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Os primeiros minutos de jogo mostravam um Sporting forte, tendo um maior tempo de posse de bola e, quando a perdia pressionava muito alto, dificultando a saída de bola do Barcelos para o ataque. No entanto, na primeira vez que o Óquei chegou com perigo á frente, Vieirinha obrigou Girão a estar atento.
Com o passar dos minutos, o Barcelos foi ultrapassando, cada vez melhor, a pressão efetuada pelo conjunto verde e branco conseguindo, então, organizar melhor o seu jogo.
Num jogo bastante equilibrado, o Sporting vai procurando chegar à baliza adversária com lances mais coletivos, enquanto o Barcelos vai procurando a meia distância de Reinaldo Ventura para testar Girão, que vai respondendo bem, assim como Ricardo Silva.
Ambiente escaldante no municipal de Barcelos! O pavilhão estava completamente cheio e com ambas as claques a darem espetáculo nas bancadas. Foi logo após o animar das bancadas que o marcador mexeu e a favor da equipa da casa. Golo de Luís Querido, no interior da área, após uma jogada de insistência do Óquei, fazendo assim o 1-0. Este golo confirmava uma melhor fase do Barcelos no jogo. Curioso que surge no despertar da sua claque, o KAOS BARCELENSE. Pouco depois, Vieirinha, completamente isolado, esteve perto de fazer o segundo.
O golo mexeu com o Sporting, pois não se conseguia reorganizar em pista. Quem ia aproveitando era o Barcelos, mantendo o ímpeto e colocando o guarda-redes leonino em dificuldades.
A entrada de Alvarinho no jogo veio dar ainda mais velocidade ao ataque do Óquei, que voltou a ficar bem perto do 2-0 logo a seguir à sua entrada, pois Alvarinho, em conjunto com Vieirinha, ficou a centímetros do segundo golo barcelense.
Totalmente perdido em campo, o Sporting dispôs de uma grande oportunidade para empatar o jogo. Depois de um azul, visto por Reinaldo Ventura por falta sobre Caio, os leões beneficiaram de um livre direto, que Pedro Gil não conseguiu concretizar em golo. Contudo, a superioridade numérica fez-se notar e o Sporting chegou mesmo ao empate com um golo de Gil, ao aproveitar uma falha de marcação de Alvarinho. De seguida, o mesmo Pedro Gil, com uma bela iniciativa individual, bisou no encontro e fez com que o conjunto orientado por Guillem Perez desse a reviravolta ao marcador.
Pela primeira vez em desvantagem no marcador, o Barcelos foi à procura do empate e, a seis minutos do intervalo, Alvarinho sacou, autenticamente, um cartão azul a Girão, que levou a sua equipa a usufruir de um livre direto. O próprio assumiu a marcação do lance e , perante José Diogo Macedo, acabado de entrar a frio, não tremeu e repôs a igualdade no marcador.
Perto do final da primeira parte e numa fase de oportunidades para os dois lados, o Óquei chega ao 3-2 após uma seticada de Rúben Sousa que, ao desviar no stick de Gil, traiu José Diogo Macedo.
Nos últimos segundos da primeira parte, o Sporting cometeu a sua 10ª falta do encontro. Alvarinho voltou a assumir a marcação do livre-direto, e tal qual papel químico, fez o 4-2 no marcador e o resultado ao intervalo.
A segunda parte teve um inicio bastante animado, com várias oportunidades para ambas as equipas, com Ricardo Silva e Girão, sobretudo este, a estarem em clara evidência. Todavia, tal como ocorreu na primeira parte, o Barcelos foi a primeira equipa a marcar. Livre batido rápido e Luís Querido, isolado perante o guarda-redes do Sporting, não desperdiçou e fez o 5-2, isto aos cinco minutos da segunda metade do jogo. Volvidos três minutos, contra-ataque do Óquei e, após assistência de Vieirinha, Alvarinho conclui uma excelente jogada da equipa da casa.
O jogo continuava muito rápido e partido, com o Barcelos a conseguir criar várias jogadas coletivas, enquanto o Sporting se baseava muito em Pedro Gil para tentar chegar à baliza contrária. No entanto, a equipa da casa era quem estava sempre mais perto de marcar e, aos dez minutos do segundo tempo, seticada à entrada da área de Reinaldo Ventura sem hipóteses para Girão, após uma boa movimentação do Óquei, que assim faz o 7-2 no marcador.

Fonte: Barcelos Popular
Com uma vantagem de cinco golos, o Barcelos tirou um pouco o pé do acelerador, embora não deixando de procurar a baliza de Girão. Guillem Perez rodava a equipa, o que acabou por trazer algumas melhorias, mas sem grande resultado a nível ofensivo.
A meio dos segundos vinte e cinco minutos, surgiu a 10ª falta do Barcelos. Ferran Font, ele que tem respondido bem na marcação de livres diretos, foi o escolhido para a marcação do lance de bola parada, acabando por permitir a defesa do guarda-redes do Óquei. Passados poucos minutos, surge a 15ª falta do Sporting. Alvarinho, ele que já tinha marcado dois livres-diretos no jogo, desta vez inventou e não conseguiu bater Girão.
Apesar do tempo de jogo, o encontro continuava extremamente rápido, com oportunidades para as duas equipas, tendo sido o Sporting, numa fase em que tentava reduzir o marcador de qualquer modo, a acabar por reduzir a desvantagem por Caio, após excelente assistência de Ferran Font.
Até ao final do jogo, o Sporting carregou à procura de mais golos, mas o resultado manteve-se e o Barcelos venceu por 7-3, garantido assim a sua segunda vitória no campeonato.
Vitoria mais que justa do Barcelos, que soube aguentar a pressão alta do Sporting, defender sempre muito bem e atacar ainda melhor, embora não tenha sido de todo eficaz, visto que teve várias chances isoladas perante Girão e, de quatro ou cinco, apenas conseguiu aproveitar uma.
Na próxima semana, o Barcelos recebe a Juventude de Viana para mais um dérbi minhoto, enquanto que o Sporting recebe a Sanjoanense.
Foto de capa: José Maria Ferreira
Artigo revisto por: Francisca Carvalho








