Publicidade

Austrália 25-29 País de Gales: Primeira parte galesa garante vitória difícil

Marco Minelli · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Num jogo decisivo para a classificação final do grupo D, apenas os australianos apresentaram novidades na equipa inicial. A Austrália fez quatro alterações no 15 titular, com uma nova dupla de médios composta por Will Genia e Bernard Foley. Outra alteração promovida pelo selecionador australiano, desta vez forçada, foi na ponta direita, com Adam Ashley-Cooper a aparecer no lugar do desqualificado Reece Hodge. A última alteração diz respeito ao defesa, jogando Dane Haylett-Petty no lugar de Kurtley Beale. Já Warren Gatland não promoveu nenhuma alteração, apostando no 15 que venceu a Geórgia na primeira jornada.

Apesar do equilíbrio da primeira parte, os galeses levaram uma boa vantagem para o intervalo (23-8). Um belo turnover do flanqueador galês Aaron Wainwright aos 20 segundos de jogo deu origem a um drop kick de Dan Biggar, que abriu o marcador. Doze minutos mais tarde, o centro neozelandês que joga pela seleção do Gales, Hadleigh Parkes, marcou o primeiro ensaio do jogo, assistido por um belo pontapé de Dan Biggar, onde o ponta australiano Koirobete perdeu a disputa pela bola no ar para o opositor.

Os Wallabies mostravam muitas dificuldades em assumir o jogo até que Bernard Foley aproveitou o espaço deixado pela defesa contrária no lado oposto, onde apareceria Adam Ashley-Cooper que, após um crosskick do seu médio de abertura só teve de correr para o ensaio.

A três minutos do final da primeira parte, uma excelente leitura de jogo do médio de formação britânico, Gareth Davies, dilatou a vantagem galesa. Ao intercetar um passe de Will Genia, teve o caminho aberto em direção à área de validção adversária.

Nos segundos 40 minutos, tivemos um jogo completamente diferente. A Austrália entrou mais forte, tendo mais posse de bola e território. A defesa galesa viu-se a defender na sua área de 22 metros com grandes dificuldades, concedendo diversas penalidades aos australianos, que, ao minuto 45 reduziram com um ensaio do defesa Haylett-Petty.

As dificuldades defensivas dos galeses persistiam e a equipa adversária foi-se aproveitando das mesmas, recorrendo a um jogo no perímetro curto. Foi assim que surgiu o ensaio do capitão da Austrália, Michael Hooper, num pick and go debaixo dos postes.

Vencia o País de Gales por um ponto, mesmo sendo dominado em todos os domínios do jogo. A nove minutos do fim, uma carga sobre o saltador galês no alinhamento de Izack Rodda deu origem a uma penalidade a beneficiar a seleção europeia, que optou por um pontapé aos postes aumentando a vantagem para quatro pontos.

Destaque para a dupla de médios Wallabie que entrou na segunda parte, oferecendo um jogo mais rápido e dinâmico à equipa da Oceânia. Matt Toomua e Nic White deixaram certamente boas impressões à equipa técnica. Já do lado galês, mais uma preocupação para Warren Gatland. O médio de abertura Dan Biggar saiu lesionado na primeira parte, tendo sido rendido por Rhys Patchell.

Rhys Patchell converteu todos os pontapés
Fonte: Rugby World Cup

Com este resultado, as contas de grupo D estão muito próximas de ficar decididas. Os australianos, caso garantam o segundo lugar, irão, muito provavelmente defrontar uma das favoritas à conquista do título, a Inglaterra.

Foto De Capa: Rugby World Cup

A Figura

O médio de formação galês foi decisivo na noite de Tokyo
Fonte: Welsh Rugby Union

Gareth Davies esteve em grande plano. Além do ensaio de interseção que marcou, percorreu ainda 112 metros com a bola e quebrou a linha da vantagem por três vezes. Uma peça fundamental na manobra da equipa de Warren Gatland.

O Fora de jogo

A primeira linha galesa pecou na formação ordenada 
Fonte: Welsh Rugby Union

A formação ordenada representa uma fase estática de conquista de bola muito importante num jogo de Rugby, tendo o pack avançado galês mostrado grandes dificuldades no que diz respeito a este domínio do jogo. Algo que os avançados galeses terão de trabalhar em conjunto com o treinador de formação ordenada.

artigo revisto por: Ana Ferreira

Marco Minelli

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.