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O segundo dia de jogos do mundial de Rugby começou com o embate entre Austrália e Ilhas Fiji, acabando com um Nova Zelândia – África do Sul, havendo ainda pelo meio um decisivo Argentina – França para o grupo C.
Na vitória da Austrália frente às Fiji, quem começou por comandar na partida foram os fijianos. A equipa oriunda da pequena ilha do pacífico apresentou um jogo muito físico, tirando partido dos seus pontas Semi Radradra e Josua Tuisova. Os australianos tiveram muitas dificuldades na primeira parte tanto que ao intervalo perdiam por 12-14 graças a um ensaio tardio do ponta Reece Hodge.
Já na segunda parte, o rumo do jogo mudou. Os ‘Wallabies’ (Austrália) tomaram conta do jogo em todos os aspetos. O ‘pack’ avançado fijiano mostrou muitas dificuldades nas fases estáticas, principalmente na formação ordenada. Os fijianos também se mostraram muito indisciplinados, oferecendo muitas penalidades ao adversário. Tolu Latu destacou-se ao marcar dois ensaios num espaço de 5 minutos. A Austrália foi-se aproveitando das debilidades defensivas das ilhas Fiji para se adiantar no marcador com ensaios de Kerevi e Koirobete.
A Austrália garante assim uma vitória importante com ponto bónus ofensivo. Prevê-se uma disputa com o País de Gales pelo primeiro lugar do grupo D.

Fonte: Wallabies
No final de tarde de Tokyo disputou-se o Argentina – França. Tal como no jogo anterior, a primeira parte caiu mais para um lado, neste caso para o lado francês.
Damian Penaud, Gael Fickou (um ensaio), Antoine Dupont (um ensaio) e Virimi Vakatawa foram os homens chave para o domínio francês na primeira parte. Os dois ensaios conseguidos e a pontaria afinada de Romain Ntamack permitiam estar a ganhar confortavelmente 20-3 ao intervalo.
Já na segunda parte a história não se repetiu. A Argentina entrou muito forte, conseguindo reduzir para 20-10 através de um ensaio de Guido Petti. Os sul-americanos passaram para a frente do marcador graças a um ensaio de Montoya e a duas penalidades aos postes certeiras de Urdapilleta. Ganhavam os argentinos por 20-21 até que o médio de abertura suplente da França, Camille Lopez, reverteu o resultado.
Um ‘drop kick’ a 10 minutos do fim assegurava vantagem francesa por dois pontos. A Argentina ainda teve oportunidades para passar para a frente, mas Emiliano Bofelli não esteve no seu melhor dia, ao falhar um pontapé aos postes à passagem pelo minuto 88. Os gauleses garantiram assim os quatro pontos.
De referir ainda que a arbitragem de Angus Gardner foi muito contestada pelos argentinos. Poderia ter gerido a formação ordenada de maneira diferente. Esta esteve muito instável, tendo as suas decisões suscitado muitas dúvidas. No último lance, Mario Ledesma, selecionador argentino, queixou-se de uma falta no ‘breakdown’ do terceira linha gaulês Louis Picamoles.
A vida da Argentina ficou assim dificultada uma vez que terá um jogo muito complicado que decidirá o seu futuro na competição contra a Inglaterra.

Fonte: Rugby World Cup
O jogo mais esperado dos 40 que vão ser jogados na fase de grupos do mundial era provavelmente o África do Sul – Nova Zelândia e não desiludiu. O selecionador ‘All Black’ (Nova Zelândia) surpreendeu ao deixar Rieko Ioane fora da convocatória. Nas pontas apostou em Sevu Reece e George Bridge. Confirmou ainda Richie Mo’unga como médio de abertura e Beauden Barrett como defesa.
Nos primeiros vinte minutos, o jogo foi dominado pelos africanos no que toca a posse de bola e a território. Num curto período de cinco minutos (22’ a 27’) a situação reverteu-se. Erros de palmatória da defensiva sul-africana permitiram aos ‘All Blacks’ faturar 17 pontos através de ensaios de George Bridge e Scott Barrett. Aos 40 minutos, venciam os bicampeões mundiais por 17-3.
Na segunda parte, Peter-Steph Du Toit ainda deu esperança aos “Springboks” (África do Sul) com um ensaio oferecido pela defesa da ilha do pacífico, mas duas penalidades fizeram com que a distância aumentasse e ditaram a vitória da Nova Zelândia por 23-13.

Fonte: Rugby World Cup
A estratégia preparada por Rassie Erasmus, treinador sul-africano, não foi profícua. Esta passou por apostar no jogo ao pé de Faf de Klerk, mas o três de trás neozelandês esteve à altura. A partir de determinado momento o jogo dos africanos tornou-se muito previsível e faltoso, ao contrário da equipa adversária que se manteve disciplinada durante os oitenta minutos, cedendo 4 penalidades contra as 9 africanas.
Ambas as equipas deverão garantir o apuramento para a próxima fase da competição, restando às duas seleções defrontar Itália, Canadá e Namíbia.
Foto de Capa: All Blacks
Artigo revisto por Diogo Teixeira











