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Cabeçalho modalidadesNo primeiro jogo da final-four, Barcelona, atual tetracampeão espanhol, e a Oliveirense, líder do campeonato português e vice-campeã europeia, mediram forças num encontro que se esperava muito equilibrado. Algo que se veio a constatar e ao contrário do habitual, a sorte esteve do lado português, pois na segunda parte do prolongamento, Ricardo Barreiros decidiu a meia-final com um golo de ouro.

Início de jogo rápido, com a Oliveirense a dizer presente ao tentar atacar a baliza catalã desde cedo, obrigando Sergi Fernandez a intervenções de alto nível.

Após uma entrada mais forte da equipa nacional, o Barcelona começou a equilibrar o jogo, mas sem grandes oportunidades de perigo, mas sempre que era necessário, Puigbi não falhava. Contudo, as melhores oportunidades continuavam a pertencer à Oliveirense, embora não as conseguisse materializar.

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O jogo estava rápido e intenso. Logo, o tempo passava de forma bastante veloz, algo estranho para quem acompanha esta modalidade, mas o marcador continuava a zeros. A cerca de sete minutos para o final, Nuno Araújo fez falta para grande penalidade sobre Lucas Ordoñez. Xavier Barroso foi o escolhido para a marcação do penalti, mas o guarda-redes da Oliveirense travou as intenções espanholas. Na recarga, Barroso atirou ao lado.

Até ao final da primeira parte, o equilíbrio manteve-se e o 0-0 também, sendo que a falta da festa do golo, muito se deveu à qualidade apresentada por entre os postes das duas balizas. Xavier Pubgi e Sergi Fernandez defenderam tudo.

Retomado o encontro, era o Barcelona que tinha mais tempo de posse de bola, mas a Oliveirense defendia bem e não dava grandes espaços à equipa da “casa”. A intensidade, em comparação com os primeiros vinte e cinco minutos, era menor. Com o passar dos minutos, tal como o Barcelona havia feito anteriormente, a Oliveirense equilibrou as contas, tendo criado algumas chances de golo, mas sem malograr concretiza-las.

Fonte: União Desportiva Oliveirense/ Simoldes- Hóquei em Patins
Ricardo Barreiros foi o homem do jogo, ao fazer o único golo do encontro
Fonte: União Desportiva Oliveirense/ Simoldes- Hóquei em Patins

A meio da segunda parte, a partida voltou a animar-se e a ter um ritmo mais elevado, mas os mesmos protagonistas continuavam em grande e a igualdade não se desfazia. No entanto, foi algo momentâneo, pois as ambos os conjuntos não queriam errar e isso fez com que a intensidade voltasse a baixar.

Iniciada a última eternidade do período regulamente, ou seja, os cinco minutos finais, tudo continuava na mesma. Assim como os elementos diferenciadores. Os guarda-redes, claro. Terminado o tempo regulamentar, tudo continuava na mesma e o jogo seguiu para prolongamento.

Nos primeiros cinco minutos de período complementar, o Barcelona foi o conjunto mais perigoso, tendo obrigado Pugbi a boas intervenções. Do lado da Oliveirense, destaque apenas para um lance, já dentro do último minuto, onde João Souto acabou por enrolar o esférico por cima.

A segunda parte complementar teve um início bastante rápido, mas ao contrário do habitual, através de uma iniciativa individual de Ricardo Barreiros, o golo de ouro acabou por cair para o lado português. Deste modo, a Oliveirense repete a presença na final. Triunfo justo para a Oliveirense, apenas porque marcou o golo, visto que, a partida poderia ter sido vencida por qualquer uma das equipas, a quem oportunidades não faltou. Todavia, uma enorme exibição dos dois guarda-redes, onde Sergi Fernandez sai ligeiramente por baixo devido ao golo sofrido (onde nada podia fazer), impediram um resultado mais volumoso.

Na final de amanhã, a Oliveirense defrontará o vencedor da segunda meia-final entre Benfica e Reus. Sendo que, no caso do Benfica passar, haverá uma reedição da final da Liga Europeia do ano passado. Por outro lado, se for o Reus a passar, haverá uma final inédita.

Foto de capa: União Desportiva Oliveirense/Simoldes-Hóquei em Patins

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