No único jogo dos quartos-de-final onde não era possível definir, à posteriori, quem seguiria para a Final-Four, Benfica e Oliveirense proporcionaram um encontro equilibrado, mas uma bela segunda parte das águias definiu a sua passagem. Juntam-se a Barcelona, Sporting e Porto nas meias-finais da principal competição europeia de clubes de hóquei em patins.

A partida arrancou de forma bastante intensa e dinâmica, tendo sido o Benfica quem esteve mais perto de marcar, mas nem Valter Neves ou Diogo Rafael conseguiram concretizar. 

No seu registo habitual, a Oliveirense procurava construir jogo com calma, mas não rejeitava uma oportunidade para sair rápido para o contra-ataque e foi quase dessa forma que a União chegou ao golo. Transição de três para dois e Barroso, servido por Torra, esteve perto de empatar a eliminatória. 

Com o passar dos minutos, o encontro tornou-se equilibrado, com as equipas muito encaixadas, sendo que mais rapidez em combinações rápidas ou em lances de contra-ataque eram raras. Porém, jogados nove minutos, na sequência de uma bela iniciativa individual, Diogo Rafael obrigou Puigbí a uma boa intervenção e, pouco depois, foi Pedro Henriques a negar o golo a Jorge Silva. Volvidos alguns instantes, Lucas Ordoñez viu um cartão azul após uma falta sobre Jorge Silva. Marc Torra assumiu a marcação do livre-direto, mas Pedro Henriques, com duas enormes defesas, negou o golo ao antigo colega de equipa no Benfica e no Reus Deportiu.

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Em situação de superioridade numérica, a Oliveirense tentou encostar as águias à sua baliza, mas nunca conseguiu criar uma real chance de golo. Passados alguns segundos após o final do powerplay, os encarnados poderiam ter disposto de um contra-ataque perigoso de dois para um, mas Casanovas apostou na stickada de meia distância e Puigbí respondeu com uma boa intervenção. Segundos depois, Ordoñez ficou perto de marcar, mas não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Nicolia. 

Num jogo de muita paciência, Benfica e Oliveirense trocavam períodos de posse, mas sem conseguirem construir oportunidades para marcar. Não estava a ser nada fácil entrar em numa das defesas de qualquer um dos conjuntos. 

Já com pouco mais de um minuto para se jogar, a partida abriu um pouco e quase surgiram os golos. Primeiro, foi Bargalló a causar um calafrio aos adeptos benfiquistas e, momentos depois, foi Adroher a proporcionar a Puigbí uma defesa com a máscara.

Terminada a primeira parte, o marcador continuava sem golos, resultado que era o reflexo de uns vinte e cinco minutos iniciais muito equilibrados e com poucas oportunidades claras que, quando ocorreram, Pedro Henriques e Xavier Puigbí trataram de resolver. 

Nicolia não fez um grande jogo a nível atacante, mas foi muito importante a defender
Fonte: SL Benfica

A segunda metade começou da melhor maneira para o Benfica, pois, logo aos onze segundos, no seguimento de um lance de insistência de Diogo Rafael, Valter Neves fez o 1-0.

O golo mexeu com o jogo, pois a Oliveirense ficou a perder por 4-2 no total da eliminatória. No entanto, apesar da reação da União, os encarnados estavam a conseguir fechar bem os caminhos para a sua baliza. Assim, até foi o Benfica que esteve quase a fazer o segundo. Todavia, Nicolia não foi capaz de concluir da melhor maneira um belo passe de Valter Neves. Pouco depois, Ordoñez abriu o livro e, falhada uma segunda finta, o esférico sobrou para o capitão das águias, que stickou de primeira ao poste. Passados alguns segundos, Ordoñez teve espaço para fazer uso da sua forte stickada, mas Puigbí negou o tento ao argentino com a cotoveleira direita. 

Na frente da eliminatória por dois golos, o Benfica melhorou o seu desempenho, impedindo a União de ter a bola e tendo criado algumas oportunidades para finalizar. Porém, após vários minutos mais recuada em pista, a Oliveirense chegou ao empate de forma fortuita. Lance de contra-ataque de três para dois e, após um corte deficitário de Diogo Rafael, o esférico sobrou para Jorge Silva, que, oportunista como é, não falhou e restabeleceu a igualdade. No entanto, pouco depois, o conjunto benfiquista construiu uma rápida transição de dois para um e Diogo Rafael, assistido por Ordoñez, apontou o 2-1. A vantagem na eliminatória estava reposta. Passados alguns instantes, Diogo Rafael quase fez o terceiro, mas enrolou a “redondinha” ao lado do poste esquerdo da baliza de Puigbí.

A rápida resposta das águias ao golo da Oliveirense mexeu com os jogadores da União, que, apesar da vontade, não estavam a conseguir reorganizar-se e dar a volta à situação. O único lance mais perigoso do conjunto visitante nesta fase surgiu a cerca de oito minutos para o fim, mas Jorge Silva não conseguiu bater Pedro Henriques. 

Sem conseguir esboçar uma reação clara e eficiente, o Benfica controlava o jogo, não deixando de procurar um golo que lhe desse maior tranquilidade, tapando qualquer espaço para a sua baliza. Exemplo disso foi um grande corte de Valter Neves a uma stickada de Marc Torra que, se tivesse passado, seria bastante perigosa. 

Com cerca de quatro minutos para se jogar, surgiu o caso do encontro, visto que a União viu-lhe ser negado um golo. A repetição da transmissão televisiva não é totalmente esclarecedora, sendo que a bola parece tocar no pulso direito de Nicolia antes de entrar. Pouco depois, Jorge Silva e Vierinha viram um cartão azul. 

A faltarem pouco mais de dois minutos para fim, Ordoñez dispôs de uma grande oportunidade para “matar” a eliminatória, mas não conseguiu concluir um passe açucarado de Nicolia. 

Em cima da marca dos 49 minutos, Renato Garrido apostou tudo e retirou Puigbí de campo. Ricardo Barreiros foi o único jogador da União que ficou perto de marcar, mas Pedro Henriques travou a tentativa do capitão da Oliveirense. A cinco segundos do términus, Adroher finalizou uma jogada de Ordoñez e confirmou a vitória do Benfica. Na sequência do golo, Jorge Silva viu um cartão vermelho após insultar o árbitro Filippo Fronte. 

Concluído o encontro, o Benfica venceu a Oliveirense por 3-1, 6-3 no total da eliminatória. Diferença que se ajusta, tendo em conta a superior segunda parte que os encarnados realizaram. Foi a fase da partida onde foram quase sempre melhores e construíram várias chances para concretizar. Em conjunto com este bom desempenho ofensivo, esteve uma boa organização e entre-ajuda defensiva, sendo mesmo possível dizer que os jogadores benfiquistas deram o “peito às balas” e, antes de o esférico chegar à baliza, teria de passar por eles. Valter Neves e Nicolia são só alguns exemplos de atletas que demonstraram essa atitude. 

Nos restantes jogos dos quartos-de-final, o Barcelona recebeu e goleou o Noia por 7-0, o Sporting bateu o Amatori Lodi por 8-2 e o Porto derrotou o Forte dei Marmi por 3-2.

O emparelhamento das meias-finais da Final-Four da Liga Europeia, que se vai realizar entre os dias 11 e 12 de maio em locar por anunciar, é o seguinte:

FC Barcelona-FC Porto;

Sporting CP-SL Benfica.

EQUIPAS

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR),2-Valter Neves (CAP.), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael e 9-Jordi Adroher; Jogaram ainda: 5-Carlos Nicolia, 9-Lucas Ordoñez e 74-Vieirinha; Banco: 10-Marco Barros e 44-Miguel Rocha.

UD Oliveirense: 88-Xavier Puigbí (GR), 6-Xavier Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia; Banco: 26-Domingos Pinho e 74-Pablo Cancela.