Publicidade

Técnica de Peso

Sara Rodrigues da Costa · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab Rugby

O ano de 2013 acabou em grande para o GD Direito. A equipa lusa tornou-se campeã ibérica ao vencer os espanhóis VRAC Valladolid na final da Taça Ibérica realizada no passado sábado, 28 de Dezembro.

A 34ª edição desta prova, que opõe os actuais campeões portugueses e espanhóis, realizou-se em Lisboa, no campo de Monsanto.

O GD Direito já vencia por 24-6 ao intervalo, terminando a partida a vencer por 41-11, com destaque para o atleta Gonçalo Malheiro, que somou um ensaio, duas penalidades e quatro transformações. Luís Sousa, Rui D’Orey, Vasco Fragoso Mendes e Manuel Vilela foram responsáveis pelos restantes ensaios.

jogadores do GD Direito festejam a conquista do trofeu Fonte: jogadadomes.com
jogadores do GD Direito festejam a conquista do trofeu
Fonte: jogadadomes.com

Esta vitória representa o 15º triunfo português nesta prova, sendo a terceira consecutiva do rugby português. O GD Direito traz-nos assim mais uma prova de que o rugby português está cada vez mais forte e mais significativo no panorama mundial.

O resultado da partida pode fazer com que se pense que foi uma partida fácil. No entanto, foi um jogo muito disputado, que exigiu persistência e concentração para contornar as dificuldades proporcionadas pela secção de avançados de maior porte dos espanhóis. Os advogados de Martim Aguiar conseguiram assim demonstrar que a sua técnica no jogo foi superior ao peso e à altura dos espanhóis.

Nos últimos anos têm-se ouvido inúmeras críticas relacionadas com a fisionomia dos nossos atletas, desmotivando-os nas competições internacionais. A questão que se impõe é se não terá sido esse aspecto o grande responsável pela evolução da sua técnica e que o tem tornado cada vez mais forte?

Tem-se utilizado o facto de os portugueses não serem tão altos e tão pesados como a maioria dos jogadores das melhores selecções estrangeiras como argumento contra as possibilidades de a equipa portuguesa triunfar nas competições internacionais.

Mas, se analisarmos bem a evolução do rugby português, veremos que foi isso que nos fez apostar na técnica, na velocidade e na concentração que nos têm feito destacar no panorama mundial. Temos no atleta Pedro Leal um exemplo de um jogador de baixa estatura mas que se tem revelado um dos melhores portugueses pela sua técnica e velocidade.

A vitória do seu clube na Taça Ibérica foi, mais uma vez, prova disso. Um jogo que se apresentava muito difícil devido à altura e peso da equipa espanhola (principalmente dos seus pilares) foi vencido pela superioridade a nível técnico demonstrada pela equipa portuguesa.

E é isso que vai continuar a fazer este desporto crescer em Portugal: a utilização das nossas fraquezas para nos tornarmos mais fortes.

Que 2014 seja um ano de rugby de excelência e que Portugal continue a trazer grandes resultados das competições internacionais para que possa ocupar um lugar cada vez maior no mundo do rugby.

Sara Rodrigues da Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.