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Há quatro anos, a Inglaterra de Stuart Lancaster surpreendeu o mundo do Rugby ao ser eliminada na fase de grupos do mundial, tendo este sido disputado no próprio país. Consequentemente, Stuart Lancaster foi substituído por Eddie Jones, no cargo de selecionador. Este último, tem sido o responsável por recolocar a seleção da rosa na elite do Rugby ao conquistar por duas vezes o torneio das seis nações (2016 e 2017) e, no pior dos casos, o segundo lugar no mundial 2019. O país onde nasceu o Rugby tem, agora, uma segunda oportunidade para se sagrar campeão do mundo, após a vitória no mundial 2003 com o drop goal do lendário médio de abertura Jonny Wilkinson no prolongamento.

Do outro lado temos a África do Sul (campeã do mundo em 1995 e 2007), conhecida pela mítica conquista do mundial de 1995, em casa, retratada no filme Invictus. Para os Springboks, o Rugby é o unir de uma nação, tal como se viu no Ellis Park, quando Nelson Mandela entregou a Webb Ellis Cup a François Pienaar.

Nelson Mandela e François Pienaar na vitória do mundial de 1995
Fonte: Rugby World Cup

Pela segunda vez na história, teremos uma final do campeonato do mundo entre dois históricos rivais, não só no Rugby.

A África do Sul esteve sob a alçada de Inglaterra até 1961, ano em que se declarou uma república ao separar-se da coroa britânica.

Em 2007, no mundial de França foi a primeira vez que estas duas nações se defrontaram numa final de um mundial de Rugby. Aquela final de Paris em que a África do Sul de Victor Matfield, com as suas conquistas imperiais nos alinhamentos, e Percy Montgomery, por sua vez a mostrar-se um pontapeador exímio, derrubou a Inglaterra de Jonny Wilkinson. Um jogo que ficou marcado por não haver ensaios, decidindo-se por pontapés de penalidade, no qual Percy Montgomery e François Steyn levaram a melhor sobre Wilkinson, ditando vitória Springbok por 15-6.

John Smith ergue a Taça Webb Wllis, ao bater os ingleses
Fonte: Rugby World Cup

Passados doze anos da final de 2007 muitas coisas mudaram. O Rugby modernizou-se, tornou-se um jogo mais tático e técnico.

Prova de tal mudança tem sido o rugby implementado por Eddie Jones e Rassie Erasmus nas suas equipas. Um Rugby cada vez mais dinâmico e imprevisível.

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