ATP Challenger Tour Oeiras Open 2: Em casa, mandamos nós!

NOVO AFASTAMENTO  NA FASE DE QUALIFICAÇÃO

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Com meia dúzia de compatriotas a acederem diretamente ao QP, Nuno Borges, Gastão Elias, João Domingues, Pedro Sousa, Pedro Araújo e Tiago Cação, mais cinco tentariam igual desidrato: Henrique Rocha, Fábio Coelho, Miguel Gomes, Jaime e Luís Faria. No entanto, todos falhariam o objetivo; apenas Rocha  avançaria uma das duas rondas necessárias para o conseguir.

MONTEIRO SURPREENDIDO DE ENTRADA

Seria, e com grande “estrondo”, que Thiago Monteiro, quem sabe vítima ainda do desgaste da semana anterior, mas também com a forte possibilidade de ter a cabeça já na época de terra batida que estava mesmo à porta, acabaria surpreendido pelo polaco Kacper Zuk, que não tinha as melhores recordações de Portugal, visto ter sido derrotado numa eliminatória a contar para a Davis, jogada na Maia. Contudo, e superando eventuais fantasmas de tamanho desaire, Zuk atuou a grande nível. E, servindo assombrosamente, derrotaria Monteiro em apenas duas partidas, 7-5 e 6-4, que seriam guia de marcha para um dos mais renomados tenistas brasileiros do século. Uma exibição que, para além de conferir ainda maior imprevisibilidade ao desfecho da prova, deixava água na boca quanto ao desempenho do polaco para o restante evento.

APENAS GASTÃO E BORGES SOBREVIVIAM À SANGRIA DA RONDA INICIAL

Ao contrário da semana anterior, a primeira ronda ditaria a eliminação de quatro tenistas lusitanos: João Domingues, afastado pelo húngaro Zsombor Piros, Tiago Cação, que tombava perante o poderio de Óscar José Gutierrez, brasileiro oriundo da fase de qualificação, enquanto Pedro Sousa cederia diante de Nuno Borges, num confronto fratricida que poderia ter caído para qualquer um dos lados. Ambos com filosofias de jogo diametralmente distintas, rubricaram pontos de elevada nota artística, com a passagem do maiato a ser apenas uma realidade percorridas mais de duas horas e três exigentes partidas.

Também Pedro Araújo (661º ATP) não descobriria antídoto para suplantar um atleta dentro dos 300 melhores do ranking, o gaulês Evan Furness, que acabaria com as ambições do jovem luso. Levada 1h30m por 7-6 e 6-3, com o português, principalmente na primeira partida, a demonstrar que, mantendo esta evolução e qualidade, poderá e deverá muito em breve aceder diretamente a fases de qualificação de torneios de categoria semelhante.

Quanto ao campeão em título, chamaria um figo ao primeiro obstáculo, o germânico residente no nosso país, Sebastian Fanselow, que cedia em dois sets, bem reveladores do momento de forma patenteado pelo tenista que, em 2016, ocupou a posição 57ª da hierarquia.

Ainda de destacar a suada vitória do quinto cabeça-de-série, o cazaque nascido em Moscovo, Dmitry Popko, que necessitou de 2h10m para ultrapassar um muito talentoso checo, Dalibor Svrcina de quem ouviremos, seguramente, falar  num futuro não muito distante.

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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