A número 1 do ranking nacional de Ténis – Entrevista a Rita Vilaça

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BnR: Chegada aqui, até onde achas que pode ir a tua carreira no ténis? No fundo, quais são os teus objetivos a curto e médio prazo?

RV: Os objetivos a nível pessoal têm sido um pouco difíceis de definir no sentido em que dependo muito dos patrocínios que consiga ter para jogar. Não consigo competir tanto quanto gostaria pelos encargos financeiros associados às competições. Apesar de procurar ter alguma proatividade na busca de patrocinadores, nomeadamente financeiros (porque a nível de equipamentos tenho patrocínio), ainda não consegui arranjar patrocinador pelo que este ano. À partida, se assim se mantiver, continuarei a competir mais em Portugal, onde se realizarão mais competições internacionais, pelo que penso que os meus objetivos vão ter que passar pela maior e melhor prestação que conseguir nesses torneios.

BnR: Comparando o teu ténis da atualidade com o do passado, quais foram os aspetos nos quais sentiste uma maior evolução e quais são aqueles nos quais sentes que ainda tens que trabalhar?

RV: O ténis mundial, e principalmente o ténis feminino, tem vindo a evoluir numa ótica de maior agressividade e exigência física. Tenho procurado alterar o meu jogo nessa direção. Considero que a minha componente física é uma vantagem, bem como o facto de ser esquerdina – a minha perspetiva de jogo é ligeiramente diferente e obriga as adversárias a adotar táticas igualmente diferentes. Diria que tenho que trabalhar, principalmente, o meu ritmo competitivo que por vezes espelha a impossibilidade de jogar tantos torneios internacionais quanto gostaria. Nesses torneios, mais competitivos, confronto-me com jogadoras que competem constante e frequentemente durante todo o ano.

BnR: É sabido que a terra batida continua a ser a tua superfície de eleição. Para esta época a ideia passa por apostar em disputar torneios nessa mesma superfície ou por sair um pouco da zona de conforto?

RV: Infelizmente ainda não posso competir só em terra batida; seria o ideal para mim (risos). Efetivamente sinto-me mais confortável e as armas que possuo no meu tipo de jogo são mais orientadas para essa superfície. Como referi, vou jogar os torneios em Portugal, sendo que muito poucos são em terra batida. Agora, por exemplo, vai iniciar-se uma série de cinco torneios seguidos em que quatro são em piso rápido. Há sempre uma adaptação a nível tático e a nível técnico a fazer com a variação de superfície.

rita vilaça
Fonte: Rita Vilaça

BnR: Ténis e estudos. Como se consegue conciliar estas duas atividades mantendo um sucesso considerável em ambas?

RV: É uma tarefa que dá trabalho (risos). Consegui concluir a Licenciatura, uma Pós-Graduação, e estou neste momento a frequentar um Mestrado sem ter deixado de jogar, mas realmente envolve restrições. Tento conjugar ambas, ou seja, em alturas em que os estudos me proporcionam mais “folga” procuro jogar mais e, consequentemente, no ténis, em alturas não competitivas procuro dedicar-me mais aos estudos. Atualmente estou centrada no ténis, o que faz com que frequentemente abdique de algumas tarefas inerentes ao Mestrado para jogar. O tempo não dá para tudo, oxalá desse, mas acho que é possível que os jogadores consigam conciliar as duas coisas.

Francisco Sampaio
Francisco Sampaiohttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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