Blues e Highlanders disputaram, em Auckland, a final do Super Rugby Trans-Tasman. Os Blues venceram por 23-15, e, por consequência, puseram termo a um jejum de títulos que perdurava há 18 anos na franquia da ilha norte.

Sob o olhar de 36 mil espetadores, os Blues, nos primeiros quarenta minutos, dominaram o jogo por completo, quer em termos territoriais, quer no que à posse diz respeito. Por um lado, o pack avançado dos Blues conseguiu colocar muita pressão nos rucks dos Landers, garantindo múltiplos turnovers. Por outro lado, a estratégia dos chasers no jogo ao pé revelou-se profícua, na medida em que não deu espaço aos Highlanders para contra-atacar ou jogar largo (a franquia de Dunedin não quebrou a linha da vantagem em nenhuma ocasião).

Os Highlanders limitaram-se a defender, sendo que só chegaram aos 22 metros dos Blues por uma vez nos 40’ iniciais. Tal foi sinónimo de pouca bola para a linha de três quartos. Ainda assim, Mitch Hunt teve pouca iniciativa, tal como o próprio Josh Ioane, que, numa fase inicial, tentou aproximar-se dos canais mais próximos do ponto de contacto para assumir o controlo do jogo da sua equipa. Contudo, a agressividade da line speed dos Blues forçou os Highlanders a recorrer mais ao jogo ao pé e a ter pouco espaço para usar a largura do campo.

Já na segunda parte, os Blues tiveram uma abordagem diferente, sobretudo com bola, cometendo muitos erros de handling e de gestão de jogo. A verdade é que os Highlanders aproveitaram a indisciplina dos Blues para se colocarem dois pontos à frente do Blues no jogo, num momento em que a equipa de Leon McDonald foi colocada sob forte pressão nos seus 22 metros.

Anúncio Publicitário

Com o resultado em 13-15 a favor dos Highlanders a pouco mais de dez minutos do final, os Blues tiveram de correr atrás do prejuízo e tudo começou num fantástico pontapé de Harry Plummer que recolocou os Blues na frente. Passado pouco tempo, Blake Gibson fez o ensaio da vitória, antecedido de mais um counter ruck fantástico dos Blues em plenos 22 metros dos Highlanders.

Não foi um jogo espetacular, mas foi um embate à imagem de Hoskins Sotutu. O terceira linha dos Blues foi, na minha opinião, a figura, não só do jogo, como também do domínio que os avançados da sua equipa exerceram sobre os Highlanders. Um jogador tremendamente físico, quer sem bola, ao colocar pressão nos rucks adversários, quer com a oval em seu poder, mostrando-se sempre agressivo no ataque à linha da vantagem.

Não obstante a qualidade do jogo tenha deixado algo a desejar, os Blues foram justos vencedores, uma vez que dominaram em todos os capítulos que dizem respeito ao jogo nos avançados e foram a equipa que mais ocasiões de ensaios criou.

Foto de capa: The Blues (Blues Rugby Team)

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome