É caso para dizer que neste «Sonho do Olimpo» “quem corre por gosto não cansa”. Seja pelos nossos atletas, e, consequentemente, os nossos personagens, seja por nós, que continuamos a dar o prazer da uma boa leitura sobre os acontecimentos dos Jogos Olímpicos. Foi a correr que a bandeira de Portugal subiu ao topo dos topos e «a Portuguesa» soou alto e a bom som. O asfalto norte-americano viu, sentiu e deu um ouro olímpico e uma futura campeã olímpica – uma medalha de ouro que chegou, quatro anos depois.

Uma viagem aos anos 80 que, no início da década, nos permitiu visitar o primeiro país comunista, União Soviética, a organizar os Jogos Olímpicos e, logo depois, fomos aos Estados Unidos capitalista para a edição seguinte. A incoerência, a disputa, a vontade de querer ser melhor a todo o custo, a divisão em dois blocos, tudo e mais alguma coisa. Uma reflexão sobre o Mundo na altura… Não há certo, nem errado, mas há uma certeza: que as competições não são para serem usadas por motivos políticos, mas sim desportivos.