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No jogo principal das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2018/2019, o Benfica conseguiu, finalmente, terminar com o registo negativo perante o Sporting e acabou por golear os atuais Campeões Europeus por 7-3. Desta maneira, no domingo, as águias podem regressar às conquistas, mas para tal vão ter de derrotar a Oliveirense. Conjunto que joga em “casa”, pois a competição está a ser disputada no seu pavilhão, e que também esta sedenta por títulos.

O Sporting foi a primeira equipa a criar perigo e a meias entre o poste e a máscara de Pedro Henriques, Toni Pérez quase inaugurou o marcador. Pouco depois, o guardião encarnado voltou a ser chamado ao trabalho, desta feita para defender uma forte stickada de Ferran Font. Sem ser tão objetivo no ataque, o Benfica respondeu de meia distância e Girão aproveitou para começar a brilhar, impedindo dois belos golos de longe a Nicolia e Casanovas. 

Jogados cinco minutos do dérbi, um erro na saída para o ataque de Nicolia levou o argentino a ter de fazer uma falta para cartão azul sobre Font. O próprio, exímio e imprevisível neste tipo de lances, simulou uma stickada direta, seguiu para a habitual picadinha e não falhou, fazendo o 1-0. Pouco depois, numa situação de três para dois que parecia perdida, Matías Platero, com alguma sorte à mistura, apontou o 2-0. Pedro Henriques poderia e deveria ter feito muito mais. 

Passados alguns instantes após o segundo, Toni Pérez, sozinho perante o guardião das águias, quase fez o terceiro e no seguimento do lance, o número cinquenta e sete dos leões acabou por ver um cartão azul. No respetivo livre-direto, Ordoñez, também especialista neste tipo de lances, foi conservador e acabou por permitir a defesa de Girão. 

Em situação de superioridade numérica, o Benfica quase não criou perigo, pois no primeiro lance junto da baliza de Girão, chegou ao golo por intermédio de Nicolia. Reduzindo o marcador para 2-1. Girão, tantas vezes salvador, acabou por ser mal batido. 

Numa fase mais morna no encontro, um contra-ataque dos encarnados conduzido por Nicolia, resultou no 2-2 apontado Vieirinha que deitou Girão e com a baliza deserta atirou a contar.

Os golos do Benfica espevitaram o jogo, que voltou a ganhar velocidade e dinamismo, havendo lances de perigo eminente perto das duas balizas. Bem o seu estilo, as águias apostavam num hóquei mais atacante, enquanto que os leões optavam por um hóquei mais cauteloso.

A cerca de sete minutos do intervalo, Lucas Ordoñez arriscou uma iniciativa individual e acabou por arrancar um cartão azul a Raul Marín. Desta feita foi Adroher o escolhido para conversão do livre-direto e com uma picadinha extremamente precisa, colocou o Benfica na frente do marcador. 

Na sequência do golo, Raul Marín viu um novo cartão azul por protestos. Assim, por mais uma vez em situação de powerplay, os comandados de Alejandro Domínguez carregaram à procura do quarto golo da tarde, mas Girão, quem mais, impediu o dilatar do resultado.

Segundos depois de retomado o cinco para cinco, Ordoñez voltou a apostar numa iniciativa individual e já em desequilibriu “ceifou” o esférico que só parou no fundo da baliza verde e branca. O Benfica aumentava a vantagem para 4-2.

Com pouco mais de um minuto para a pausa, Adroher viu um cartão azul devido a uma falta na tabela sobre Font. O próprio regressou à marca do livre-direto, voltou a simular uma stickada rasteira e com uma nova picadinha reduziu o marcador para 4-3. 

A vinte segundos do intervalo, Gonzalo Romero cometeu a 10ª falta do Sporting. Nicolia, chamado à conversão do livre-direto, stickou direto e repôs a vantagem benfiquista. 

Finalizada a primeira parte, o Benfica vencia o Sporting por 5-3. Enormes vinte e cinco minutos de parte a parte. A formação sportinguista rapidamente se apanhou a vencer por dois golos sem resposta, mas os encarnados nunca baixaram os braços e conseguiram ir para os balneários a vencer por dois tentos de diferença. Nota para erros de arbitragem para ambos os lados, com os principais enganos a terem sido em lances de grande penalidade. Um sobre Valter Neves e outro sobre Ferran Font. 

Nicolia é capaz do melhor e do pior. Desde tentos importantíssimos a erros que resultam em golos dos adversários. Cometeu uma falta para grande penalidade, mas o lance acabou por não ser sancionado
Fonte: SL Benfica

A segunda metade quase começou com um erro de arbitragem gravíssimo, visto que Miguel Guilherme assinalou grande penalidade por Girão ter tocado no esférico sem ter o stick na sua posse, mas Ricardo Leão, melhor posicionado, entrou em cena e ajudou a corrigir o equívoco. 

Perto da marca dos vinte e sete minutos, Platero ofereceu um contra-ataque de dois para um ao Benfica, mas Girão impediu o golo a Valter Neves.

A perder e obrigado a correr atrás do resultado, Sporting procurava assumir o jogo na tentativa de chegar ao golo, mas tal não estava a ser tarefa fácil para os atletas de Paulo Freitas. 

Após inúmeras tentativas de meia distância, o fruto finalmente nasceu. Bela movimentação de Diogo Rafael e Ordoñez e as águias fizeram o 6-3. Diogo fez uma boa cortina, Ordoñez aproveitou e com uma stickada fortíssima em zona frontal voltou a marcar. Pouco depois, o Sporting ficou muito perto de reduzir, mas Pedro Henriques, com as caneleiras, disse não a um belíssimo golo de picadinha, como mais poderia ser, de Ferran Font. 

A missão leonina dificultou-se ainda mais, pois, tendo de tomar conta das operações, o que estava a fazer, mas sem grande êxito, dava mais espaço aos atletas do Benfica para jogar. Em sentido contrário, com três golos de vantagem no marcador, a formação das águias procurava controlar a partida, mas nunca recusavam uma boa situação para avolumar o score. Exemplo disso foi uma transição rápida de três para dois, a cerca de onze minutos do fim, que Adroher acabou por desperdiçar ao enrolar a bola ao lado da baliza de Girão.

Com cerca de sete minutos para o final, os encarnados beneficiaram, mal, de uma grande penalidade devido a uma suposta falta de Marín. Nicolia assumiu a marcação do penalti e com uma stickada rasteira fez o 7-3. Segundos antes, o Sporting quase reduziu, mas acabou por ser o Benfica a aumentar a vantagem. Porém, através uma falta inexistente. 

O sétimo golo abalou a equipa do Sporting que, momentos depois, quase sofreu o oitavo. No entanto, Girão evitou novo período de festa benfiquista. Passados alguns instantes, foi a vez de Pedro Henriques brilhar, negando um golo a Marín. Pouco depois, um erro na saída para o ataque leonino fez com que Diogo Rafael ficasse isolado diante Girão, mas o guardião verde e branco acabou por levar a melhor no duelo com o colega de seleção. No seguimento do jogo, o Benfica cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font, quem mais, regressou à marca do livre-direto, mas à terceira o guarda-redes das águias acabou mesmo por defender. Indicar também que, na terceira tentativa da tarde, Font variou o estilo de marcação, tendo apostado numa stickada direta e não na habitual picadinha. 

A pouco mais de um minuto da conclusão do encontro, o Sporting usufruiu de uma grande penalidade, devido a Pedro Henrique ter prendido a bola de forma propositada. Raul Marín, com oportunidade de reduzir a desvantagem dos leões, não conseguir marcar. Nem no próprio penalti ou na recarga. 

Terminado o dérbi, o Benfica venceu o Sporting por 7-3 e garantiu a presença na final da Taça de Portugal. Fase da competição à qual já não chegava desde a temporada de 2015/2016. Vitória justa da melhor equipa em pista ao longo dos cinquenta minutos de jogo, que soube recuperar de uma desvantagem de 2-0 e nos segundos vinte e cinco minutos foi bastante eficaz. Isto, tanto do ponto de vista ofensivo como defensivo, tendo controlado uma formação leonina que sentiu muito a falta de Pedro Gil, que não pode jogar devido a problemas físicos, como aproveitado mais lances de bola parada do que havia conseguido ultimamente. 

Assim, no domingo a partir das 19h00, Oliveirense e Benfica disputam a sua segunda final da Taça de Portugal. A primeira ocorreu na temporada de 2011/2012, na ressaca do primeiro título de campeão nacional das águias desde 1997/1998, com a vitória a ter sorrido à União por 3-1. 

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael, 5-Nicolia e 7-Jordi Adroher; Jogaram ainda: 2-Valter Neves (CAP.), 9-Lucas Ordoñez e 74-Vieirinha; Banco: 10-Marco Barros (CAP.) e 44-Miguel Rocha

Sporting CP: 61-Ângelo Girão (GR e CAP.), 4-Ferran Font, 57-Toni Pérez, 88-Henrique Magalhães e 99-Gonzalo Romero; Jogaram ainda: 8-Caio, 17-Matías Platero, 27-Raul Marín e 30-Vítor Hugo; Banco: 91-Zé Diogo Macedo (GR)

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