suor, lágrimas, uma Taça CERS em 2013/2014 e um Campeonato Nacional na época passada, o Sporting regressou ao trono europeu. Resultado de uma vitória por 5-2 contra o Porto, numa partida onde voltou a ser melhor do que o eu adversário e fechar todos os caminhos para a sua baliza. Sempre que não o conseguiram Girão disse presente e aproveitou para voltar justificar a sua alcunha de “muro”.

O encontro de todas as decisões arrancou a todo o gás, com ambas as equipas a quererem chegar cedo ao golo. Porém, ultrapassados os momentos iniciais do jogo, o ritmo acalmou e os ataques mais objetivos deram lugar a posses de bola ofensivas mais longas. A primeira grande oportunidade de finalização pertenceu ao Porto, mas Rafa não conseguiu bater Girão.

Disputados seis minutos e meio, num lance algo estranho, Toni Pérez nunca desistiu e após passar atrás da baliza de Nélson Filipe, com uma stickada por entre as pernas, fez o 1-0. Pouco depois, Pedro Gil ligou o “turbo” e apenas não marcou porque o guardião azul e branco realizou uma enorme intervenção. Todavia, volvidos alguns instantes, Reinaldo Garcia disparou um “míssil” e apontou o 1-1. 

Em cima da marca dos dez minutos de jogo o Sporting voltou a passar para a frente. No seguimento de uma stickada de Gonçalo Alves defendida por Girão, Ferran Font comandou o ataque, rodou e serviu Vítor Hugo que, com um toque subtil, fez o 2-1. Momentos depois, novamente através de uma transição rápida, os leões quase fizerem o terceiro. Porém, Ferran Font não conseguiu marcar ou assistir Vítor Hugo. Volvidos alguns momentos, o conjunto sportinguista beneficiou de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Gonçalo Alves sobre Gonzalo Romero. Todavia, Raul Marín, atleta que tem vindo a subir de forma nos últimos tempos, não conseguiu marcar. 

O jogo continuava a não correr de feição ao Porto e segundos depois de Girão ter impedido um grande golo de Hélder Nunes, Telmo Pinto viu um cartão azul devido a uma falta sobre Vítor Hugo. Ferran Font, especialista neste tipo de lances, apostou na picadinha habitual e apesar de inicialmente ainda ter enviado o esférico à barra, na recarga não falhou e assinou o 3-1. 

A perder por dois e a querer dar a volta aos acontecimentos, o Porto carregou à procura de marcar. Contudo, Girão brilhou e impediu o golo em duas stickadas fortes de Poka e Hélder Nunes. Pouco depois, a “vítima” Rafa, que aparecia totalmente solto no interior da área verde e branca, mas não conseguiu bater guarda-redes leonino.

Com mais posse de bola e tempo no ataque, os dragões estavam com dificuldades em entrar na teia defensiva dos leões, que estavam sempre muito fechados e pouco ou nenhum espaço davam para as redes à guarda de Girão. No setor mais ofensivo o Sporting controlava o ritmo do jogo, não forçava e como de costume, apenas visava a baliza no “momento certo” ou em situações de contra-ataque. 

A cerca de dois minutos da pausa Pedro Gil marcou, mas o lance foi anulado. No entanto, pouco depois, iniciativa individual de Gonzalo Romero e num duelo direto com dois defesas e Nélson Filipe, raçudo jogador dos verde e brancos fez o 4-1. 

Terminada a primeira parte, o Sporting vencia e convencia diante do Porto por 4-1. Marcador que refletia plenamente o que se havia passado na pista do João Rocha. Com os leões a serem bem mais competentes, estando muito organizados e fechados a defender, como sendo extremamente eficazes a aproveitar erros do conjunto azul e branco. Os comandados de Guillem Cabestany nunca desistiram de procurar entrar no quadrado defensivo da formação leonina, mas para além de raramente o terem conseguido, quando o conseguiram Girão resolveu. 

Gonçalo Alves foi importante na vitória diante do Barcelona, mas na final nunca conseguiu ultrapassar a barreira defensiva montada pelo Sporting
Fonte: Marzia Cattini

O Porto entrou bem no segundo tempo e não tivesse sido Girão, quem mais, teria marcado cedo. Contudo, num duelo com Hélder Nunes, o guardião leonino levou a melhor. 

Passados dois minutos e meio do retorno dos balneários, Raul Marín viu um cartão devido a um enganchamento sobre Hélder Nunes. O próprio assumiu a marcação do lance, mas Girão voltou a ser herói, tendo defendido a stickada do livre-direto e a correspondente recarga.

Em situação de superioridade numérica, os dragões dispuseram de uma grande chance de golo, mas Reinaldo Garcia acabou por stickar de primeira ao travessão. 

Segundos depois de retomado o cinco para cinco, Romero surgiu isolado perante Nélson Filipe, mas não conseguiu dilatar a vantagem verde e branca. Pouco depois, o argentino do Sporting tentou dar o golo a Font, mas o espanhol também não conseguiu finalizar. Momentos depois surgiu a 10ª falta do Sporting. Hélder Nunes voltou a ser o escolhido para a conversão do livre-direto, mas acabou por stickar ao lado e na recarga tentou uma picadinha, mas Girão voltou a defender. 

Por volta dos trinta e três minutos e meio do encontro, o Porto cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font, que já havia marcado na primeira parte, voltou a ser o selecionado para a marcação do livre-direto, tentou uma nova picadinha, mas desta feita Nélson Filipe venceu o duelo com o espanhol. 

O tempo no marcador eletrónico ia passando e o Porto não conseguia arranjar soluções ofensivas para marcar, esbarrando sempre no muro da equipa leonina, que controlava as operações tanto com, como sem bola. 

Pedro Gil também não disse que não ao protagonismo, tendo agredido Telmo Pinto com uma chapada na cabeça. Uma situação “engraçada” e inesperada, não é? Quem diria…

A faltarem onze minutos para o fim e depois de muita insistência, o Porto conseguiu marcar. Servido por Hélder Nunes, Gonçalo Alves, com uma stickada pelo “buraco da agulha” reduziu o marcador para 4-2. A esperança portista renascia. 

O golo deu um novo alento ao Porto que, sempre que podia, procurava massacrar Girão com tentativas de todos os lados. Porém, fazendo uso da sua elasticidade e boa movimentação da baliza, o guarda-redes leonino ia impedido um novo golo aos azuis e brancos. Todavia, após alguns avisos, acabou por ser o Sporting a marcar. Font, na sequência de uma transição rápida e com uma stickada fortíssima, apontou o 5-2 e terminou com o ímpeto dos dragões. 

A cerca de seis minutos do toque da buzina, Hélder Nunes cometeu a 15ª falta do Porto, em virtude de uma infração sobre Font. Font regressou à marca do livre-direto, voltou a tentar uma picadinha, mas acabou por stickar ao lado. Momentos depois, foi a vez do Sporting cometer a sua 15ª falta. Desta feita, Gonçalo Alves foi escolhido para a marcação do livre-direto, mas Girão negou o golo ao número setenta e sete dos dragões. 

À entrada para os derradeiros quatro minutos, Henrique Magalhães poderia ter colocado um ponto final no encontro, mas não conseguiu aproveitar o passe de Romero, permitindo a defesa de Nélson Filipe. 

Apesar da diferença no marcador, o Porto não atirava a toalha ao chão, mas continuava sem conseguir encontrar soluções para entrar no quadro defensivo leonino. Quando passava essa barreira batia de imediato em outra, de seu nome Girão.

Finalizado o encontro, quarenta e dois anos depois de ter vencido a única Liga dos Campeões do seu historial, o Sporting venceu a Liga Europeia ao derrotar na final o Porto por 5-2. Partida na qual foi sempre melhor, inteligente a atacar e ainda mais a defender, cerrando dos todos caminhos para a baliza de Girão que, quando foi necessário intervir, respondeu sempre a um nível extremamente elevado. Os dragões nunca desistiram do jogo, mas não demonstraram ter o antídoto para contrariar a boa organização defensiva do conjunto sportinguista. 

FC Porto: 10-Nélson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka; Banco: 1-Carles Grau (GR) e 17-Hugo Santos

Sporting CP: 1-Ângelo Girão (GR), 9-Pedro Gil, 57-Toni Pérez, 88-Henrique Magalhães e 99-Gonzalo Romero; Jogaram ainda: 4-Ferran Font, 17-Matías Platero, 27-Raul Marín e 30-Vítor Hugo; Banco: 91-Zé Diogo Macedo (GR)

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