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A nova temporada de hóquei em patins português começou tal como acabou a anterior, ou seja, com o Porto a levantar um trofeu. Se em julho os dragões conquistaram a sua terceira Taça de Portugal consecutiva, na tarde deste domingo, foi a vez de vencerem a Supertaça António Livramento pelo terceiro ano seguido. Perante um pavilhão municipal da Mealhada quase lotado, os azuis e brancos mostraram estar uns furos acima do Sporting, tendo derrotado o atual campeão nacional por 4-1.

O Porto entrou forte e nos instantes iniciais esteve quase a abrir o marcador. Reinaldo Garcia, com uma iniciativa individual, apenas não abriu o ativo porque o ferro e o poste direto da baliza de Girão não lhe permitiram. Os leões responderam e através de lances de Caio e Vítor Hugo, também não conseguiram marcar. 

Nem estavam ainda disputados cinco minutos de jogo e após uma perda de bola numa saída para o ataque por parte de Ferran Font, Hélder Nunes ficou perto de marcar. No entanto, Girão, com duas belíssimas intervenções, negou o golo e uma assistência ao capitão dos azuis e brancos. Minutos depois, numa situação idêntica à anterior, Reinaldo Garcia recuperou o esférico na defensiva dos leões e perante a oposição de Girão, o experiente jogador argentino colocou a “redondinha” em Rafa que, com a baliza deserta, fez o 1-0 para o Porto.

Com problemas a nível defensivo, Paulo Freitas reagiu e fez entrar João Pinto e Matías Platero. Mesmo assim, o conjunto portista continuava por cima e a dispor de várias chances para avolumar o marcador.

Após uma entrada algo em falso na Supertaça, o Sporting conseguiu organizar-se e equilibrar a partida. Contudo, apesar da melhoria registada no âmbito defensivo, quando em posse, os leões não conseguiam entrar no quadrado dos dragões e, por sua vez, incomodar Nelson Filipe.

A cerca de cinco minutos para a pausa, um desentendimento no ataque entre dois jogadores do Porto, lançou um contra-ataque bastante perigoso do Sporting que, somente por alguns milímetros, não resultou em golo.

Nos últimos momentos do primeiro tempo, João Pinto arrancou para iniciativa individual e, por pouco, não ofereceu o golo a Raul Marín ou a Toni Pérez. 

Finalizado o primeiro tempo, o Porto estava em vantagem por 1-0. Diferença aceitável, visto que, os azuis e branco haviam sido a melhor equipa em pista durante os vinte e cinco minutos iniciais, tendo criado muito mais oportunidades para marcar e estado organizados a defender. Naquela que foi uma primeira metade disputada um baixo ritmo e nem sempre bem jogada, o Sporting começou mal, mas acabou bastante melhor. Restava saber se a melhoria se iria continuar a verificar no regresso dos balneários. 

Reinaldo Garcia voltou a ser uma peça fundamental no jogo portista
Fonte: FC Porto Sports

A segunda parte teve um começo animado e nem quando ainda nem estavam jogados dois minutos, Porto cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font, chamado à marcação do livre-direto, não desperdiçou e com uma bola rasteira por entre as pernas de Nelson Filipe, repôs a igualdade. De seguida, surgiu a 10ª falta do Sporting. Hélder Nunes, um dos especialistas do Porto, foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas não conseguiu bater Girão, que travou a stickada direta do capitão portista.

Ultrapassada a fase dos livres-diretos, o encontro manteve o equilíbrio do primeiro tempo, mas a ser disputado uns quantos furos acima. 

Em cima da marca dos sete minutos da segunda parte, um novo erro da defensiva verde e branca resultou em mais um golo dos dragões. Reinado Garcia, quem mais, serviu Hélder Nunes e o número setenta e oito dos dragões não falhou e stickou para o fundo das redes, fazendo o 2-1. 

Novamente em desvantagem, o Sporting reagiu e foi à procura de repor a igualdade. No entanto, foi o Porto a dispor de uma nova grande oportunidade, devido à 15ª falta leonina. Giulio Cocco foi o escolhido para a marcação do livre-direto, mas apesar de ter tentado deitar Girão, o guarda-redes português levou a melhor perante o jovem italiano. No seguimento do lance, Poka teve uma enorme oportunidade para fazer o terceiro, mas Girão, por mais uma vez, realizou uma enorme intervenção e negou o golo ao jogador do Porto. Volvidos alguns instantes, Hélder Nunes surgiu numa zona frontal à baliza do Sporting e ao tentar stickar, levou um toque de Henrique Magalhães para cartão azul. Desta feita, foi Gonçalo Alves a tentar converter o livre-direto, mas Girão voltou a negar o balançar das redes da sua baliza.

Em situação de superioridade numérica, o Porto beneficiou de um penalti, devido a uma falta de Font sobre Reinaldo Garcia. Gonçalo Alves foi o escolhido por Cabestany para marcar a grande penalidade e com uma stickada fortíssima não deu qualquer chance a Girão e fez o 3-1. Pouco depois, Poka, isolado diante de Girão após ter tirado o esférico a Marín, ficou muito perto do quarto. Instantes depois, surgiu a 15ª falta do Porto. Font voltou a ser selecionado para a marcação do livre-direto, mas nesta ocasião, Nelson Filipe conseguiu travar a vontade do espanhol.

Já com menos de dez minutos para fim, Hélder Nunes viu um cartão azul por protestos, após ter sofrido uma falta de Raul Marín junto à tabela de fundo atrás da baliza leonina.

A dispor de uma nova situação de superioridade numérica, o Sporting carregou na procura de reduzir o marcador, mas apesar de ter conseguido incomodar Nelson Filipe em algumas ocasiões, não conseguiu marcar.

O Sporting não baixou os braços e com cerca de cinco minutos para se jogar, após uma recuperação de Marín no meio campo defensivo dos leões, João Pinto esteve quase a reduzir o marcador, mas Nelson Filipe, com uma grande defesa, negou o segundo tento dos verde e brancos.

A faltarem quatros minutos para se jogar, Raul Marín viu um cartão azul por ter cometido uma falta sobre Reinaldo Garcia. Hélder Nunes regressou à marca do livre-direto, mas voltou a não conseguir bater Girão que, com o capacete, impediu o quarto tento portista.

Por mais uma vez em situação de powerplay, o Porto, em vantagem, conseguiu aproveitar o homem extra que tinha em pista e num lance de contra-ataque, Hélder Nunes apontou o 4-1 e, praticamente, sentenciou o encontro. 

Já com menos de um minuto para se jogar, Gonçalo Alves cometeu uma falta para grande penalidade sobre Matías Platero. Toni Pérez foi o eleito para a marcação da grande penalidade, mas acabou por stickar ao lado. Pouco depois, surgiu a 20ª falta do Sporting. Gonçalo Alves voltou a assumir a responsabilidade, mas, por mais uma vez, não conseguiu marcar. Passados alguns momentos, Toni Pérez viu um cartão azul depois de uma falta cometida sobre Reinaldo Garcia. Poka, que esta tarde defrontou o seu irmão Caio, teve uma grande chance para colocar o seu nome na ficha dos marcadores, mas acabou por, também, stickar ao lado.

Assim, pelo terceiro ano consecutivo, o Porto conquistou a Supertaça António Livramento, a 22ª do clube, tendo ainda mantido o registo de vitórias quando encontra o Sporting nesta competição. Vitória justa e que poderia ter sido por um resultado bem diferente, não tivesse o conjunto portista desperdiçado vários livres-diretos. Desta maneira, os dragões mantêm os sinais positivos demonstrados no passado fim de semana, aquando da participação na Taça Continental, ao passo que o Sporting esteve longe daquilo que pode e vai demonstrar ao longo do campeonato que começa já no próximo fim de semana. 

Sporting CP: 61-Ângelo Girão (GR), 4-Ferran Font, 8-Caio, 30-Vítor Hugo e 88-Henrique Magalhães

Jogaram ainda: 16-João Pinto (CAP.) 17-Matías Platero, 27-Raul Marín e 57-Toni Perez

FC Porto: 10-Nelson Flipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka

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