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Dias depois de quase ter carimbado a presença nos quartos de final da Liga Europeia, o Porto regressou às vitórias ao ter goleado, fora, o Turquel por 7-1. Num encontro onde a vitória portista nunca esteve em causa, os azuis e brancos foram sempre melhores e somaram mais três pontos subindo, provisoriamente, ao segundo posto da classificação.

Numa partida com um arranque equilibrado, tanto o Turquel como o Porto procuraram visar a baliza desde cedo. Após vários avisos de parte a parte, com respostas positivas de Diogo Almeida e Carles Grau, através de um contra-ataque rápido de três para dois, à passagem dos três minutos, Giulio Cocco abriu o ativo.

Na dianteira, o Porto tomou conta das rédeas do encontro, tal como se poderia antecipar, não procurando com ânsia o aumentar da vantagem. Exemplo disso foram algumas situações em que esgotou os quarenta e cinco segundos de ataque. A nível defensivo, as maiores dores de cabeça estavam a ser João Souto e André Moreira, mas com maior ou menor dificuldade, os dragões conseguiram fechar os caminhos para a sua baliza.

Por volta dos sete minutos de jogo, pouco tempo depois de Giulio Cocco quase ter bisado após uma jogada coletiva magistral, Hélder Nunes fez uso da sua meia distância e apontou o 2-0. Volvidos alguns instantes, o Turquel beneficiou de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Gonçalo Alves sobre André Moreira. O próprio André Moreira assumiu a conversão do penalti, mas acabou por stickar ao lado.

Mesmo sem imprimir um grande ritmo na partida, porventura com o objetivo de gerir o esforço físico devido a várias deslocações em apenas sete dias (Lodi, Turquel e Oeiras), o Porto procurava o momento certo para atacar a baliza adversária ou as transições rápidas para apanhar o Turquel em contrapé. O conjunto da “Aldeia do Hóquei”, por seu lado, apesar de conseguir ter o esférico em sua posse durante um bom período de tempo, raramente incomodava Grau.

Com o aproximar da pausa, o jogo ganhou mais velocidade e, após um lance de ataque do Turquel, o Porto aproveitou o espaço livre e na sequência de um passe letal de Rafa, Reinaldo Garcia, isolado diante Diogo Almeida, avolumou a vantagem azul e branca para 3-0.

Terminada a primeira parte, o Porto vencia o Turquel por 3-0. Resultado que demonstrava a superioridade dos dragões e que apenas não era ainda mais dilatado devido a uma boa exibição de Diogo Almeida. A equipa turquelense, com recursos totalmente diferentes, nunca deixou de procurar o ataque, mas coesa defensiva portista manteve a sua baliza sem qualquer golo sofrido.

No dia em que completou vinte e seis anos de vida, Telmo Pinto realizou uma boa exibição, tendo ainda feito uma assistência para um golo de Rafa
Fonte: FC Porto Sports

A segunda metade começou animada, com oportunidades para cada lado. Vasco Luís tentou reduzir de meia distância, mas Carles Grau respondeu com uma excelente defesa com a caneleira esquerda. Do outro lado da pista, Gonçalo Alves ficou perto do quarto, mas desviou o esférico por cima do travessão.

Disputados quatro minutos e meio do segundo tempo, Hélder Nunes recuperou o esférico no meio rinque do Porto e arrancou em direção à baliza do Turquel. À entrada da área do garrafão do basquetebol disparou um “míssil” e aumentou a vantagem portista para os 4-0. Passado alguns minutos, Hélder Nunes viu um cartão azul por protestos, num lance onde o cartão deveria ter sido mostrado a João Souto, visto que não permitiu ao lançar um contra-ataque. Instantes depois do jogo ter sido retomado, Tiago Mateus, que havia entrado em pista durante essa paragem, viu um cartão azul devido a uma falta sobre Rafa. Giulio Cocco, chamado para a conversão do livre-direto, tentou fazer um “bonito”, mas Diogo Almeida acabou por levar a melhor.

Com as duas equipas somente com três jogadores de campo em pista, André Pimenta ficou perto de reduzir a desvantagem, mas Grau, com o patim direito, impediu o golo do número vinte e quatro do conjunto da casa. Segundos depois de ter sido retomado o cinco para cinco, Telmo Pinto pegou no esférico e serviu Rafa que, ao segundo poste, apenas teve de encostar para o 5-0.

A cerca de dez minutos do fim, surgiu a 10ª falta do Porto. Luís Silva foi o escolhido por João Simões, técnico que regressou ao leme dos seniores do Turquel há duas semanas, para conversão do livre-direto e com uma stickada direta não deu qualquer hipótese, tendo reduzido a desvantagem do clube da “Aldeia do Hóquei” para 5-1. Pouco depois, Poka, que já havia tirado as medidas à baliza adversária por várias vezes, aproveitou o espaço que teve e com uma stickada ao primeiro poste fez o 6-1.

Apesar do aproximar do final do encontro, a partida ganhou velocidade. O que resultou em várias oportunidades de golo para cada equipa. Todavia, Carles Grau e Samuel Santos, que, entretanto, havia entrado para o lugar de Diogo Almeida, não permitiram novas mexidas no marcador. Porém, a oitenta e cinco segundos de terminar o jogo, surgiu a 10ª falta do Turquel. Hélder Nunes, chamado à marcação do livre-direto, ainda permitiu uma defesa a Samuel Santos, mas na recarga apontou o 7-1. Resultado que não mais se alterou.

Concluído o encontro, o Porto goleou o Turquel por claros 7-1. Diferença que justifica a superioridade e o controlo imposto pelo conjunto liderado por Guillem Cabestany, que esteve coeso a defender e estratega a atacar. Aproveitando situações de contra-ataque ou jogadas de laboratório para avolumar o marcador. No que diz respeito à equipa da casa, o Turquel nunca baixou os braços, mas o seu campeonato é outro.

HC Turquel: 23-Diogo Almeida (GR), 7-André Moreira, 22-Luís Silva, 24-André Pimenta e 44-João Souto; Jogaram ainda: 10-Samuel Santos (GR), 4-Daniel Matias, 9-Vasco Luís (CAP.), 58-Tiago Mateus e 74-José Costa

FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 9-Rafa, 17-Hugo Santos, 18-Poka e 57-Reinaldo Garcia

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