Na sua terceira temporada na Liga, Josh Allen subiu de nível e passou de potencial decepção a candidato a MVP. Vários factores contribuiram para esta evolução do QB dos Bufallo Bills, mas ficou bem claro qual foi a maior influência de todas: Stefon Diggs.

Adquirido numa troca após 5 épocas em Minnesota com os Vikings, Diggs é Wide Receiver de extrema qualidade, cujo preço (múltiplas escolhas do draft, incluindo uma de primeira ronda) refletiu bem o valor que lhe é atribuído.

Chegado aos Bills, não vacilou e assinou a sua melhor temporada na Liga. O curioso é que não é em Touchdowns que mais brilha, somou oito em 40 que a equipa fez pelo ar. Um valor relativamente modesto quer em termos absolutos, quer relativos. Por exemplo, nos Chiefs com 40 TDs por passe, Hill foi responsável por 15 e Kelce por 11, nos Packers Davante Adams valeu 18 em 48 e Mike Evans assinou 13 em 42 para os Buccaneers.

É claro que a estatística que mais impressiona são as 1535 jardas que lhe dão a liderança da tabela em toda a liga, mas a mais importante é outra. Em 240 primeiros downs que os Bills fizeram na temporada, Diggs foi o alvo em 73 e, numa equipa com capacidade limitada na corrida – apenas 119 1D por este meio -, esse é um dado essencial para entender a sua importância para a equipa. Acrescente-se também que Diggs conclui 127 recepções em 166 vezes que foi o alvo (uma taxa de 77% de sucesso).

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Este é o segredo do sucesso dos Bills deste ano. A equipa deu a Josh Allen um alvo seguro, que sabe encontrar o espaço e, acima de tudo, no qual o Quarterback pode confiar para fazer avançar a bola nos momentos decisivos. E como houve química desde o início entre Allen e Diggs, ambos subiram o seu nível exibicional e os Bills passaram de equipa indecisa sobre se escolhera o homem certo para QB a candidato ao Superbowl.

A equipa de Buffalo já está entre as melhores da liga e, com pequenos ajustes como uma melhoria no jogo pelo chão, pode aspirar ao maior prémio de todos e a ligação Allen-Diggs é a grande culpada.

Foto de Capa: Buffalo Bills

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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