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O primeiro jogo das meias finais resultou no embate entre as duas melhores seleções do mundo. O jogo entre o país onde nasceu o Rugby, na pequena cidade de Rugby (Inglaterra), em 1823, quando Webb Ellis, num jogo de futebol, usou a bola com as mâos e, do outro lado, os míticos All Blacks, bicampeões mundiais, que representam a imagem de marca da Nova Zelândia e do Rugby no mundo.

Eddie Jones fez apenas uma alteração em relação ao jogo dos quartos de final, com George Ford a aparecer na posição de médio de abertura e a dupla de centros a ser formada por Owen Farrell e Manu Tuilagi. Henri Slade foi relegado para o banco.

Já Steve Hansen também promoveu uma mudança no 15 titular, sendo esta na terceira linha, com Scott Barrett a aparecer no lugar de Sam Cane.

Ainda antes do apito inicial, destaque para a seleção inglesa. Uma resposta ao Haka inesperada, mostrando confiança e, sobretudo, uma vontade de vencer inexplicável.

A resposta inglesa ao Haka
Fonte: Rugby World Cup
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Do apito inicial ao primeiro ensaio passaram apenas dois minutos. Uma entrada fortíssima da Inglaterra, jogando ao largo e tirando partido territorial da largura do seu jogo, permitiu a Manu Tuilagi num pick and go fazer o primeiro toque de meta do jogo.

Com o madrugar do ensaio inglês, esperava-se uma resposta neozelandesa, resposta essa que nunca apareceu. O jogo All Black mostrou-se muito previsível, com muitas perdas de bola e uma utilização do jogo ao pé que deixou muito a desejar. A Inglaterra jogava à mão no meio campo adversário, com progresso no terreno e com grande domínio de posse.

Só na segunda parte é que a seleção bicampeã do mundo conseguiu aproveitar um erro gravíssimo dos avançados ingleses num alinhamento, com introdução inglesa, a cinco metros da sua área de validação. Um desentendimento entre Jamie George e o saltador levou a que a bola sobrasse para Ardie Savea que só teve de mergulhar para o ensaio. Com a transformação do ensaio, o resultado ditava vantagem inglesa, à passagem do minuto 58, por 13-7.

A partir do momento em que a Nova Zelândia reduziu a distância no marcador, perspetivava-se um jogo muito mais equilibrado e disputado, algo que não aconteceu. A defesa neozelandesa mostrou-se muito indisciplinada no breakdown, concedendo diversas penalidades à Inglaterra, que, com a pontaria afinada de George Ford, ia transformando as mesmas em pontos, dilatando cada vez mais a vantagem inglesa.

O domínio inglês continuou a verificar-se até ao apito final de Nigel Owens. Após dois campeonatos do mundo em que os All Blacks saíram vitoriosos, desta vez saem eliminados (com uma exibição muito fraca) por uma poderosíssima Inglaterra.

Grande mérito para o selecionador inglês, Eddie Jones, que soube anular todos os pontos fortes da Nova Zelândia. O jogo inglês foi claramente superior, fazendo aquilo que muito raramente se vê, ou seja, circular a bola com qualidade no meio campo neozelandês. A Inglaterra apresentou um jogo profundo, com muita imprevisibilidade nas linhas de corrida dos seus pontas (sobretudo Anthony Watson) e dominador.

Já a defesa mostrou-se fortíssima. A terceira linha teve um papel primordial ao atrasar o jogo adversário no breakdown, permitindo à defesa um maior período de tempo para se recompor e reorganizar. Tom Curry, Sam Underhill e Maro Itoje conseguiram vários turnovers, ao dominar o jogo no chão. No que toca às fases estáticas, os ingleses estiveram imperiais. O Conjunto de Eddie Jones estudou bem a lição e o grande obreiro desta vitória histórica é, sem dúvida, o próprio selecionador.

O rugby neozelandês foi anulado por uma linha defensiva inglesa impenetrável. As linhas atrasadas não tiveram bolas de qualidade, aparecendo muito poucas vezes em jogo jogadores como Beauden Barrett, Sevu Reece e Anton Lienert-Brown. No que aos avançados diz respeito, verificaram-se algumas dificuldades a disputar a bola no chão.

Com esta vitória, os ingleses reservam um lugar para a final, algo que não acontecia desde 2007. O seu adversário ficará decidido amanhã, no jogo que opõe País de Gales e África do Sul.

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