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Os jogos paralímpicos já começaram e Portugal está presente com uma comitiva de 37 atletas – a segunda maior de sempre – no Rio de Janeiro, nesta que vai ser a 15ª edição da maior competição desportiva mundial para pessoas com deficiência.

Portugal participa pela 10ª vez na prova tendo feito a sua estreia nos Jogos de Heidelberg em 1972. Desde então participaram 264 atletas em 11 modalidades diferentes – números sem contar com o Rio’2016. Estes atletas conquistaram um total de 88 medalhas para o nosso país. Este número que entretanto já foi aumentado para 89 com a medalha de bronze nos 400 metros de Luís Gonçalves.

Os atletas portugueses estão divididos em sete modalidades, Atletismo (17 atletas), Boccia (10), Natação (cinco), Ciclismo (dois), Hipismo (um), Tiro (um) e Judo (um) – estas últimas duas em estreia. Das 89 medalhas conquistadas 24 foram no Boccia, em que Portugal é o país mais medalhado da história, e 52 são no Atletismo e é precisamente nestas modalidades que os portugueses presentes no Rio nos podem dar mais alegrias, apesar de não ser só nestas.

Se a falta de apoios e de verbas se faz notar no Desporto em geral, no Desporto Adaptado ainda se sente mais esta falta de apoios. Muitos espaços não têm as condições de treino adequadas, as bolsas de apoio são ridículas e os próprios clubes são algo indiferentes ao Desporto Adaptado.

A comitiva portuguesa na abertura dos Jogos. Fonte: CPP
A comitiva portuguesa na abertura dos Jogos.
Fonte: CPP
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O Movimento #SemPena2016 lançado pelo Comité Paralímpico Português (CPP) para o Rio’2016 é uma boa ideia mas que não está a ter o apoio de divulgação necessário. Se no meu último artigo critiquei a falta de cultura desportiva portuguesa no caso de Desporto Adaptado ainda pior fica esta cultura. Se perguntar a 100 pessoas o nome de cinco atletas paralímpicos portugueses desconfio que nem cinco destas pessoas iam saber responder à pergunta. A página do Luís Gonçalves, que já nos deu uma medalha este ano e uma prata em Pequim’2008 tinha 999 gostos na manhã seguinte à conquista da medalha do Rio. Mostra bem a indiferença que a população no geral tem a estes atletas, mas que também se alastra a alguns atletas sem deficiência.

De destacar ainda é a pouca cobertura dos meios de comunicação social à competição. Aqui é um mal geral de muitos países, a que Portugal se junta. Para acompanhar a competição só mesmo no Youtube onde a organização disponibiliza as provas em direto. A RTP melhora em relação a 2012, mas muito existe ainda a fazer, apesar de algumas transmissões em direto. A nível de notícias em jornais/revistas também está melhor em relação a 2012, mas mais uma vez podia-se fazer outro acompanhamento.

Um trabalho que tem de ser feito ao longo dos tempos, mas a começar já, para elevar o Desporto Português.

Foto de capa: CPP

Artigo revisto por Bárbara Mota

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