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Com apenas uma alteração em relação à convocatória do Dubai – saiu Tiago Fernandes, entrou Bernardo Canas – os Linces partiram para a África do Sul com dois objectivos no horizonte: progredir no crescimento da equipa e conquistar as primeiras vitórias da época no circuito mundial.

Os Linces figuravam no mesmo grupo de Austrália, Estados Unidos e País de Gales, um grupo, à figura da etapa do Dubai, complicado.

No primeiro jogo, frente à selecção da Austrália, os portugueses entraram com garra e deram boa conta de si, mas os vários erros individuais deitaram tudo a perder, resultando numa derrota por 45-0. Depois do primeiro jogo os Linces já não se encontraram e no segundo jogo, frente aos Estados Unidos, ao intervalo já perdiam por 31-0. Pedro Leal ainda marcou – e converteu um ensaio – mas o resultado, uma vez mais, não foi simpático: 52-7 a favor dos norte-americanos. No terceiro e último jogo da fase-de-grupos, frente à segunda selecção europeia do grupo, apenas um ensaio de Vasco Baptista foi insuficiente para assustar os galeses, que antes do ensaio luso já tinham marcado quarenta pontos.

À imagem do que tinha acontecido no Dubai, Portugal sairia da fase-de-grupos do torneio com três derrotas em três jogos e muitos erros individuais cometidos, para além da falta de sentido colectivo, das inúmeras placagens falhadas e do apoio atrasado ou insuficiente…

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O capitão português foi, uma vez mais, um dos melhores jogadores lusos em competição Fonte: World Rugby Sevens Series
O capitão português foi, uma vez mais, um dos melhores jogadores lusos em competição
Fonte: World Rugby Sevens Series

Na fase seguinte, já a eliminar, Portugal debatia-se com a Inglaterra nos quartos-de-final da Bowl. Os ingleses entraram melhor, mas os Linces não se ficaram atrás, ao primeiro ensaio inglês respondeu na mesma moeda João Vaz Antunes, com conversão de Pedro Leal. Ao intervalo a Selecção da Rosa liderava por 14-7 mas o pior viria depois… A Inglaterra voltou à partida cheia de vontade de resolver o jogo, os portugueses já não se viriam mais em campo e a cada aceleração mais um ensaio seria marcado. No final, mais uma derrota pesada, com os ingleses a vencer por 49-7.

Relegados para as meias-finais da Shield, o mais preocupante dos resultados da etapa: Portugal perderia por 38-5 com a Rússia, conquistando apenas um ensaio, marcado por João Vaz Antunes. Um resultado preocupante na medida em que a Rússia é um concorrente directo de Portugal na luta por uma vaga no circuito mundial, e se os russos não tiveram quaisquer dificuldades em arrebatar a selecção portuguesa por um resultado, no mínimo, esclarecedor… Os Linces, ainda que com uma selecção pouco experiente, terão que fazer muito mais nas próximas etapas, se quiserem continuar entre a elite mundial do rugby de sevens na próxima época.

Os sul-africanos, organizadores da etapa, foram os grandes vencedores, conquistando a mais importante das taças: a Cup. Na final, frente à (sensacional!) selecção da Argentina, os Springboks até entraram pior, com os Pumas a inaugurar o marcador, mas a partir do sétimo minuto tudo mudou: os sul-africanos empataram primeiro, destacaram-se depois, e o troféu ficou em casa.

 Foto de capa: Facebook Oficial de Pedro Leal