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Numa final entre Barcelona e Porto são cinco contra cinco e no final ganham os blaugrana. Infelizmente, para os adeptos portistas, os dragões voltaram a perder uma final diante dos espanhóis. Desta feita, a prova em questão foi a Taça Continental e apesar do jogo ter terminado empatado a 3-3 após o fim do tempo regulamentar e do prolongamento, as grandes penalidades acabaram por cair para o lado dos catalães, que marcaram três, contra, somente, dois dos azuis e brancos.

A partida teve um início animado, com ambos os conjuntos a estudarem-se mutuamente, sem que nenhuma das equipas tivesse conseguido superar a posta defensiva do adversário.

Apesar da teórica superioridade do Barcelona, foi o Porto quem mais procurou pegar no jogo e criar oportunidades para marcar, fossem as mesmas através de uma iniciativa individual ou lances coletivos. Mais na expetativa e na busca de aproveitar os erros do conjunto azul e branco, os blaugrana, quando em posse ou em situação de contra-ataque, não estavam a conseguir penetrar na organizada defesa azul e branca.

Sem conseguir perfurar a defesa espanhola, o Porto começou a fazer uso de uma das duas principais armas. As stickadas de meia distância para um desvio em cima da baliza. No entanto, as tentativas de Hélder Nunes, Gonçalo Alves e, mais tarde, de Poka, deram algum trabalho a Egurrola, mas não surtiram em qualquer fruto.

Com o avançar do relógio, o Barcelona foi conseguindo equilibrar o encontro, tendo melhorado a nível defensivo, permitindo cada vez menos movimentações ao Porto. No que diz respeito ao ataque, as melhorias também foram notórias e após um lance em que Poka obrigou Egurrola a uma enorme intervenção, Ignacio Alabart, no seguimento do jogo, fez o 1-0 através de uma bola enrolada.

Em desvantagem, o Porto foi à procura da igualdade e com cerca de seis minutos para o intervalo dispôs de uma grande oportunidade, em virtude de um cartão azul visto por Nil Roca, após uma falta cometida sobre Hélder Nunes. O próprio assumiu a conversão do livre-direto, tendo stickado de primeira para a defesa do guardião dos blaugrana.

Segundos depois de ter começado o período de underplay do Barcelona, Edu Castro, técnico dos espanhóis, viu um cartão azul por protestos. Algo que fez o Porto beneficiar de um novo livre-direto. Desta feita, foi Gonçalo Alves a tentar marcar, mas, por mais uma vez, Egurrola negou o golo aos dragões.

Mesmo com menos um jogador em pista, o Barcelona conseguiu aproveitar uma falha defensiva portuguesa e Pablo Álvarez, isolado diante de Nelson Filipe, não desperdiçou e aumentou a vantagem catalã para 2-0. Todavia, pouco depois de ultrapassada a marca dos dois primeiros minutos de inferioridade numérica, os portistas conseguiram, finalmente, beneficiar do elemento extra em pista e Reinaldo Garcia, com uma stickada de meia distância, reduziu a desvantagem para 2-1.

Já dentro do último minuto antes da pausa, o Porto esteve quase a chegar ao empate através de uma grande jogada coletiva, mas Egurrola conseguiu travar o desvio de Telmo Pinto com a luva direita e impediu o golo portista.

Terminado o primeiro tempo, o Barcelona estava em vantagem por 2-1. Resultado algo injusto por tudo aquilo que o Porto havia apresentado em rinque, mas que demonstrava a superior categoria de Aitor Egurrola e a natural “estrelinha” das equipas ou seleções espanholas diante de equipas ou seleções portuguesas. Contudo, no cômputo geral, nota para uma boa partida de hóquei em patins.

Reinaldo Garcia foi um dos melhores do Porto, uma peça essencial tanto a defender como a atacar
Fonte: World Skate Europe RinkHockey

A segunda parte começou a um ritmo alto, com ambas as equipas a obrigarem os guarda-redes adversários a trabalhar, mas sem qualquer consequência para o resultado.

Na frente, mas sem querer arriscar muito, o Barcelona foi a equipa com mais tempo de posse de bola nos instantes iniciais dos segundos vinte e cinco minutos, tendo gerido e baixado, imenso, o ritmo de jogo e em duas ocasiões esteve quase a chegar ao terceiro. Primeiro, devido a uma iniciativa individual de Pablo Álvarez, que recuperou o esférico junto à baliza espanhol, depois, em virtude de um lance de Marc Gual que quase surpreendeu Nelson Filipe, pois, em fez de stickar por alto, o experiente jogador espanhol stickou rasteiro. Ainda assim, o guarda-redes azul e branco não foi no engodo e impediu o terceiro dos catalães.

Adormecido pela maior capacidade de ter bola demonstrada pelo Barcelona, o Porto estava a ter dificuldades em reagir e, consequentemente, em chegar à baliza de Egurrola.

Em cima da marca dos quinze minutos da segunda metade, surgiu a 10ª falta do Porto, depois de Poka cometer uma infração sobre Sergi Panadero. Pau Bargalló foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas ao tentar fazer um “bonito”, acabou por desperdiçar uma oportunidade para aumentar a diferença no marcador. Volvidos alguns instantes, o Barcelona dispôs de uma nova chance para marcar, mas Nelson Filipe voltou a levar a melhor perante Pau Bargalló.

As oportunidades falhas pelo Barcelona reanimaram o Porto que, com o passar dos minutos, foi recuperando o bom desempenho da primeira parte. Porém, apesar das oportunidades criadas, o fator Egurrola era o único elemento que mantinha a diferença no marcador.

A cerca de nove minutos do fim do encontro, Pau Bargalló cometeu a 10ª falta do Barcelona, depois de uma infração sobre Reinaldo Garcia. Giulio Cocco, especialista contratado aos italianos do Amatori Lodi, não conseguiu fazer a diferença, pois, Egurrola travou as intenções do jovem transalpino com a luva esquerda. No entanto, pouco tempo depois, dragões recuperaram a bola na sua meia pista e após um passe de Hélder Nunes, Rafa, isolado diante de Egurrola, conseguiu concretizar e empatar a partida. Passado um minuto, o Porto esteve quase a virar o marcador, mas Cocco não conseguiu dar o melhor seguimento a um grande passe de Rafa. Todavia, a igualdade não durou muito mais, pois, através de uma bela iniciativa individual, Marc Gual fez o 3-2, repondo o Barcelona na frente. Os azuis e brancos não se intimidaram e nem dez segundos depois, Hélder Nunes, com alguma sorte, merecida, à mistura, restabeleceu a igualdade.

A fase terminal do tempo regulamentar foi de respeito mútuo, sem grandes oportunidades para nenhuma das equipas, o que fez com que a final da Taça Continental seguisse para o prolongamento.

A primeira parte do prolongamento não deu nada de novo ao jogo durante os três minutos iniciais, mas, mais perto do final, o Porto acordou e beneficiou de um penalti. Porém, Gonçalo Alves, chamado à marcação da grande penalidade, não conseguiu concretizar nenhuma das três oportunidades de que dispôs e o resultado não se alterou.

O segundo tempo extra de cinco minutos foi bem mais animado do que o primeiro, com Nelson Filipe e Egurrola a serem chamados ao trabalho em algumas ocasiões. Contudo, o resultado continuou sem qualquer tipo de alteração e a partida seguiu para as grandes penalidades.

No desempate por penáltis, o Barcelona acabou por ser mais eficaz, tendo concretizado três em seis, contra dois em seis do Porto.

Assim, o Porto, apesar do bom desempenho durante o tempo regulamentar e no prolongamento, perdeu, por mais uma vez, contra o Barcelona por um total de 6-5 que, desta forma, conquistou a sua 18ª Taça Continental. É notório que a diferença já não é a mesma que foi possível presenciar na final da Liga Europeia, mas a melhoria ainda não foi a suficiente para vencer os espanhóis e acabar com a triste sina que afeta os dragões em jogos de “mata-mata” contra o Barcelona.

Onzes Iniciais e Sbstituições

FC Porto: 10-Nelson Filipe (GR), 7-Giulio Cocco, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 9-Rafa e 18-Poka

Banco: 1-Carles Grau (GR) e 17-Hugo Santos

FC Barcelona: 1-Aitor Egurrola (GR e CAP.), 3-Marc Gual, 7-Pablo Álvarez, 8-Pau Bargalló e 9-Sergi Panadero

Jogaram ainda: 24-Nil Roca, 33-Ignacio Alabart e 79-João Rodrigues

Banco: 10-Sergi Fernandez (GR) e 6-Alejandro Josep

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