Publicidade

The Rocket, what else?

Cátia Borrego · 2 min

The Rocket, what else?

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab Snooker

O caro leitor até pode não saber as regras do jogo, pode confundir o snooker com o bilhar, pode não saber a ordem das bolas, pode até nem gostar, mas tenho a certeza de que o nome O’Sullivan não lhe é indiferente. Porquê? Porque este Senhor tem uma maneira transcendente de fazer magia por onde quer que passe.

No domingo vimos Ronnie levantar a taça do Welsh Open. Uma final que levou Ding Junhui a ganhar apenas 3 frames dos 17 possíveis. Foi uma vitória claramente desequilibrada, o que desiludiu, mas justa. Ronnie mostrou-se superior durante toda a partida. Admito que estava à espera de uma final um pouco mais contrabalançada; Junhui estava a fazer um percurso na época 13/14 fenomenal, relembrando sempre, a cada partida, que o snooker não corre apenas nas veias do Reino Unido.

Até ao 11º frame não posso admitir que tenha sido a final mais empolgante a que assisti. Já presenteei, pelas emissões da Eurosport, partidas com grandes reviravoltas! Quando digo grandes reviravoltas refiro-me, por exemplo, à final do UK Champiosnhip em 2010, entre John Higgins e Mark Williams. O galês Mark Williams liderava por 7 – 2, e depois por 9 – 5, a um frame da vitória. Quando o marcador apresentava o resultado de 9 – 7, o escocês presenteou o público com mais 3 frames, levando assim para casa o troféu. Mas no domingo, apesar de saber que havia a hipótese de Ding ter um grande “come back”, já estava rendida ao sublime jogo de Rocket. Não só ganhou o Welsh Open, como em sete minutos e onze segundos conseguiu fazer uma tacada máxima (147 pontos) e, assim, bater o record de Stephen Hendry, que tinha 11 entradas máximas.

Ronnie O’Sullivan na final do Welsh Open 2014 (com o que eu considero a sua “imagem de marca”: a língua de fora) Fonte: The Guardian
Ronnie O’Sullivan na final do Welsh Open 2014 (com o que eu considero a sua “imagem de marca”: a língua de fora)
Fonte: The Guardian

Se viu este encontro, tenho a certeza de que não deixou escapar o momento em que as bancadas foram abaixo. No instante em que Ronnie embolsa a última bola vermelha e começa a sequência de cores, os berros entusiasmados dos bancos fizeram-se ouvir nos arredores do Newport Centre. Aposto que também não se conseguiu conter em casa. Percebo, também foi complicado para mim.

Se Ronnie O’Sullivan é humano ou não, ainda está para ser provado. Talvez um dia bata à porta do snooker outro jogador que consiga embolsar com as duas mãos, que faça 147 pontos em cinco minutos e vinte segundos e que, o mais entusiasmante de tudo, leve os fãs ao rubro.

Por favor, levem-me a ver o Rocket jogar enquanto ainda é vivo! Aos 38 anos Ronnie está fenomenal e eu imploro ao bom senso que me deixe vibrar com o dom deste homem.

Avé, Ronnie.

Cátia Borrego

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.