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Cabeçalho modalidadesNaquele que era um dos principais jogos da jornada de arranque do campeonato nacional de hóquei em patins, Benfica e Tomar não defraudaram as expetativas e deram um bom espetáculo a todos os presentes no pavilhão. Os encarnados acabaram por levar a melhor e venceram os tomarenses por 5-1, entrando na nova época com o patim direito.

Nuns cinco minutos iniciais sem grandes oportunidades, o destaque ia para a titularidade de Pedro Henriques e Miguel Vieira, mais conhecido por Vieirinha, no cinco de Pedro Nunes. Dois atletas de quem se espera muito e que foram dando sinais positivos durante a pré-época. Porém, passada esta fase inicial, o Benfica começou a pegar no jogo e a empurrar o Tomar para a sua área. Por seu lado, a equipa nabantina ia defendendo bem e jogando pela certa.

Apenas jogados dez minutos surgiram grandes oportunidades de golo. Primeiro, Valter Neves teve espaço à entrada da área, mas não conseguiu bater Diogo Alves. No seguimento do lance, Ivo Silva ficou isolado perante Pedro Henriques, mas não conseguiu desfeitear o internacional português. A partir daqui o jogo ficou mais animado e ambas as equipas começaram a ter mais chances de marcar.

Com os golos a demorarem a aparecer, o treinador encarnado deu inicio ás substituições habituais e começou por trocar a dupla ofensiva, lançando em pista Nicolia e João Rodrigues.

Aos dezasseis minutos o marcador esteve perto de mexer pela primeira vez, em virtude de uma clássica jogada de entendimento entre Nicolia e João Rodrigues, mas o jovem guardião do Tomar não foi na cantiga. Os lances sucediam-se e pouco depois, na recarga de uma stickada de meia distância, Jordi Adroher ficou perto de marcar.

A menos de cinco minutos da pausa, Diogo Alves ainda impediu por duas ocasiões o golo das águias, mas não conseguiu travar uma grande penalidade de João Rodrigues, em virtude de um corte com o braço de João Lomba.

Mesmo com o 1-0 a partida não baixou de ritmo, bem pelo contrário, o que fazia com que novos golos pudessem surgir a qualquer momento, mas Diogo Alves e Pedro Henriques tinham outras intenções e não permitiram mais alterações ao marcador.

Chegado o intervalo, o Benfica vencia justamente por 1-0, após primeira parte de muito boa qualidade e disputada a bom ritmo, onde o Tomar não se limitou apenas a defender e onde Diogo Alves e Pedro Henriques estiveram em muito bom plano.

O ritmo registado nos primeiros vinte e cinco minutos continuou a registar-se na segunda parte, com ambos os conjuntos perto de marcar, obrigando os dois guardiões, nota para a permanência de Pedro Henriques na baliza dos encarnados, a brilhar.

Num lance de contra-ataque, Nicolia fez falta para cartão azul sobre Ivo Silva. O próprio, ele que é o capitão da equipa orientada por Nuno Domingues, encarregou-se da marcação do livre-direto, tendo stickado à barra e na recarga Pedro Henriques levou a melhor.

Em situação de underplay, o Benfica aproveitou um lance de contra-ataque para fazer o 2-0. Jogada conduzida por Diogo Rafael e finalizada por Jordi Adroher. Pouco depois, Nicolia tirou um coelho da cartola, mas foi parado em falta pelo capitão tomarense, que acabou por ver o cartão azul. Na respetiva grande penalidade, Adroher stickou à barra, mas na recarga, o espanhol efetuou uma picadinha fantástica e apontou o 3-0.

A perder por três golos de diferença, o Tomar tentava responder, mas não a situação não era nada fácil. O Benfica estava muito bem e o ritmo alto durante quase todo o jogo, em conjunto com a menor capacidade de rotação da equipa da cidade templária, estavam a dificultar cada vez mais a tarefa nabantina, que mesmo assim não deitavam a toalha ao chão.

A cerca de doze minutos do fim, surgiu o caso do jogo. Nicolia, com uma picadinha, assistiu Jordi Adroher para o 4-0, mas Luís Peixoto invalidou o golo encarnado. Decisão correta da equipa de arbitragem. Volvidos alguns segundos, Pedro Henriques voltou a brilhar através de uma enorme estirada com a luva esquerda.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Já com menos de dez minutos para se jogar, o ritmo continuava extremamente elevado e o espetáculo em pista era de boa qualidade. Contudo, a finalização estava longe de ser a melhor, muito pela excelente tarde protagonizada por ambos os guarda-redes.

A seis minutos e vinte e dois segundos do final, belo lance ofensivo do Tomar e Hernâni Diniz, ao segundo poste, reduziu para 3-1 e reabriu a discussão do encontro para os minutos finais. Todavia, o Benfica respondeu e através de uma belíssima jogada coletiva, Diogo Rafael fez o 4-1. Pouco depois, surgiu a 10ª falta do Tomar, num lance entre Diogo Rafael e João Sardo. Jordi Adroher entrou para a marcação do livre-direto e tal como na final da Elite Cup, o espanhol executou o lance de uma forma espetacular e aumentou o score para 5-1.

O Tomar que já estava numa situação complicada, viu essa posição “reforçada” quando João Sardo viu um cartão azul por protestos. Porém, o resultado não se voltou a alterar.

Quem foi ao pavilhão da luz não terá ficado nada desapontado com o jogo que viu. Mais do que isto não se poderia pedir. Grande ritmo, intensidade, oportunidades de golo, enormes defesas. O Benfica venceu por 5-1, mas tal como na passada semana, o Tomar voltou a dar boas indicações sobre o que pode vir a fazer na temporada que se esta a iniciar.

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