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O Sporting e a Oliveirense não defraudaram as expetativas naquele que foi o jogo cabeça de cartaz da quinta jornada do campeonato nacional de hóquei em patins. A equipa de Oliveira de Azeméis teve o pássaro da vitória na mão, mas acabou por o deixar fugir, com os leões a fazerem uma grande recuperação e a forçarem um empate a 3-3.

O Sporting entrou bem no clássico e, logo nos primeiros sessenta minutos, esteve perto de marcar. No entanto, Ferran Font e Toni Pérez não conseguiram concretizar.

Tal como havia feito no encontro contra o Benfica, o Oliveirense optou por um estilo de jogo mais cerebral e sem forçar a chegada à baliza contrária. O principal destaque nos primeiros cinco minutos foi uma stickada de Torra defendida por Girão.

A jogar em casa, os leões procuravam inaugurar o marcador o mais cedo possível, tendo conseguido dispor de vários lances de golo. Contudo, nenhum deles acabou no fundo da “porteria” contrária.

Após uns minutos iniciais onde o Sporting foi melhor, acabou por ser o Oliveirense a fazer o primeiro. Jogada lateral de Marc Torra e Jorge Silva ao segundo poste fez o 1-0. Mais um tento para o melhor marcador do campeonato. Todavia, a vantagem não durou muito e, pouco tempo depois, Caio, com um stickada de meia distância fortíssima, restabeleceu a igualdade. O empate esteve quase a ser desfeito passados apenas alguns momentos. Jordi Bargalló ganhou espaço e, diante de Girão, tentou fazer uma “picadinha”, mas o guardião leonino levou a melhor no duelo com o espanhol.

Os golos abrandaram um pouco o ritmo da partida, tendo continuado a ser o Sporting a equipa que dispunha de mais chances para finalizar. Ao estilo da presente temporada, a Oliveirense procurava o momento certo para atacar, quando em posse, e aproveitar situações de contra-ataque.

Com o intervalo cada vez mais próximo, o encontro foi acalmando, tornando-se mais equilibrado, sem grandes oportunidades de golo para cada lado. As exceções foram duas belas intervenções de Girão a stickadas de Ricardo Barreiros e uma stickada de Emanuel Garcia ao poste.

Concluída a primeira metade, o marcador indicava um empate a 1-1 no encontro entre Sporting e a Oliveirense. Os leões entraram melhor, mas não conseguiram transformar o grande volume ofensivo em golos, tendo sido até o conjunto visitante a abrir o ativo. A resposta surgiu rapidamente e, a partir daí, o jogo tornou-se bastante equilibrado, com as defesas a superarem-se aos ataques. Destaque ainda para as exibições de Girão e Puigbí. Se o resultado era tão magro, muito se deveu às suas defesas de alto grau de dificuldade.

Neste lance Jorge Silva fez o 1-0 para a Oliveirense
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O segundo tempo começou da melhor maneira da Oliveirense, pois, com trinta e dois segundos jogados, Bargalló, em zona central, aproveitou o espaço concedido e disparou um “míssil”, fazendo o 2-1. Pouco depois, Jorge Silva quase fez o terceiro, mas não conseguiu desviar uma stickada de Marc Torra. Passados alguns minutos, foi o próprio Torra a ficar perto de ampliar a vantagem, mas Girão – quem mais – evitou o golo do catalão.

Em desvantagem, a equipa leonina foi à procura de restabelecer o empate, mas nem Gonzalo Romero de meia distância ou Pedro Gil conseguiram concretizar. Não marcou o Sporting, marcou a Oliveirense. Iniciativa individual de Bargalló e apenas com Girão pela frente, colocou o esférico por entre as pernas do guarda-redes dos leões e fez o 3-1. Pouco depois, Xavi Barroso teve no seu stick o quarto dos visitantes, mas estava mal posicionado e não conseguiu aproveitar a oportunidade.

Na frente, a Oliveirense tentava controlar as incidências da partida, gerindo a posse de bola e fechando os caminhos para a sua baliza. O Sporting, por seu lado, aparentava ter sentido os golos, não conseguindo construir reais ocasiões de perigo.

Na tentativa de pelo menos evitar a derrota, Paulo Freitas voltou a lançar o experiente Pedro Gil. A aposta revelou-se certeira, pois, pouco depois de ter regressado, fez uso da sua excelente meia distância e reduziu a diferença para 3-2. 

O golo de Pedro Gil animou o encontro: as chances de golo sucediam-se em cada uma das balizas, “obrigando” Girão e Puigbi a brilhar. No entanto, com quase três minutos para se jogar, Matías Platero, em excelente posição, não desperdiçou a oportunidade e apontou o 3-3. 

Grande recuperação do Sporting, que aproveitou a “menor vontade” da Oliveirense em atacar, conseguindo chegar à igualdade num curto espaço de tempo. Contudo, apesar da “menor vontade”, o conjunto de Oliveira de Azeméis teve algumas situações para acabar com a partida, mas Girão manteve os leões dentro do jogo.

Terminado o encontro, Sporting e Oliveirense empataram a 3-3 numa partida muito equilibrada e bem disputada. Nota ainda para a exibição positiva da dupla de arbitragem composta por João Duarte e Luís Peixoto, que na semana passada havia estado em evidência pela negativa no Benfica-Porto. 

Assim, disputadas cinco jornadas do campeonato nacional de hóquei em patins, o Porto, que este sábado recebeu e venceu o Tomar por 5-2, lidera com doze pontos somados. Logo a seguir surge o Sporting com onze. A partir do terceiro posto e à condição, surgem o Benfica, que esta tarde perdeu em Braga por 6-3, o Riba d’Ave, que no Parque das Tílias derrotou o Oeiras por 5-3, e a Oliveirense – todos com dez pontos. 

Sporting CP: 61-André Girão (GR), 4-Ferran Font, 8-Caio, 17-Matías Platero, 57-Toni Pérez; Jogaram ainda: 9-Pedro Gil, 16-João Pinto (CAP.), 88-Henrique Magalhães e 99-Gonzalo Romero

UD Oliveirense: 88-Xavier Puigbi (GR), 6-Xavi Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia

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