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Foi mais um grande jogo de Hóquei em Patins no Pavilhão João Rocha diante de dois candidatos à conquista do título nacional, Sporting CP e UD Oliveirense. Ambas as formações vinham de vitórias nos últimos jogos que realizaram.

A formação de Paulo Freitas levou de vencida a formação do Riba D’Ave por quatro bolas a uma e contou ainda com uma vitória na Liga Europeia diante da formação italiana do Lodi por 4-2. Já a equipa comandada por Renato Garrido também só conheceu o sabor das vitórias nos últimos dois jogos: para o campeonato nacional, vitória caseira por seis bolas a três diante da formação do Paço de Arcos e, para a Liga Europeia, vitória também em casa por 3-0 frente à equipa francesa do Saint Omei.

O jogo começou com um grande vendaval ofensivo da equipa da casa. Na verdade, a primeira parte só teve um sentido: a baliza de Nelson Filipe, guarda-redes que ainda fez um punhado de várias defesas para travar a fúria dos Leões endiabrados.

A Oliveirense esteve irreconhecível neste primeiro tempo, procurando sempre explorar os erros do adversário. Do lado do Sporting, coube inicialmente a Pedro Gil a tarefa de comandar a organização ofensiva da equipa e, do lado da Oliveirense, essa função foi incumbida a Jordi Bargalló. Mas a investida ofensiva dos forasteiros teve sempre no contra-ataque a sua arma principal.

O Sporting procurava, e conseguia, um hóquei de posse, contando com uma boa circulação de bola, que baralhou e muito a defesa da Oliveirense. Foi o jogo mais maduro dos Leões, que levou aos três golos logo na primeira parte: o primeiro, logo ao minuto dois por Matías Platero respondendo a um passe de Pedro Gil e, ao minuto sete, o recém-entrado Ferrant Font marcou o segundo tento depois de mais um passe de génio do “mago” Pedro Gil. Font vingou, assim, a grande penalidade falhada instantes antes.

Ao minuto dezassete surge o terceiro golo do Sporting desta vez por Telmo Pinto. O passador mudava agora de protagonista e era Ferrant Font o encarregado de serviço no que aos “passes de morte” dizia respeito. O espanhol marcava e dava a marcar. Impressionante. Font fez o que quis dos defesas da formação de Oliveira de Azeméis nesta primeira parte.

Ferran Font marcou e deu a marcar, sendo assim uma das figuras da primeira parte
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começou com uma Oliveirense claramente por cima da formação da casa: procurava a posse de bola que não procurou na primeira parte e, fruto disso, colocou muitas vezes à prova o guardião leonino. De facto, Girão foi, nesta noite, como em tantas outras pelo Sporting e pela seleção nacional, um verdadeiro São Girão. Este homem já merece uma estátua no João Rocha. Faltam adjetivos para definir as suas exibições.

O segundo tempo só deu praticamente Oliveirense, invertendo-se os papéis que vinham da primeira parte. Era agora a formação da casa que estava “encostada às cordas”, restando apenas Girão, que se multiplicava na baliza defendo quase tudo o que havia para defender. Marc Torra da Oliveirense parecia o mais inconformado, mas foi Ricardo Barreiros, ao minuto sete, que marcou o primeiro tento da formação da Oliveirense. Aproveitou da melhor forma um penalti cobrado que deixou Girão batido.

O quarto golo do Sporting surgiu em contracorrente. Numa fase do jogo onde a formação de Renato Garrido estava por cima e a querer discutir o resultado final, eis que Gonzalo Romero decide lançar uma “bomba” à baliza de Nelson Filipe, que sofre uma mudança de trajetória de Platero “à boca” da baliza, fazendo com que as redes da baliza dos forasteiros abanassem pela quarta vez. Momento nevrálgico no jogo, pois a partir daqui só deu Sporting, voltando ao mesmo padrão da primeira parte.

É justo dizer que Platero fez KO à Oliveirense, pois esta nunca mais se levantou verdadeiramente e quando o fez já foi tarde. Acordou apenas ao minuto 23 com um golo de Jordi Bargalló, que viria a repetir a dose mais para o final da partida, selando o encontro em quatro bolas a três para a formação lisboeta. Jogos assim? Queremos mais!

CINCOS INICIAIS

Sporting CP – Ângelo Girão (GR), Matías Platero, Pedro Gil, João Souto e Gonzalo Platero

UD Oliveirense – Nélson Filipe (GR), Jordi Bargalló, Marc Torra, Henrique Magalhães e Jorge Silva

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