O Draft da NFL de 2020 ficará para sempre na história por ter sido o primeiro Draft, em cem anos, na National Football League a realizar-se de forma virtual devido à pandemia de COVID-19.

Apesar das condicionantes associadas à realização de um evento desta dimensão de forma online, a qualidade do produto final foi brilhante. Cada treinador, general manager [diretor desportivo] e alguns presidentes tinham câmaras nas suas residências, bem como os principais atletas desta classe – 60 para ser exato – de forma a que os adeptos e telespetadores pudessem ver o behind-the-scenes.

Tendo em conta a época universitária findada em Janeiro, poucas dúvidas existiam sobre quem seriam as duas primeiras escolhas. Todos os indícios apontavam para que Cincinnati Bengals e Washington Redskins escolhessem Joe Burrow a Chase Young com a primeira e segunda escolhas, respetivamente, dado o domínio demonstrado ao longo da temporada.

Assim foi. O Comissário da NFL, Roger Goodell, anunciou ambos e depois entrava-se na fase de alguma incerteza – ainda que esta fosse relativa, visto que grande parte do top-10 era mais ou menos esperado. Detroit escolheu Jeff Okudah e os Giants levaram um offensive tackle, mas não o que se esperava, com o escolhido a ser Andrew Thomas.

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Chegara então a quinta escolha que pertencia aos Miami Dolphins. Poucas vezes se falou tanto de uma única escolha como esta de Miami, dadas as dúvidas em torno de Tua Tagovailoa, quarterback de Alabama, que partira a anca em Novembro. Com a impossibilidade de realizar exames médicos devido à quarentena e isolamento social, muito se especulava sobre se Tua estaria verdadeiramente saudável ou não, mas Miami arriscou e escolheu o canhoto.

Passada a primeira lomba na primeira ronda, passámos de imediato para a segunda com os LA Chargers e a sexta escolha. Seria Justin Herbert, o quarterback de Oregon com um braço fortíssimo, ou Isaiah Simmons, o versátil linebacker de Clemson? A escolha recaiu sobre Herbert, um atleta com um potencial tremendo, mas com algumas falhas que têm que ser trabalhadas se esse quiser ter uma carreira duradoura na NFL.

Carolina Panthers, Arizona Cardinals, Jacksonville Jaguars e Cleveland Browns, todos seguiram o caminho que se esperava, até que chegou a vez dos New York Jets.

A classe de 2020 de wide receivers é vista como uma das melhores da última década, e dada a falta de opções dos Jets, todos esperavam que Joe Douglas escolhesse um receiver. No entanto, a escolha recaiu sobre Mekhi Becton, offensive tackle com uma capacidade atlética fora do comum que terá como principal função proteger Sam Darnold. Quem “cumpriu com o plano” foram os – agora – Las Vegas Raiders, que escolheram o velocíssimo Henry Ruggs III, receiver de Alabama.