Revolução tarda a dar frutos

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Em Wellington para mais uma etapa do Circuito Mundial de Sevens, Portugal apresentou cinco estreias na convocatória em relação à etapa de Cape Town. João Dias, Diogo Ribeiro, Fábio Conceição, António Ferrador e Vasco Poppe juntaram-se a Pedro Leal, Adérito Esteves, Vasco Ribeiro, Miguel Lucas, Pedro Silvério, João Belo e Tiago Fernandes, constituindo, assim, o pelotão que defenderia as cores lusas em terras australianas.

Portugal tem apresentado convocatórias recheadas de jogadores jovens, muitos deles a cumprir a sua estreia pela Selecção Nacional de 7s, razão pela qual os resultados têm ficado um pouco aquém do que seria de esperar. Assim, e à entrada para a terceira etapa do circuito, a selecção portuguesa não tinha conquistado qualquer vitória.

O grupo de Portugal incluía a equipa da casa, o Quénia e o Canadá.

No jogo de abertura, Portugal sairia para o intervalo com um resultado surpreendente: vencia a sua congénere australiana por 12-0, depois de ensaios de Tiago Fernandes (convertido por Pedro Leal) e Pedro Leal. Na segunda parte os Linces não aguentaram a pressão da Austrália e, após sucessivos erros defensivos, permitiram a reviravolta no resultado, terminando com um 19-12 favorável aos australianos. No segundo jogo, frente ao Quénia, Portugal entrou nervoso e nunca conseguiu explanar o seu jogo, algo que nem o ensaio do capitão português conseguiria disfarçar. Derrota por 26-5, com apenas mais um jogo da fase de grupos por disputar. Esse jogo seria contra o Canadá, a selecção teoricamente mais acessível. Mas, da teoria à prática… Portugal enfrentou um autêntico pesadelo e só o final do jogo permitiu aos Linces respirar. Os canadianos jogaram a seu bel-prazer, com os portugueses a verem todas as suas tentativas para se impor frustradas. No final do jogo o marcador fixou-se num 42-7, com Miguel Lucas a marcar o ensaio luso e o capitão Pedro Leal a converter.

Inexperiência dos portugueses voltou a sair cara Fonte: Sevens World Rugby Series
Inexperiência dos portugueses voltou a sair cara
Fonte: Sevens World Rugby Series

Com três derrotas em três jogos, Portugal cairia para a Taça Bowl, onde defrontaria a Escócia. Com uma entrada em jogo catastrófica, os Linces iriam para o intervalo a perder por 17-0. Na segunda parte tudo mudou, com os jogadores portugueses a entrar com uma atitude completamente diferente, o que se viria a reflectir no jogo luso. Depois de equilibrar o jogo (17-12) através de ensaios de João Belo e Tiago Fernandes – e a conversão de um deles por Pedro Leal – faltaram pulmões à equipa portuguesa, que veria a Escócia a acelerar e nada conseguiria fazer para evitar a derrota. No final a Escócia venceria por 29-12 – ficando a ideia de que Portugal entregou o jogo com a entrada displicente.

Depois da Taça Bowl, a Shield. Portugal enfrentaria a difícil missão de bater a campeã europeia França nas meias-finais, isto se quisesse continuar em competição. E o melhor estaria reservado para o fim; com um grande jogo, os Linces iniciariam a partida com uma atitude muito competitiva, sempre em busca das melhores oportunidades para atacar e com qualidade defensiva q.b., de tal modo que a vitória francesa apenas se viria a confirmar para lá dos sete minutos da etapa complementar – onde os ensaios de Tiago Fernandes (dois) e Pedro Leal (que também converteu) se revelariam insuficientes. Resultado final estabelecido em 22-17, e a França seguiria para a final da Shield.

Em relação à principal taça – a Cup – a Nova-Zelândia foi a grande vencedora da etapa, após derrotar a África do Sul na final, de forma épica. Os sul-africanos entraram melhor e construíram aquilo que se pensava ser uma vantagem confortável – 21-7 – mas três ensaios neozelandeses na etapa complementar deram fôlego aos All Blacks, que venceram, de forma completamente dramática, por 24-21, arrecadando mais um título.

Imagem de Capa: Portugal Rugby 7s

Ana Cristina Silvério
Ana Cristina Silvériohttp://www.bolanarede.pt
A Ana Cristina é uma apaixonada pelo mundo do desporto. Do futebol ao Rugby, passando pelo ténis e pelo surf, gosta de assistir a quase todo o tipo de desportos, mas confessa que lhe dá um prazer especial que os atletas enverguem um leão rampante na camisola.                                                                                                                                                 A Ana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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