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Cabeçalho modalidadesNo final da tarde deste domingo e perante mais de mil e quinhentos espetadores presentes no pavilhão João Rocha, o Sporting goleou a Oliveirense por claros 9-1 e voltou a colocar-se no meio de Benfica e Porto no topo da tabela classificativa. Enquanto que a Oliveirense, com esta grande derrota, ficou praticamente arredada da corrida pelo título.

O jogo começou da melhor maneira para o Sporting, pois, após algumas jogadas de posse de cada uma das equipas, João Pinto, assistido por Pedro Gil atrás da baliza defendida por Puigbi, abriu o ativo.
A Oliveirense tentou reagir de imediato, apostando em stickadas de meia distancia, com o objetivo de aproveitar a grande abertura das tabelas para possíveis recargas, mas quem voltou a marcar foram os leões. Henrique Magalhães, com uma stickada do lado cego, aumentou o score para 2-0. Contudo, Puigbí não ficou bem na fotografia.

Em cima dos cinco minutos, numa situação de contra-ataque, Henrique Magalhães serviu Pedro Gil que, após um excelente trabalho individual, fez o 3-0. Enorme eficácia leonina, “três tiros, três melros”. Passado pouco mais de um minuto, belo trabalho de Pedro Gil que, com um passe de rotura, serviu Matías Platero para o 4-0.

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Numa nova situação de contra-ataque de três para dois, desta feita à passagem dos nove minutos, Pedro Gil voltou a assistir Matías Platero e o argentino não desperdiçou, fazendo o 5-0.
Disputados dez minutos da primeira parte, a expressão que melhor poderia definir o que se estava a passar na pista dos leões seria “quem diria”. Se tudo estava a sair bem ao Sporting, que estava a ser dono e senhor de uma eficácia tremenda, fazendo cinco golos nos minutos iniciais, que são importantíssimos para todos os treinadores, a Oliveirense estava completamente desnorteada. A equipa comandada por Tó Neves tentava e já havia assustado Girão por várias ocasiões, mas em nenhuma delas conseguiu concretizar.

A “felicidade” continuava do lado leonino e ao aproveitar uma bola vinda da tabela, Toni Pérez colocou o marcador na meia dúzia. Os minutos iam passando e tudo continuava na mesma. O Sporting, a vencer por seis golos sem resposta, controlava a partida e apenas quando era criado um desequilíbrio ou havia oportunidade de contra-ataque, procurava criar problemas a Puigbí. A Oliveirense, por seu lado, a disputar um jogo que poderia ser decisivo para o desfecho de boa parte da sua temporada, não baixava os braços e ia à luta, mas frente aos leões e com a vantagem que detinham, era uma missão, praticamente, impossível. Só um verdadeiro milagre ou um grande golpe de teatro poderia alterar o rumo dos acontecimentos.

A trinta e cinco segundos da pausa e após uma perda de bola infantil do Sporting, Jordi Bargalló, a passe de Nuno Araújo, reduziu a diferença no marcador para 6-1. Chegado o intervalo, a tremenda entrada do Sporting, aliada com uma grande capacidade de eficácia, ditava uma diferença de cinco golos no resultado. Disparidade totalmente aceitável por tudo aquilo que se havia passado dentro das quatro tabelas. Ainda assim, após muitas tentativas, embora bastantes tenham sido de meia distancia (sinal da dificuldade em entrar na defensiva leonina), a Oliveirense conseguiu reduzir perto da pausa.

O pavilhão João Rocha voltou a registar uma bela casa Fonte: Sporting CP
O pavilhão João Rocha voltou a registar uma bela casa
Fonte: Sporting CP

Se a primeira parte não começou bem, a segunda não se iniciou melhor. Jogado pouco mais de um minuto e Pedro Moreira, supostamente por protestos, viu um cartão azul e deixou a sua equipa em situação de underplay.
Em situação de superioridade numérica, o conjunto leonino bem tentou criar desequilíbrios, mas não conseguiu aumentar o score.

A cinco minutos e meio da segunda metade, num ataque mal lançado por Ricardo Barreiros, João Pinto recuperou o esférico e com um belo gesto técnico apontou o 7-1. Logo a seguir, a Oliveirense beneficiou de grande penalidade, devido a uma falta cometida por João Pinto ao cortar o esférico com o corpo. Nuno Araújo, um especialista neste tipo lances, não conseguiu bater Girão. No seguimento do lance, depois do guarda-redes dos leões ter defendido a recarga, Pedro Gil arrancou e com uma grande stickada de meia distancia aumentou para 8-1.

A golear uma das candidatas ao título, o Sporting respirava confiança e ia controlando a partida a seu belo prazer. O conjunto de Oliveira de Azeméis não atirava a toalha ao chão e mesmo com o jogo perdido, ia criando problemas a Girão.
O resultado ainda não estava totalmente definido e a seis minutos do final, na sequencia de um belo passe de Ferran Font, Vitor Hugo fez o 9-1.

Finalizado o jogo, o Sporting venceu de forma justa por 9-1, resultado que não representa a diferença entre as duas equipas, mas que teve como base uma grande entrada em pista do conjunto orientado por Paulo Freitas, alienado com uma tremenda eficácia nos primeiros dez minutos do encontro. A Oliveirense teve um dia bastante mau, sobre o qual é necessário refletir e vislumbrar possíveis consequências, para além da saída da luta pelo título de campeão nacional.

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