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NFL Draft 2020: Para a História!

Leonardo Costa Bordonhos · 4 min

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O Draft da NFL de 2020 ficará para sempre na história por ter sido o primeiro Draft, em cem anos, na National Football League a realizar-se de forma virtual devido à pandemia de COVID-19.

Apesar das condicionantes associadas à realização de um evento desta dimensão de forma online, a qualidade do produto final foi brilhante. Cada treinador, general manager [diretor desportivo] e alguns presidentes tinham câmaras nas suas residências, bem como os principais atletas desta classe – 60 para ser exato – de forma a que os adeptos e telespetadores pudessem ver o behind-the-scenes.

Tendo em conta a época universitária findada em Janeiro, poucas dúvidas existiam sobre quem seriam as duas primeiras escolhas. Todos os indícios apontavam para que Cincinnati Bengals e Washington Redskins escolhessem Joe Burrow a Chase Young com a primeira e segunda escolhas, respetivamente, dado o domínio demonstrado ao longo da temporada.

Assim foi. O Comissário da NFL, Roger Goodell, anunciou ambos e depois entrava-se na fase de alguma incerteza – ainda que esta fosse relativa, visto que grande parte do top-10 era mais ou menos esperado. Detroit escolheu Jeff Okudah e os Giants levaram um offensive tackle, mas não o que se esperava, com o escolhido a ser Andrew Thomas.

Chegara então a quinta escolha que pertencia aos Miami Dolphins. Poucas vezes se falou tanto de uma única escolha como esta de Miami, dadas as dúvidas em torno de Tua Tagovailoa, quarterback de Alabama, que partira a anca em Novembro. Com a impossibilidade de realizar exames médicos devido à quarentena e isolamento social, muito se especulava sobre se Tua estaria verdadeiramente saudável ou não, mas Miami arriscou e escolheu o canhoto.

Passada a primeira lomba na primeira ronda, passámos de imediato para a segunda com os LA Chargers e a sexta escolha. Seria Justin Herbert, o quarterback de Oregon com um braço fortíssimo, ou Isaiah Simmons, o versátil linebacker de Clemson? A escolha recaiu sobre Herbert, um atleta com um potencial tremendo, mas com algumas falhas que têm que ser trabalhadas se esse quiser ter uma carreira duradoura na NFL.

Carolina Panthers, Arizona Cardinals, Jacksonville Jaguars e Cleveland Browns, todos seguiram o caminho que se esperava, até que chegou a vez dos New York Jets.

A classe de 2020 de wide receivers é vista como uma das melhores da última década, e dada a falta de opções dos Jets, todos esperavam que Joe Douglas escolhesse um receiver. No entanto, a escolha recaiu sobre Mekhi Becton, offensive tackle com uma capacidade atlética fora do comum que terá como principal função proteger Sam Darnold. Quem “cumpriu com o plano” foram os – agora – Las Vegas Raiders, que escolheram o velocíssimo Henry Ruggs III, receiver de Alabama.

CeeDee Lamb era para muitos analistas o melhor wideout deste ano, e foi por isso com muita surpresa que se viu Lamb “cair” até à 17.ª posição, onde foi escolhido pelos Dallas Cowboys, oferendo uma autêntica prenda de Natal antecipada ao quarterback Dak Prescott.

A emoção continuava a um nível estável, mas explodiu na 26.ª escolha quando foi noticiado que os Green Bay Packers tinham trocado a 30.ª e 136.ª escolhas pela 26.ª de Miami. A especulação aumentava sobre o que poderia ter levado Green Bay a fazer tal troca, e foi então que Goodell anunciou que os Packers escolhiam Jordan Love, quarterback de Utah State. Teremos visto a entrada do herdeiro de Aaron Rodgers na NFL? O próprio Rodgers fora escolhido com a 24.ª escolha do Draft de 2005 para substituir Brett Favre que tinha 35 anos na altura. Rodgers tem 36.

Aproximávamo-nos do final e, com a última escolha, os Kansas City Chiefs, vencedores da última edição do Super Bowl, escolheram o primeiro running back da ronda em Clyde Edwards-Helaire de Auburn.

Olhando de uma forma mais distante, o que salta à vista é a quantidade de jogadores da linha ofensiva (sete), cornerbacks (sete) e wide receivers (seis), mas também a ausência de safeties ou apenas um único running back. Os Cincinnati Bengals são claramente um dos vencedores desta primeira noite ao conseguirem Joe Burrow, mas também é preciso destacar os Tampa Bay Buccaneers, Denver Broncos e Dallas Cowboys, tendo todos conseguido jogadores de grande qualidade em posições não esperadas.

No geral, a primeira noite do Draft 2020 foi um sucesso tremendo, e um evento da qual a NFL se deve orgulhar bastante dado o nível de qualidade demonstrado ao longo de quatro horas.

Tentar prever que jogadores de entre os 32 escolhidos irão singrar na liga seria apenas um exercício de adivinhação, visto que existem muitos fatores que podem levar a que alguém consiga ou não encontrar lugar numa equipa. Mas, se o único critério fosse a sua qualidade, há vários jogadores que têm tudo para se destacarem desde o primeiro dia.

Foto de Capa: NFL

Artigo revisto por Joana Mendes

Leonardo Costa Bordonhos

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