Itália 2-2 Portugal: À terceira não foi de vez

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A CRÓNICA: MUNDIAL 2019, EUROPEU 2021 E AGORA MUNDIAL 2022. O QUE TÊM EM COMUM? TODOS TERMINARAM COM UM EMPATE ENTRE PORTUGAL E ITÁLIA

Depois da goleada de ontem [segunda-feira] frente à França, Portugal entrava para a segunda jornada com o apuramento para a fase a eliminar garantido – os três primeiros passam diretamente – e a saber que a vitória sobre a Itália significava que o segundo estava garantido e o primeiro à distância de um empate. Sabia-se, também, que o histórico de confrontos jogava a favor da nossa seleção. Desde 2017 que os italianos não batiam Portugal, curiosamente também num Mundial e na 2.ª jornada do Grupo… A.

Depois do empate a quatro golos no Europeu de há um ano, num jogo de várias reviravoltas e em que a Itália entrou com tudo. Depois de Renato Garrido “surpreender” e apostar em Pedro Henriques, o guarda-redes do SL Benfica respondeu da melhor forma e, nos primeiros dez minutos, negou o golo aos italianos com três importantes defesas. Portugal chegou a dispor de um livre direto, mas Hélder Nunes não conseguiu controlar a bola da melhor forma e a oportunidade perdeu-se. A superioridade numérica também não foi “amiga” da nossa seleção e o nulo persistiu.

Ao minuto 18, Andrea Malagoli rompeu a defesa portuguesa, rematou e obrigou Pedro Henriques a uma enorme defesa com o patim. No minuto seguinte, Cocco foi derrubado Diogo Rafael dentro da área e, na cobrança do penálti, o guardião voltou a negar o golo a Malagoli. A menos de quatro minutos do intervalo, novo livre direto para os italianos, após Diogo Rafael ter visto o azul, com Cocco a colocar a bola, com classe, no ângulo superior esquerdo, fazendo o 1-0. A resposta foi imediata e, na jogada seguinte, João Rodrigues serviu Henrique Magalhães para o empate (1-1).

Já no segundo tempo, o início foi bastante positivo para Portugal: Compagno cometeu penálti sobre Rafa, Renato Garrido chamou Gonçalo Alves para a conversão e o jogador do FC Porto não desperdiçou (1-2). Logo a seguir o 77 voltou ao banco, de onde não mais saiu. A Itália respondeu e Pedro Henriques voltou a negar o golo com duas grandes defesas.

Com Portugal a gerir e a apostar no contra-ataque, e a Itália a carregar em busca do empate. Aos 38 minutos, Checco Compagno recebeu a bola junto ao meio-campo, puxou para a sua esquerda e desferiu um remate rasteiro, de longe, para o fundo das redes de Pedro Henriques (2-2). Já dentro dos últimos dez minutos, dois italianos apareceram isolados, mas a muralha portuguesa voltou a erguer-se. No lance seguinte, décima falta da Itália. Gonçalo voltou à quadra, mas não conseguiu bater Gnata em três momentos.

Com o jogo empatado, as duas equipas começaram a arriscar menos e a espetacularidade perdeu-se. Com toda a justiça, o resultado estava consumado e, para já, torna-se favorável aos italianos. Com a diferença de golos a servir de fator de desempate, Portugal tem, neste momento, um golo a menos que os azzurri, antes da última jornada do grupo.

A segunda jornada da competição feminina ditou uma possível final antecipada, entre Portugal e Espanha. As jogadoras nacionais estiveram a vencer por 2-0, mas consentiram a reviravolta no espaço de três minutos, perdendo por 3-2.

A FIGURA

 

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Pedro Henriques – Que exibição! Mais uma para a sua coleção. É difícil estar na “sombra” de Girão, mas Portugal conta, provavelmente, com os dois melhores guarda-redes do mundo na atualidade. Prova disso foi a partida de hoje. Segurou Portugal no primeiro tempo, adiando ao máximo o golo italiano, e culminou a exibição com uma segunda parte de grande nível. Parou quase tudo, não fosse Compagno consegui-lo bater.

O FORA DE JOGO

Diogo Rafael – O defesa do SL Benfica começou no banco, mas não entrou bem na partida. A defesa não esteve ao melhor nível no primeiro tempo e consentiu várias oportunidades aos italianos. A juntar a isso, cometeu falta para azul sobre Cocco, permitindo que a Itália se adiantasse no marcador. Fica na retina uma exibição pouco brilhante do experiente hoquista.

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

Alessandro Bertolucci sabe das valências de Portugal e apresentou-se com um bloco defensivo bastante compacto, o que obrigou o adversário a utilizar o remate exterior. A pedido do seu treinador num dos time-outs, ofensivamente os italianos geriram bem a posse de bola, prolongando os seus ataques até ao limite do tempo. No segundo tempo, conseguiu voltar a encostar Portugal às cordas, mas só conseguiu empatar através da meia-distância.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricky Gnata (7)

Francisco Ipiñazar (7)

Davide Gavioli (7)

Giulio Cocco (8)

Alessandro Verona (6)

SUBS UTILIZADOS

Leonardo Barozzi (7)

Checco Compagno (7)

Federico Ambrosio (6)

Andrea Malagoli (7)

Davide Banini (6)

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Ao contrário do jogo da primeira jornada, Renato Garrido colocou João Rodrigues no cinco inicial, fruto da lesão sofrida por Gonçalo Alves, que pouco ou nada jogou esta noite. No primeiro tempo, Portugal esteve abaixo dos italianos, não conseguindo superar o bloco defensivo da equipa de Bertolucci. Com o golo no início da segunda parte, a equipa das quinas controlou o jogo e apresentou-se com uma defesa bastante compacta, com Pedro Henriques a ser o seu expoente máximo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (9)

Rafa Costa (7)

João Rodrigues (8)

Hélder Nunes (7)

Henrique Magalhães (7)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Rafael (6)

Telmo Pinto (6)

João Souto (7)

Gonçalo Alves (7)

Foto de Capa: WSG Argentina

Tiago Alexandre
Tiago Alexandrehttp://www.bolanarede.pt
O Tiago nasceu em Abrantes e, atualmente, estuda em Portalegre, cidade para onde partiu em busca do seu sonho no meio do Jornalismo. Está ligado ao Desporto desde sempre e gosta de rebater as suas opiniões até à última. O Ciclismo e o Futebol - não o 'jogo da bola' - são as suas paixões, sem nunca descurar o Hóquei em Patins, o Futsal e o brilhante mundo dos Esports.

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