Lobos invictos vencem Rugby Europe Trophy

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Cabeçalho modalidadesMartim Aguiar assumiu o comando da Selecção Nacional em Setembro de 2016 e, desde aí, Portugal não sabe o que é perder. Os Lobos venceram todos os encontros sob a sua alçada, cinco deles a contar para o Rugby Europe Trophy, prova onde Portugal venceu e convenceu. Com a vitória neste torneio, a Selecção das Quinas está apurada para o play-off de acesso ao Rugby Europe Championship, onde vai defrontar a Bélgica.

Na primeira jornada da competição, os Lobos foram até à Suíça vencer por 28-10. Os helvéticos somavam sete vitórias consecutivas, mas Portugal entraria bem na partida e logo no primeiro minuto Francisco Bruno marcaria o primeiro ensaio do jogo. Os suíços reduziriam pouco depois, mas Nuno Sousa Guedes, com um pontapé de penalidade, ampliava a vantagem. Após o intervalo a equipa da Suiça pressionava e conseguiria chegar ao empate, aproveitando a inferioridade numérica dos Lobos. Com duas penalidades bem marcadas, Nuno Sousa Guedes voltaria, novamente, a colocar a equipa portuguesa em vantagem e, pouco depois, Vasco Ribeiro e o próprio Nuno Sousa Guedes marcariam dois ensaios em quatro minutos e o resultado não voltaria a sofrer novas alterações.

No segundo jogo, disputado em Lisboa, Portugal defrontaria a Polónia num jogo bem conseguido por parte dos Lobos. No entanto, o jogo revelou-se bastante equilibrado nos minutos iniciais e foram os polacos a inaugurar o marcador com uma penalidade de Wojciech Piotrowicz. A penalidade despertaria os portugueses, que, pouco depois, e em apenas dez minutos (!) marcaria três ensaios, com excelentes combinações entre as suas linhas atrasadas. Nuno Sousa Guedes, Manuel Picão e Tomás Appleton foram os marcadores de serviço. Com uma vantagem já confortável no jogo, Portugal adormeceria e a linha avançada da Polónia aproveitaria para marcar o seu primeiro toque de meta na partida. Na segunda parte os Lobos explorariam mais o jogo à mão, por forma a contrariar o poderio físico imposto pelos polacos, e chegaria, com justiça, ao quarto ensaio, desta feita executado por Francisco Domingues. Haveria ainda tempo para Vasco Fragoso Mendes fazer o gosto à mão e infligir um resultado pesado à equipa de Leste. Resultado final 35-10, ponto de bónus assegurado.

martim aguiar rugby
Martim Aguiar não sabe o que é perder ao comando dos Lobos
Fonte: Luís Cabelo

O encontro seguinte seria realizado na Holanda, onde a equipa das quinas iria defrontar um adversário que, tal como os Lobos, somava por vitórias as jornadas já disputadas no torneio. A primeira parte foi da Holanda, com a equipa da casa a chegar ao intervalo a vencer por 10-5, após ensaio e penalidade de David Weersma por parte dos holandeses, e ensaio luso de Fernando Almeida. Com algumas alterações efectuadas ao intervalo por Martim Aguiar, os Lobos apresentariam-se na segunda metade da partida com outra garra e maior organização táctica e subiriam de rendimento – prova disso mesmo seriam os ensaios de Gonçalo Foro, Vasco Ribeiro e Gonçalo Uva, que não só operariam a reviravolta no resultado (26-10) como dariam o acesso ao ponto de bónus ofensivo.

De regresso ao Jamor para a quarta jornada do Rugby Europe Trophy, a Selecção das Quinas defrontaria a Moldávia, o adversário teoricamente mais fraco do grupo. E da teoria à prática… Os Lobos não deixariam créditos por mãos alheias e venceriam a partida por 59-0 (!) – a maior vitória  de sempre em casa! Nuno Penha e Costa (dois), Gonçalo Foro, Francisco Pinto Magalhães, Manuel Vilela, Afonso Rodrigues, Sebastião Villax, Vasco Ribeiro e Nuno Mascarenhas foram os autores dos ensaios portugueses, num jogo de sentido único e com pouca História.
Com a pesada derrota imposta aos moldavos e a vitória holandesa frente à Suíça sem obtenção de ponto de bónus, os portugueses, a uma jornada de terminar o torneio, ficariam automaticamente apurados para o play-off de acesso ao Rugby Europe Championship.

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Nuno Penha e Costa foi peça fundamental na Selecção Nacional
Fonte: Luís Seara Cardoso

Na última partida, frente à Ucrânia, e com o objectivo da Selecção Nacional já conquistado, estava ainda em jogo a honra dos Lobos e a oportunidade de conquistar o Grand Slam do Rugby Europe Trophy. Em Odessa, Portugal chegaria ao intervalo a vencer por 14-7, com ensaios de Francisco Pinto Magalhães e Manuel Vilela, com os ucranianos a darem uma excelente resposta. A segunda parte do jogo foi, primeiramente equilibrada e sem grandes oportunidades de parte a parte, mas nos dez minutos finais os Lobos marcariam três (!) ensaios, por Gonçalo Foro, João Lino e Nuno Penha e Costa, e selariam a vitória com direito a ponto de bónus.

Nas cinco jornadas disputadas, Portugal venceu todas as partidas e conquistou pontos de bónus ofensivos em quatro delas, um registo digno de orgulho. Em grande parte o mérito passa pelas mãos de Martim Aguiar, que venceu todos os jogos desde que chegou ao cargo de seleccionador nacional, mas destaca-se, também, a excelente forma de Nuno Sousa Guedes, Nuno Penha e Costa, Gonçalo Foro e Gonçalo Uva, que realizaram excelentes partidas durante a competição.

Foto de capa: Luís Seara Cardoso

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Ana Cristina Silvério
Ana Cristina Silvériohttp://www.bolanarede.pt
A Ana Cristina é uma apaixonada pelo mundo do desporto. Do futebol ao Rugby, passando pelo ténis e pelo surf, gosta de assistir a quase todo o tipo de desportos, mas confessa que lhe dá um prazer especial que os atletas enverguem um leão rampante na camisola.                                                                                                                                                 A Ana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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