Tal como o primeiro, o segundo ensaio dos Crusaders também saiu do banco. Depois de nove fases de jogo, Will Jordan pôs termo à discussão do resultado, ao quebrar a linha da vantagem, batendo ainda Finlay Christie antes de fazer o grounding.

De modo a alterar o rumo da partida, a ação do par de médios (com Mitchell Drummond em campo) dos Crusaders teve um papel primordial, na medida em que conseguiu pautar o jogo de uma forma mais dinâmica e fluída.

Apesar de não terem controlado o jogo na sua maioria, os Crusaders conseguiram garantir uma vitória (por 26-15) importantíssima que os coloca com uma mão no troféu de campeão. Já os Blues, controlaram o ritmo do jogo até aos 55’, mostrando, mais uma vez, um grande poder no pack avançado, mas, ainda assim, 55 minutos não são suficientes para derrotar uma equipa como a de Scott Robertson.

Do outro lado do país, na ilha norte, os Hurricanes conseguiram garantir a segunda vitória consecutiva na competição, ao vencer os Highlanders com uma exibição de qualidade por parte da equipa de Jason Holland.

Apesar do domínio dos Canes no território e na posse, a franquia da capital não conseguiu converter muitas das oportunidades criadas em pontos, seja por perdas de bola no contacto, seja por erros no último passe, tal como aconteceu com Jordie Barrett numa situação de ensaio iminente.

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Além do mais, os Hurricanes mostraram-se indisciplinados na abordagem ao breakdown na segunda parte. Assim sendo, os Highlanders aproveitaram para somar os primeiros pontos e voltar a discutir o resultado. Mesmo assim, os Hurricanes conseguiram sempre ter mais bola e controlar o jogo de uma forma eficaz. Prova disto são as 195 placagens realizadas pela equipa de Dunedin, que contrastam com as 88 dos visitados.

Aliada a esta capacidade de manter a bola, esteve a explosão de Ngani Laumape e Asafo Aumua no ataque à linha da vantagem. O primeiro centro e o talonador estiveram em grande plano na tarde de Wellington, oferecendo uma capacidade de transporte de bola acima da média. Por outro lado, TJ Perenara e Jordie Barrett foram decisivos ao longo do jogo, não só pelos ensaios em que participaram na primeira parte, mas também pela inteligência na gestão do jogo.

Os Highlanders, por seu turno, mostraram muitas dificuldades no alinhamento, principalmente quando Ash Dixon e Pari Pari Parkinson já não estavam em campo.

Apesar da vitória por 17-11, os Hurricanes, para vencer os Blues na próxima semana, terão de ser mais pragmáticos e mortíferos no último passe. Já os Landers medirão forças com os Chiefs, que não venceram qualquer jogo na primeira ronda deste Super Rugby Aotearoa.

Por último, Richie Mo’unga e Asafo Aumua são, a meu ver, os jogadores da jornada. O médio de abertura dos Crusaders, apesar de uma primeira parte menos conseguida, foi o líder da reviravolta da franquia de Christchurch. Já o talonador dos Canes, mostrou-se seguro no alinhamento e poderoso nos seus carries.

Foto de Capa: Super Rugby NZ

Artigo revisto por Joana Mendes