Cabeçalho modalidades2017 não foi um ano muito feliz para o ténis português, pelo menos comparado com anos recentes. Tanto João Sousa como Gastão Elias tiveram uma queda abrupta a nível de resultados e de ranking, com Sousa a ser agora o jogador melhor classificado, a #57 do mundo.

A temporada de Sousa até começou bem, com uma final (perdida) em Auckland na segunda semana da época, mas acabou por ser bastante desapontante. Sousa acabou com um registo de 25 vitórias e 32 derrotas, apenas uma vitória em torneios do Grand Slam (contra Tipsarevic em Roland Garros) e duas derrotas na eliminatória de promoção da Taça Davis contra dois adversários mais que ao seu alcance. Foi a pior temporada de Sousa desde que se estabeleceu como um regular do circuito ATP em 2013. Para não variar, voltou também a perder o seu primeiro encontro no Estoril Open, contra um adversário muito menos cotado.

Gastão Elias teve um declínio ainda maior, encontrando-se agora fora do top 100 mundial. Depois da muita promessa apresentada em 2016, Elias não foi capaz de suster o nível e de jogar no circuito ATP a nível permanente. Derrota atrás de derrota levou-o de volta ao circuito challenger, em que também não foi muito feliz no cômputo geral, apesar de ter conseguido um título e uma final. O ponto alto do ano de Gastão Elias foi a vitória contra Juan Martin del Potro no torneio de Lyon.

Domingues deu espetáculo Fonte: Estoril Open
João Domingues foi dos tenistas portugueses que mais evoluiu em 2017
Fonte: Estoril Open

Pedro Sousa teve um ano bastante bom, tendo estado à beira de se tornar top 100 em Setembro (#102) e ganho 3 títulos Challenger. João Domingues teve uma temporada de grande progresso também, acabando no lugar #169 com um título Challeger e uma excelente campanha no Estoril Open, em que esteve mesmo à beira de derrotar o eventual finalista do US Open Kevin Anderson. É com 4 jogadores portugueses no top 200 que 2018 vai começar, com a esperança de que novos jogadores como Gonçalo Oliveira se possam juntar brevemente.

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