Na primeira mão dos quartos de final da Liga Europeia de Hóquei em Patins, perante um pavilhão com lotação esgotada, Benfica e Porto disputaram um jogo equilibrado, que acabou com a vitória das águias por 3-2. Resultado que, tal como se poderia antever, deixa tudo por decidir no encontro da segunda mão.

Numa partida que estava a ter um começo normal, com posses de bola para cada equipa, o jogo foi interrompido aos três minutos por problemas na bancada reservada aos adeptos dos dragões, pois, estavam a tentam passar a barreira de segurança. Pouco depois de retomado a partida, o Porto esteve perto de marcar, mas Pedro Henriques, com uma grande parada, impediu o golo de Gonçalo Alves. Minutos depois, Nicolia sofreu falta para grande penalidade. João Rodrigues, chamado à conversão, atirou ao seu estilo e abriu o marcador.

As águias estavam bem e apesar de nem sempre conseguirem chegar à baliza de Carles Grau, eram quem ia tendo as melhores oportunidades. Aleado a esse fator, não estavam a deixar o Porto entrar na sua defesa, “facilitando” o trabalho de Pedro Henriques.

Com nove minutos jogados, o Benfica ficou perto do segundo golo e no seguimento do lance, o Porto beneficiou de uma grande penalidade, devido a uma falta de Diogo Rafael sobre Reinaldo Garcia. Gonçalo Alves, um dos especialistas dos dragões, não desperdiçou e restabeleceu o empate. Logo a seguir, numa situação de contra-ataque de dois para um, os azuis e brancos poderiam ter dado a volta aos acontecimentos, mas Pedro Henriques evitou o golo com uma enorme defesa.

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Sem correrem grandes riscos, águias e dragões iam praticando um hóquei cauteloso, esticando muito o tempo de posse de bola, apenas tentando algo nos últimos momentos. No entanto, em cima da marca dos quinze minutos, Valter Neves, atrás da baliza de Grau, serviu Tiago Rafael que, de primeira, fez o 2-1 para o Benfica. Quase de seguida, num lance em que tentou ganhar o ressalto para ficar isolado, Jordi Adroher viu um cartão azul devido a um enganchamento em Hélder Nunes. O próprio assumiu a marcação do livre-direto e apesar do bom trabalho, a “picadinha” que tentou acertou em cheio no travessão.

Em inferioridade numérica, os encarnados conseguiram gerir bem a posse de bola e perto de retomada a igualdade em pista, Nicolia sofreu uma falta de Jorge Silva para cartão azul. João Rodrigues voltou a ser o escolhido para a conversão da bola parada, mas o que havia imaginado fazer saiu mal e perdeu a chance de fazer o terceiro.

Desta feita, eram as águias que estavam em situação de “powerplay”, mas tal como os dragões, não conseguiram aproveitar a superioridade em rinque.

A cerca de quatro minutos da pausa, Valter Neves começou e concluiu, a passe de Nicolia, um excelente contra-ataque encarnado, apontando o 3-1 no marcador.

Até ao fim dos primeiros vinte cinco minutos, Pedro Henriques ainda foi chamado a intervir em duas situações. De resto, quando em posse, o Benfica geriu e foi a vencer por dois golos para os balneários.

Chegado o intervalo, o Benfica estava na frente de forma justa, pois, tinha sido a melhor equipa em pista, com mais tempo de ataque e com as melhores oportunidades de golo. O Porto, claramente a jogar com a eliminatória, estava mais confinando à defesa, apostando mais nas transições rápidas para surpreender o conjunto encarnado.

Nesta situação, apenas a trave impediu o golo de Hélder Nunes
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte teve início com uma grande penalidade a favor do Benfica, em virtude d uma infração sofrida por João Rodrigues. O próprio foi o escolhido para a marcação do lance, mas Carles Grau, com a caneleira esquerda, impediu o quarto tento benfiquista. Na recarga, Rodrigues voltou a não ter arte e engenho necessários para bater o espanhol. Pouco depois, surgiu a 10ª falta do Benfica. Hélder Nunes chamado, novamente, à conversão, stickou rasteiro e reduziu a desvantagem portista para a margem mínima. Ainda antes de jogados os primeiros cinco minutos da segunda parte, João Rodrigues, isolado, poderia ter feito o quarto, mas Carles Grau voltou a negar o golo ao número nove das águias.

Com uma atitude diferente daquela que havia sido apresentada na primeira metade, o Porto chegava com mais frequência à baliza de Pedro Henriques, mas não conseguia criar grandes lances de perigo, pois, os seus disparos ou saíam ao lado ou eram travados pelos jogadores encarnados. Por seu lado, o Benfica não conseguia ter grandes momentos de posse de bola e, tal como os dragões haviam feito na primeira metade, os grandes momentos de perigo surgiam em situações de contra-ataques.

A faltarem cerca de doze minutos para o fim, Nicolia sofreu a 10ª falta do Porto. Jordi Adroher, que teve um bom registo neste tipo de lances no início da temporada, bem tentou retirar Grau da jogada, mas não conseguiu bater o compatriota.

Já com menos de dez minutos para o final, Valter Neves cometeu a 15ª falta das águias. Hélder Nunes voltou a ser chamado à conversão do livre-direto e tentou repetir a fórmula do segundo tento dos dragões, mas desta feita, Pedro Henriques impediu uma nova igualdade no encontro. Momentos depois, o Porto voltou a ficar perto do empate, mas Rafa não conseguiu transpor Henriques. De seguida, foi o conjunto benfiquista a estar perto do golo, por intermédio de Nicolia, mas Grau, com uma grande parada, evitou o quarto do Benfica.

A perder por apenas um golo e com o jogo propício para o empate, o Porto arriscava à procura da igualdade e com pouco mais de quatro minutos para a buzina, Hélder Nunes, num lance de insistência, esteve perto do golo. Valeu, quem mais podia ser, Pedro Henriques, claro está.

A faltar pouco mais de um minuto para o fim, Nicolia tentou para iniciativa individual, mas não conseguiu fazer balançar as redes de Grau pela quarta vez. A quatorze segundos do términus do jogo, Gonçalo Alves tentou “sacar” uma falta para livre-direto, mas acabou por enganchar Nicolia e viu um cartão azul. Nicolia, com uma enorme oportunidade para aumentar a vantagem encarnada, não conseguiu bater Grau.

Finalizado o jogo, o Benfica bateu o Porto por 3-2, mas uma vitória como esta, numa primeira mão dos quartos de final da Liga Europeia, pouco significa a não ser mesmo uma vitória sobre o rival, pois, deixa tudo em aberto para a partida no Dragão-Caixa.

Nos restantes jogos do dia, o Barcelona foi até Itália empatar a 3-3 com o Follonica, o Liceo recebeu e venceu o Reus por 4-1 e em Oliveira de Azeméis, o Sporting ainda esteve a perder por 2-0, mas acabou por virar o marcador e bater a Oliveirense por 3-2.

Os jogos da segunda mão dos quartos de final da Liga Europeia de Hóquei em patins estão marcados para o dia 7 de abril.