Antevisão Australian Open: Haverá alguém a intrometer-se entre Sinner e Alcaraz?

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No mundo do ténis, o mês de janeiro é sinónimo de Australian Open. O primeiro Grand Slam da temporada arranca no dia 18 de janeiro, em Melbourne. Depois de um ano em que Jannik Sinner e Carlos Alcaraz dominaram os quatro principais torneios da modalidade, será que os dois melhores tenistas da atualidade vão ter novos adversários à altura? Teremos que acompanhar as próximas semanas.

O sorteio está definido e esperam-nos grandes jogos logo na primeira eliminatória, onde alguns cabeças-de-série vão ter um grande desafio. Alcaraz e Novak Djokovic até podem sorrir com o sorteio, enquanto os dois portugueses, Nuno Borges e Jaime Faria, tiveram sortes distintas.

Antes do arranque oficial do Australian Open, os fãs terão a oportunidade de assistir Roger Federer numa exibição com Casper Ruud, na Rod Laver Arena. O tenista suíço foi coroado campeão, em solo australiano, por seis vezes.

Sinner, campeão em título, procura o terceiro troféu consecutivo e vai estrear-se frente ao francês, Hugo Gaston, número 94 no ranking mundial. Na terceira ronda, poderá ter como adversário o prodígio brasileiro, João Fonseca. O caminho até à final não será fácil, mas o transalpino, em Melbourne, tem sido imparável.

O número um mundial, Carlos Alcaraz, quer conquistar o seu primeiro título no Melbourne Park e, assim, entrar numa lista restrita de tenistas que venceram pelo menos uma vez os quatro Grand Slams. O murciano juntar-se-ia a Andre Agassi, Roger Federer, Rafael Nadal e a Novak Djokovic. O primeiro jogo é com um dos tenistas da casa, Adam Walton. Nas meias-finais, Alexander Zverev ou Daniil Medvedev são possíveis adversários.

Quem está habituado a ser feliz em Melbourne é Novak Djokovic, e o caminho até à final pode deixar o sérvio sonhar com o 11.º título. A caminhada começa contra o espanhol, Pedro Martinez, que chega moralizado, após a conquista do ATP Challenger de Bengaluru, na Índia. Djokovic, num jogo de treino contra Medvedev, sentiu uma dor no pescoço ao fim de 12 minutos, o que fez soar os alarmes. Aparentemente, Nole estará apto para competir, e vamos ver como está a sua forma física.

A sorte não foi a mesma para todos, como é o caso de Ben Shelton e João Fonseca, ambos cabeças-de-série. Nenhum deles é um claro candidato ao título, mas têm a ambição de chegar o mais longe possível. Estão no mesmo lado do quadro que Sinner, o que será um grande obstáculo. Shelton terá uma estreia complicada contra Ugo Humbert, que atravessa um bom momento de forma. O francês poderá vencer o ATP de Adelaide na madrugada de sábado. Enquanto, carioca vai defrontar o norte-americano, Eliot Spizzirri. Estes dois já se defrontaram uma vez, com Spizzirri a sair por cima.

Podemos ter algumas surpresas logo na primeira ronda, caso os ditos favoritos não estejam 100% concentrados. Zverev não está em grande forma e quem pode aproveitar é o canadiano, Gabriel Diallo. Já viveu melhores dias, mas é um perito em derrubar tenistas de topo. Matteo Arnaldi também gosta de tombar gigantes, e Andrey Rublev terá que se esforçar para alcançar a próxima fase. No último duelo entre ambos, num Grand Slam, o italiano saiu vencedor.

Quanto aos portugueses, Jaime Faria, no jogo de estreia, vai defrontar o tenista francês Arthur Cazaux, número 67 no ranking ATP, enquanto Nuno Borges tem duelo marcado com Felix Auger-Aliassime, número sete mundial.

Jaime Faria compete pelo segundo ano consecutivo no Australian Open e esteve irrepreensível na fase de qualificação, ao eliminar Luka Mikrut, Benjamin Hassan e Marco Trungelliti, sem perder qualquer set. Se eliminar Cazaux, vai jogar com o vencedor do duelo entre Andrey Rublev e Matteo Arnaldi.

O número um português, Nuno Borges, não tem um começo nada fácil, mas o maiato está a ter um bom início de época, o que certamente vai complicar a vida de Felix Auger-Aliassime. Nas últimas edições, Borges esteve em destaque, ao alcançar os oitavos-de-final em 2024 e terceira ronda em 2025.

Esperemos que seja um mês recheado de jogos com muita qualidade e sempre na esperança de que os nossos tenistas cheguem o mais longe possível. A última vez que não tivemos Sinner e Alcaraz na final de um Grand Slam foi precisamente aqui, na edição passada. Será que este ano vai ser igual?

Gonçalo Carneiro
Gonçalo Carneiro
Gonçalo é licenciado em Ciências da Comunicação e encontrou na escrita o refúgio perfeito para se manter ligado ao mundo do desporto. Acredita que o jornalismo desportivo é o seu rumo ao estrelato.

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