A cidade gelada de Minneapolis, no norte dos Estados Unidos da América, é a casa de um franchise que veste de roxo e dourado – por vezes de roxo e branco. Em 60 anos de participações na NFL, os Vikings nunca ofereceram aos fervorosos adeptos um título do Super Bowl. Há quem fale em falta de sorte, mas por vezes há a ideia de que se trata de uma maldição.

Apesar da fome de troféus, o apoio à equipa não falta. Antes dos jogos em casa, e devido à grande comunidade escandinava nas cidades gémeas de Minneapolis e Saint Paul, o famoso “Skol” é cantado e repetido várias vezes. Ao ritmo de um tambor instalado no US Bank Stadium, os presentes ecoam o cântico a plenos pulmões.

Contudo, ao longo das décadas, os seguidores da formação da National Football League começaram a ser o alvo de muitas das normais picardias dos rivais. Na NFC North, a divisão onde se inserem os Vikings, todas as equipas, menos os Detroit Lions, já venceram um ou mais títulos.

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A formação que representa o estado do Minnesota marcou presença em quatro Super Bowls, todas elas nos anos 70, onde acabaram por não conseguir vencer. A turma da cidade dos mil lagos não voltou às grandes decisões até aos dias de hoje. Porém, estiveram perto de o conseguir por algumas vezes, quase todas de uma forma que desilude os adeptos.

Mais recentemente, em 2018, os pupilos de Mike Zimmer eliminaram os New Orleans Saints de uma forma categórica, no último segundo. No entanto, no último passo antes de uma oportunidade única de jogar o Super Bowl na sua casa, os Vikings perderam com estrondo na casa dos Philadelphia Eagles, que acabaram por se tornar os campeões nesse ano.

Para as próximas temporadas, não se espera muito dos roxos e dourados. Depois de diversas trocas e saídas da espinha dorsal da equipa, o mais provável é que o franchise volte a construir um plantel com base nos Drafts dos próximos anos, com a esperança de voltar aos grandes palcos em breve.

Longe vão os tempos de Cris Carter e Randy Moss, mas a hora é de pensar no futuro. Não sabemos se a NFL vai voltar em Setembro, e muito menos se os adeptos se podem deslocar aos recintos desportivos americanos. A ser verdade, é de senso comum que a massa adepta vai fazer muita falta aos jogadores que estão habituados ao estádio cheio.

Apesar da história atribulada, chega-se rapidamente à conclusão que os Vikings conseguiram bons registos na mais de meia década de presença na liga de futebol americano. O título pode não estar no museu da equipa, mas até lá, os adeptos ficam com o maior prémio de serem uma das equipas mais carismáticas da NFL.

Foto de Capa: Minnesota Vikings

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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