As competições europeias de Hóquei em Patins foram suspensas. Depois de terem sido terminadas, precocemente na época anterior, em pleno início da pandemia, que consequências vão trazer à modalidade?

A “continuada degradação da situação pandémica, tornando ingerível, mas também uma desvirtuação de cada modelo competitivo” é a justificação do comité da World Skate Hockey, organizadora das competições para a interrupção das competições europeias da modalidade.

Entre os torneios masculinos e feminino, 11 equipas portuguesas iriam marcar presença. Na Liga Europeia competem SL Benfica, Sporting CP, FC Porto, Oliveirense e OC Barcelos. Na Taça WSE, Portugal é representado por HC Braga, Sanjoanense e Riba d’Ave. Já na Euroliga feminina jogam Benfica, CACO e Stuart Massamá, que não chegou a iniciar-se.

O Hóquei em Patins é a primeira modalidade de pavilhão, que suspende as competições europeias. Numa modalidade, em que na Europa é dominada por Portugal, Espanha e Itália, esta situação pode criar ainda mais discrepância, em termos de competitividade entre estes países (em especial os ibéricos) e o resto. Percebe-se que a situação epidemiológica da pandemia justifique a tomada de medidas, mas não poder-se-ia planeado outro tipo de formato de competições para evitar esta situação de indefinição. A reformulação dos torneios europeus de clubes, que ainda vai ser anunciada pela World Skate Hockey, revela falta de preparação dos organizadores para se evitar o nevoeiro que impera no Hóquei em Patins, para um agravamento da situação que já vinha a ser previsto desde o verão.

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A última edição concluída foi em 2018/19, vencida pelo Sporting, numa final ganha ao FC Porto.

E que solução vai ser implementada? Deixar clubes apurados de fora e reduzir o número das equipas? Fazer cair as fases de grupo e jogar apenas a uma mão? Ou concentrar vários “grupos de partida”, num local e com poucos dias de diferença, como se tratasse de uma Final Four? A primeira parece ser a solução mais injusta, mas há algo que parece que vai acontecer, seja qual for a solução: o distanciamento dos adeptos e dos apoiantes da modalidade, já afastados infelizmente, dos pavilhões.

Foto de Capa: Federação de Patinagem de Portugal

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