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Naquele que era o encontro cabeça de cartaz da terceira jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, O Benfica foi até Oliveira de Azeméis vencer a União por 3-1. Resultado extremamente importante para os encarnados que, assim, voltaram a saber o que era ganhar no Salvador Machado. Algo que já não acontecia desde 2014/2015.

A partida teve um começo equilibrado, com ambas as equipas a não conseguirem aproveitar o seu tempo de ataque. A única exceção à regra ocorreu por volta dos quatro minutos, quando Jordi Adroher, à meia volta, obrigou Puigbi a realizar uma enorme intervenção.

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O jogo estava bastante encaixado, sendo que tanto a Oliveirense como o Benfica optaram por posses, na sua maioria, mas longas com o objetivo de atacar, somente, no momento certo. 

Perto da marca dos dez minutos, os encarnados dispuseram de uma situação de contra-ataque de dois para um, mas Adroher, isolado após um passe de Diogo Rafael, não conseguiu marcar. Pouco depois, Jordi Bargalló ganhou espaço para stickar, mas Pedro Henriques negou o golo ao espanhol. Volvidos alguns momentos, Marc Torra, através de um lance aéreo, viu o golo ser lhe negado pela luva esquerda do guardião das águias. Passados dois minutos, nova situação de contra-ataque para o Benfica, com os mesmos intervenientes e o mesmo desfecho, com Puigbi a levar a melhor diante de Adroher. No lance seguinte, foi a vez de Pedro Henriques tirar o “pão da boca” a Ricardo Barreiros.

A cerca de sete minutos para a pausa, Bargalló conseguiu passar por entre dois jogadores do Benfica e com apenas o guarda-redes encarnado pela frente, acabou por enrolar a bola ao poste direito. Segundos depois, Nicolia recuperou o esférico em zona extremamente favorável e serviu Lucas Ordoñez, mas o EX-Barcelona não conseguiu concretizar. Com menos de quatro minutos para se jogar, Ordoñez voltou a ser protagonista, mas não conseguiu bater Puigbi que, com o capacete, travou uma fortíssima stickada do argentino.

Num encontro tão equilibrado, apenas um toque de magia poderia abrir o marcador e foi isso mesmo que aconteceu. Quando já faltavam menos de dois minutos para o intervalo, Jorge Silva, no interior da área benfiquista, disse sim a um passe de Ricardo Barreiros e fez o 1-0.

Concluída a primeira metade, a Oliveirense vencia o Benfica por 1-0. Resultado justo, em virtude da maior eficácia demonstrada pelo conjunto de Oliveira de Azeméis. De modo geral, os vinte e cinco minutos iniciais foram bastante agradáveis, com vários bons momentos de hóquei em patins onde, na sua maioria, os guarda-redes levaram a melhor. 

Apesar de não estar completamente cheio, o pavilhão Doutor Salvador Machado esteve muito bem composto
Fonte: SL Benfica – Modalidades

Na segunda parte, o jogo manteve a componente cerebral, tendo sido o Benfica a ser a primeira equipa a conseguir criar perigo. Todavia, Valter Neves, em boa posição, enrolou a bola ao lado da baliza caseira. Minutos depois, num lance idêntico, Bargalló ficou muito perto de avolumar a diferença. Passado pouco tempo, Adroher arrancou para uma iniciativa individual e apenas não marcou porque Puigbi não permitiu.

Com o passar dos minutos, o encontro foi aumentando de intensidade e dinâmica, mas apenas a Oliveirense estava a conseguir dispor de claras chances de golo. Contudo, a margem mínima mantinha-se, sobretudo, devido a Pedro Henriques. 

Em cima da marca dos 35 minutos do encontro, Nicolia beneficiou de um “brinde”, resultante de um corte de Diogo Rafael mas, isolado perante Puigbi, não conseguiu finalizar. Pouco depois, foi Emanuel Garcia a ter ficado perto de marcar, mas o desvio saiu ao lado. Passados alguns instantes, Pedro Henriques voltou a brilhar, desta feita, devido a uma grande stickada de Xavi Barroso.

Por cima da partida, a Oliveirense testava a resistência do guarda-redes benfiquista, enquanto que a equipa vermelha e branca apenas através de iniciativas individuais conseguiu criar perigo.

A perder, o Benfica tentava acelerar o jogo e fazer o tento do empate. No entanto, Puigbi estava num dia sim e ia conseguindo manter a sua baliza fechada a sete chaves. Todavia, a cerca de seis minutos do fim, enorme erro defensivo de Bargalló e Diogo Rafael, apenas com o guarda-redes da casa pela frente, não falhou e fez o 1-1.

O golo aumentou, ainda mais, a intensidade da partida e as oportunidades de golo surgiram, durante alguns momentos, quase em catadupa, nas duas balizas. Porém, o marcador não mexeu.

Já dentro do último minuto do encontro, Diogo Rafael recuperou a bola na defensiva da Oliveirense e, ao ver Nicolia em excelente posição, serviu o argentino que apontou o 2-1. 

A jogar em casa contra um concorrente direto na luta pelo título, a Oliveirense arriscou tudo e tirou o guarda-redes para colocar um quinto jogador de campo. Esta situação acabou por ser aproveitada pelo Benfica. Diogo Rafael, quem mais, recuperou o esférico e com a baliza totalmente deserta, não perdeu a oportunidade e fixou o resultado final em 3-1.

Terminado o jogo, o Benfica derrotou, fora, a Oliveirense por 3-1. No entanto, a partida foi bastante equilibrada e intensa, sendo que, no segundo tempo, a equipa da casa até foi superior. Contudo, o conjunto benfiquista conseguiu, muito devido a Pedro Henriques, manter a desvantagem de um golo. Na derradeira parte da partida, foi competente na reação à perda de bola, especialmente Diogo Rafael, tendo aproveitado, com sucesso, as oportunidades que teve para mudar o rumo dos acontecimentos. 

Assim, o Benfica conseguiu obter uma importantíssima vitória, que o faz alcançar a melhor contabilidade pontual em jogos fora diante dos principais rivais dos últimos anos. A Oliveirense, por seu lado, perde uma enorme oportunidade para marcar uma posição, ainda para mais no seu reduto.  

UD Oliveirense: 88-Xavier Puigbi (GR), 6-Xavi Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva

Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael e 7-Jordi Adroher

Jogaram ainda: 5-Carlos Nicolia e 9-Lucas Ordoñez

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