Desde segunda-feira que se está a disputar em Viana do Castelo, a 51ª edição do campeonato da europa de hóquei em patins de sub-20. Portugal, a jogar em casa, procurava a conquista de um inédito hexa, mas acabou por falhar o acesso à final, em virtude de derrotas contra a Itália e Espanha na fase inicial da competição.

A 51ª edição do europeu de hóquei em patins sub-20 abriu com um confronto entre italianos e ingleses. Os transalpinos confirmaram a sua teórica superioridade e venceram por claros 10-1. Mais tarde, Espanha e Suíça fizeram a sua estreia no campeonato da europa e o conjunto espanhol, também, não deu qualquer azo a surpresas, tendo goleado os suíços por 12-2. No encontro que encerrou o primeiro dia de competição, Portugal defrontou a Alemanha e venceu por 8-0. Contudo, apesar do resultado poder transparecer que o jogo foi fácil, não o foi.

Os jovens comandados por Nuno Ferrão, técnico que substituiu Luís Duarte que saiu para o CD Paço de Arcos, tiveram muitas dificuldades em bater-se com uma física seleção alemã, sobretudo, durante os vinte e cinco minutos iniciais, chegando ao intervalo a vencer, somente, por 3-0. No segundo tempo, as dificuldades mantiveram-se durante boa parte, mas com o avançar da partida e com a cada vez menor frescura do conjunto germânico, Portugal aproveitou para avolumar o marcador. Hugo Santos, jogador que vai representar o FC Porto na presente temporada, esteve em grande, tendo apontado um golo na primeira parte e outros quatro de belíssimo efeito na segunda. 

O segundo dia de competição não trouxe grandes alterações, com os favoritos a vencerem os seus encontros sem grandes dificuldades. A Itália voltou a abrir as operações e, tal como se poderia antecipar, goleou a Suíça por 11-1. A Espanha manteve a toada da jornada inaugural e derrotou a Alemanha por 8-2. Portugal, por sua vez, teve pela frente a Inglaterra, orientada pelo português José Carlos Amaral, mas, apesar do seu enorme favoritismo, apenas conseguiu chegar ao primeiro golo a meio do primeiro tempo.

Anúncio Publicitário

O guardião inglês Reiff Hayward foi um dos grandes responsáveis pela seleção nacional só ter conseguido fazer mexer o marcador eletrónico tão tarde, mas, a partir do momento em que o conseguiu, nunca mais parou. Carlos Ramos foi o primeiro a quebrar o enguiço e ao intervalo a seleção nacional já vencia por 5-0. Na segunda metade, Portugal manteve o ímpeto e alargou o score até aos 17-0, alcançando o resultado mais desnivelado da primeira fase do campeonato da europa. Carlos Ramos e Gonçalo Neto, ambos com quatro tentos, foram os principais “homens golo” da partida.

Hugo Santos foi o melhor marcador de Portugal na primeira fase do europeu, tendo apontado dez golos
Fonte: Roller Hockey Photos

A terceira jornada ficou marcada pelo primeiro jogo grande da 51ª edição do campeonato da europa, com um clássico entre Portugal e Itália a encerrar “as festas” do terceiro dia de prova. A ronda teve início com uma vitória da Alemanha sobre a Suíça por 6-4 que, assim, conquistou os primeiros pontos na competição. Após a estreia da Alemanha no que a vitórias diz respeito, foi a vez da Espanha impor uma nova goleada. Desta feita, perante a Inglaterra. Após os cinquenta minutos regulamentares, o marcador indicava 14-1 a favor de nuestros hermanos.

Terceiro jogo, terceira goleada. Chegado o “prato forte” do dia, Portugal procurava marcar uma posição forte na luta pela conquista de um inédito hexa. No entanto, o encontro esteve longe de correr bem à seleção nacional. A primeira parte não correu mal de todo às cores nacionais, mas ao intervalo já perdia por 1-0. Desvantagem que Portugal poderia ter contrariado ou anulado, caso tivesse concretizado pelo menos um dos dois penaltis que teve a seu favor.

Os grandes problemas surgiram na segunda parte. A seleção portuguesa, que até tinha chegado ao intervalo melhor, sofreu dois enormes revés em apenas dois minutos, passando a ficar a perder por 3-0. O conjunto transalpino fez uso da sua maior experiência, pois maior parte da seleção já joga na Lega Hockey, sendo a sua maior estrela Francesco Compagno, jogador do bicampeão italiano Amatori Lodi, que é orientado pelo português Nuno Resende, mas também do seu ADN.

A capacidade de defender bem e atacar de forma fria e cínica, não desperdiçando uma oportunidade, tendo sido exatamente isso que acabou por acontecer. A seleção portuguesa cometeu a sua 10ª falta e Compagno não falhou, aumentando a vantagem azzurri para 4-0. Sem conseguir marcar e com o tempo para virar o rumo dos acontecimentos a ser cada vez menor, Portugal ia dando cada vez mais espaço para contra-ataques e a Itália aproveitava. Entretanto, a seleção portuguesa até já havia conseguido reduzir, mas num novo contra-ataque, a seleção italiana fez o sexto. Já dentro do último minuto, António Trabulo fixou o resultado final em 6-2.

Assim, Portugal não só deixou fugir a Espanha e a Itália no topo da classificação do europeu, como ficou obrigado a vencer a seleção espanhola no último jogo da fase regular. Para além disso, Portugal não ficava apenas obrigado a vencer a Espanha, mas a vencer por uma determinada diferença de golos. Diferença essa que seria ditada no confronto entre espanhóis e italianos.