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Sem alterações na convocatória em relação à etapa de Hong Kong, os Linces partiram para Singapura à procura de mais soluções e melhores resultados. A anterior etapa teria ficado marcada como mais um passo decepcionante em relação à manutenção no circuito, não fosse a despedida asiática ter corrido de forma satisfatória, o que veio trazer alguma esperança e alento para as duas etapas que restam.

Com Fiji, Inglaterra e Samoa na fase-de-grupos, os Linces enfrentaram, primeiramente, a selecção inglesa. Estreia auspiciosa naquela que foi a última etapa a decorrer na Ásia, com Portugal a dar trabalho aos ingleses. Ao intervalo, o ensaio de Vasco Ribeiro – convertido por Pedro Leal – marcou a igualdade entre as equipas; contudo, nos minutos finais da partida, a Inglaterra destacou-se e, ainda que por magra vantagem, conseguiu assegurar a vitória: 14-7 foi o resultado final.

Logo de seguida, ao enfrentar as Fiji (líderes do ranking), os erros na defesa e na construção de jogo pagaram-se caros, com os oceânicos a atingir, facilmente, a vitória (38-0). Contra a Samoa, a exibição de Pedro Leal – com o capitão das quinas a mostrar estar aí ”para as curvas”- não passaria despercebida: marcaria, tentaria assistir, converteria… Um autêntico polivalente dentro de campo! Mas os ensaios do capitão (dois, mais uma conversão) não chegariam para atingir a vitória final, que coube aos samoanos. Com o resultado de 28-12, Portugal despediu-se da fase-de-grupos com três derrotas em três jogos (outra vez…), mas deixou uma imagem de raça e luta pelos objectivos do grupo.

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A vitória estava a adivinhar-se, e não foi preciso esperar muito mais: no segundo dia de competição, ao disputar os quartos-de-final da Taça Bowl, Portugal encarou e derrotou o Japão, em mais uma excelente exibição do capitão português. Com um ensaio e duas conversões, o atleta do GD Direito foi absolutamente fundamental, e garantiu a primeira vitória na etapa. O segundo ensaio pertenceu a António Vidinha.  Resultado final de 14-7, e passaporte assegurado para as meias-finais!

Aí, e com os Estados Unidos pela frente, os portugueses vacilaram uma vez mais na organização defensiva e na construção de jogo, algo que os norte-americanos agradeceram e aproveitaram: 26-0, com a superioridade americana a revelar-se evidente.

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A raça e o espírito de sacrifício dos Linces foram evidentes na etapa de Singapura
Fonte: Portugal Rugby 7s

Apesar de alcançar apenas uma vitória em cinco jogos, Portugal tem razões para acreditar que a manutenção junto às principais potências de rugby mundial é possível, bastando para isso que o potencial de vários (jovens) jogadores seja consolidado. A inclusão de jogadores mais experientes não deve, no entanto, ser descartada. Nota ainda para as excelentes exibições de Pedro Leal, que na anterior etapa tinha ficado longe do que sabe (e pode) fazer. Vasco Fragoso Mendes e Vasco Ribeiro também rubricaram bons jogos.

O Quénia conquistou, pela primeira vez esta época, a Taça Cup, após bater as ilhas Fiji na final da principal competição. Quando todos esperavam uma vitória fácil por parte dos fijianos, a verdade é que foram os africanos a comandar a partida, e o ensaio de Pio Tuwai (nos últimos minutos) apenas veio atenuar a pesada derrota imposta aos oceânicos (30-7).

Foto de Capa: World Rugby Sevens Series