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Juventude de Viana empata Benfica

Diogo Nunes · 6 min

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Cabeçalho modalidadesNaquele que foi o primeiro jogo da 17ª jornada do campeonato nacional, Benfica e Juventude de Viana (que não podia contar com o seu treinador Renato Garrido, visto que foi suspenso por 28 dias) defrontaram-se num encontro bem mais disputado do que se podia prever, tendo mesmo terminado com um empate 7-7.

O Benfica entrou no jogo a tentar controlar as operações e, logo no primeiro minuto, Valter Neves enviou uma bola à barra, após passe de Diogo Rafael. O Viana, por sua vez, estava mais recolhido, tentando aproveitar saídas rápidas em contra-ataque, onde Tó Silva era quem mais seticava à baliza, defendida por Diogo Almeida, em virtude da suspensão por dois jogos de Guillem Traball (Tiago Rafael, também expulso em Barcelos, foi suspenso por três, tendo sido substituído por Gonçalo Pinto).

A estratégia defensiva da Juventude resultava, visto que os encarnados raramente conseguiam criar uma verdadeira chance de golo. No entanto, sempre que era necessário, Edo Bosh dizia presente e impedia o golo benfiquista, sobretudo, quando havia seticadas de meia distancia: única via que o conjunto de Pedro Nunes encontrava para chegar à baliza contrária. Todavia, o Benfica chegou mesmo ao 1-0, por intermédio de João Rodrigues, após uma jogada de insistência de Nicolia. Pouco depois, num contra-ataque rápido, o Viana esteve perto de empatar, mas Diogo Fernandes não fez balançar as redes.

Não marcou o Viana, marcou o Benfica. Após mais uma jogada onde a Juventude ia empatando o jogo, Diogo Rafael, com uma bela saída para o ataque, viu João Rodrigues solto ao segundo poste e não hesitou, colocando a bola no número nove encarnado que fez o 2-0. Volvidos alguns segundos, a equipa visitante voltou a ficar perto de marcar. Contudo, Francisco Silva atirou à barra.

Os encarnados estavam a passar pela sua melhor fase do primeiro tempo e, a nove minutos do intervalo, chegaram aos 3-0. Nicolia assistiu Adroher no interior da área que, após um grande trabalho individual, colocou a bola junto ao ângulo superior esquerdo, sem hipóteses para Edo.

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Neste lance, Tó Silva não conseguiu bater Diogo Almeida
Fonte: Juventude de Viana

Seis minutos, três golos do Benfica, golos esses que pareciam ter afetado a Juventude, pois já não conseguia ter tanto tempo de ataque como anteriormente, assim como permitia várias oportunidades para o conjunto vermelho e branco. Porém, depois de alguns contra-ataques falhados, o Viana reduziu o marcador com um golo de Diogo Fernandes, que foi assistido por Tó Silva.

A vantagem de dois golos esteve perto de durar pouco pois, seguidamente, o próprio Diogo Fernandes viu um cartão azul, após um enganchamento em Miguel Rocha. Adroher foi o eleito para a marcação do livre direto, mas não conseguiu bater Edo Bosh.

Em superioridade numérica, o Benfica criou várias oportunidades, não tendo a capacidade e a sorte de concretizar nenhuma delas.

Já dentro dos últimos dois minutos do primeiro tempo, surge a 10ª falta encarnada. Tó Silva, especialista neste tipo de lances, acabou por acertar na barra.

Chegado o intervalo, o Benfica vencia por 3-1. Vantagem justa para o caudal de jogo ofensivo apresentado pelos encarnados. No entanto, o jogo não estava tão controlado quanto isso. Algo que se veio a provar mais tarde.

Início de segunda parte e a toada mantinha-se. O Benfica tentava aumentar a vantagem, ao passo que o Juventude de Viana continuava a procurar o contra-ataque como principal arma.

Passados pouco mais de dois minutos da segunda parte e após uma falha defensiva de Diogo Rafael, Tó Silva aproveitou um passe de André Azevedo para reduzir para 3-2. Um minuto depois, Diogo Rafael vê um cartão azul por enganchamento em André Azevedo, quando este dava princípio a um contra-ataque. No respetivo livre direto, Tó Silva consentiu a defesa de Diogo Almeida.

Em inferioridade numérica, o Benfica esteve perto do 4-2, sendo que Valter neves não logrou bater Edo Bosh. O Viana não chegou a aproveitar a superioridade em pista, tendo criado poucas oportunidades de golo.

O jogo estava equilibrado e ambas as equipas tinham oportunidades para marcar, mas o score mantinha-se.

Aos trinta e quatro minutos de jogo, Gustavo Lima foi sancionado com um azul ridículo, visto que escorregou e tocou, involuntariamente, com o stick em Miguel Rocha. Nicolia tentou converter o livre direto com uma picadinha, mas o guarda-redes do Viana não permitiu a gracinha ao argentino.

Com nova superioridade numérica, o Benfica voltou a criar várias oportunidades de golo, mas o histórico guarda-redes espanhol evitou o quarto golo dos bicampeões nacionais. Contudo, os encarnados voltaram a ter uma nova grande oportunidade para marcar, pois a Juventude cometeu a sua 10ª falta. Nicolia voltou a permitir a defesa de Edo. Pouco depois, foi a vez de aparecer a 15ª falta das águias. Diogo Fernandes assumiu a marcação do livre direto e não falhou, empatando o jogo a 3-3.

Após ter estado a vencer por 3-0 na primeira parte, o jogo entrava nos últimos 12 minutos com um empate a 3-3. Contudo, o empate durou pouco, porque logo a seguir ao 3-3, Nélson Pereira colocou o Viana na frente do marcador. Pela primeira vez em desvantagem, o Benfica foi à procura do golo mas Edo Bosh continuava em grande, evitando, assim, mais golos dos encarnados.

Quem beneficiava da falta de eficácia do Benfica, mas também da grande exibição do seu guarda-redes, era o Juventude de Viana, que continuava a aproveitar o contra-ataque, a sua melhor arma, para ir aumentando a vantagem. Portanto, a oito minutos do final, Diogo Fernandes assistiu Nuno Santos que, solto ao segundo poste, fez o 5-3. De seguida, Miguel Rocha viu um cartão azul, por falta sobre André Azevedo, que partia para o contra-ataque. Diogo Fernandes, que já havia marcado o livre direto do 3-3, voltou à marca mas, desta vez, não ultrapassou Diogo Almeida.

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Nicolia contra André Azevedo foi um dos principais duelos do jogo
Fonte: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades

O Viana voltava a usufruir de dois minutos de superioridade numérica e, com uma vantagem de dois golos, optou por manter a bola em sua posse durante o maior período de tempo possível. Mesmo com menos um jogador em pista, o Benfica voltou a beneficiar de uma grande penalidade, em virtude de uma falta de Francisco Silva sobre Nicolia. Num penalti quase idêntico ao que gerou bastante polémica, aquando da vitória do Benfica na primeira volta, João Rodrigues reduziu a desvantagem para a margem mínima. Segundos depois, o próprio vê um cartão azul por tocar com o stick na cara de Nuno Santos. Mais um azul ridículo, tal como o visto por Gustavo Lima. Tó Silva ainda permitiu a defesa de Diogo Almeida ao livre direto, mas na recarga não deu hipóteses e fez o 6-4.

Os comandados de Pedro Nunes não são conhecidos por virarem as costas ao jogo por estarem em situação complicadas, por isso, arregaçaram as mangas e foram atrás do resultado. Assim, pouco depois do 6-4, novo penalti para o Benfica devido a uma falta de André Azevedo sobre Valter Neves. O próprio assumiu a marcação do penalti mas Edo Bosh, com a caneleira esquerda, evitou o golo do capitão encarnado.

O Benfica prosseguia as tentativas de golo, mas não obtinha nenhum fruto. No entanto, a partir da 15ª falta do Viana, Nicolia reduziu para 6-5. Momentos depois, Nicolia aproveitou alguma confusão em pista, em virtude de um choque entre um atleta do Benfica e da Juventude, para marcar um fantástico golo e empatar o jogo a 6-6.

Desta forma, à entrada para o último minuto e meio, tudo estava empatado e qualquer uma das equipas podia vencer. Na ânsia de marcar o golo da vitória, o Benfica acabou por sofrer mais um golo de Tó Silva, que deixava a Juventude de Viana na frente a cinquenta e nove segundos do fim. Todavia, na retoma do jogo, João Rodrigues voltou a empatar o jogo, depois de uma jogada em conjunto com Diogo Rafael, fixando o resultado final num empate a 7-7.

Resultado justo para tudo aquilo que se passou em pista, onde muitas das vezes o Benfica só se preocupava em atacar e a Juventude de Viana aproveitava para ir marcando golos em situações de contra-ataque tendo, depois, uma defesa fechada onde era difícil de entrar e um Edo Bosh numa grande tarde.

Assim, consoante os resultados já conhecidos, a Oliveirense ao ter vencido em casa o Turquel por 5-2 é o novo líder do campeonato, com 45 pontos, seguido do Benfica, com 44, Porto, com 40 (menos um jogo), Sporting, com 35 (menos um jogo) e Barcelos, com 32.

Foto de capa: Juventude de Viana

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Diogo Nunes

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