PEDRO PICHARDO ESCREVE A DOURADO MAIS UMA PÁGINA NA GLÓRIA DO DESPORTO PORTUGUÊS

11 da manhã em Tóquio e três da madrugada em Portugal. Apesar da hora, milhões de portugueses estavam colados ao ecrã para assistir ao que prometia ser um dia para mais tarde recordar. A esperança de um ouro para o país estava nas capacidades do saltador Pedro Pablo Pichardo, que tinha brilhado na qualificação, com o melhor salto dos dois grupos da competição.

Nos primeiros dois saltos, o atleta luso fez a mesma marca, 17.61 metros. Apesar de ser suficiente para vencer, o novo campeão olímpico quis mais. Na terceira tentativa, voou e aterrou nos 17.98 metros, o recorde nacional português na especialidade. Depois, fez dois saltos nulos na tentativa de conseguir o recorde mundial, que está a perseguir há alguns anos.

Com a prata no pescoço, ficou o chinês Yaming Zhou, que chegou à marca dos 17.57 metros na quinta tentativa, ainda abaixo do pior salto de Pichardo. A completar o pódio estava o atleta do Burundi, Hugues Fabrice Zhango, que alcançou os 17.47 metros na terceira tentativa e se contentou com o bronze.

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Aos 28 anos, o saltador português pouco suou para garantir a primeira medalha de ouro de Portugal nos Jogos Olímpicos. Desde o início que demonstrou estar vários degraus acima da concorrência e provou-o no palco das grandes decisões. Se as medalhas fossem reservadas para os três melhores saltos, o português teria levado todas para casa.

Com este resultado, o atleta do Triplo Salto tornou-se, assim, o quinto português a subir ao patamar mais alto do pódio Olímpico. Após Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nélson Évora, é Pedro Pablo Pichardo que escreve a linhas douradas mais uma página de glória no desporto português.

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