ATP Challenger Tour Oeiras Open 2: Em casa, mandamos nós!

OBRIGADO, GASTÃO

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Chegados à hora das decisões encontrar-se-iam Elias e Giannessi, ambos de 31 anos. O face a face registava uma vitória para cada lado. O tenista de Spesia havia levado a melhor em 2017, em Madrid, enquanto Elias se desforrara na semana anterior, nas meias finais do Oeiras Open 1.

Depois de um começo equilibrado, sempre com Gastão a procurar ser ele a comandar os pontos, única forma de quebrar a resistência antagonista, acabaria por dispor de dois pontos de break ainda prematuramente, ainda que anulados com mérito.

Mas Giannessi não aguentaria nova investida, com Gastão a gerir tranquilamente até ter serviço para resolver o primeiro parcial, estavamos então com 5-4. Foi então que o italiano, agarrando-se mais que nunca aos pontos, qual rocha, e contando também com alguns erros pouco frequentes, até então, de Elias, dos quais destaco um smash falhado com o adversário já batido, faziam o placard ficar igualado a cinco.

Com Gastão a voltar a acelerar, desferia nova quebra no serviço contrário, mas Giannessi, mais ofensivo que nunca, teria o mérito de conduzir tudo a um tie-break. Aí, e com ambos a assegurarem os respetivos pontos de serviço até ao 3-3, a primeira mudança de lado, seria uma tentativa de fugir à esquerda, com esse mesmo lado a ficar em aberto. O luso executaria uma esquerda bem batida na subida e mesmo centrada na encordoação da raquete, que lograria fechar uma primeira partida que se estendia ao longo de 69 minutos, com esta a ser embolsada por 7-4 no jogo decisivo.

O diapasão de equilíbrio parecia repetir-se, a avaliar por um jogo de serviço inaugural de Giannessi bastante discutido, mas seria mesmo aí, e devido a uma bola do italiano fora por escassos centímetros que daria o break a Gastão, que o transalpino se envolveria numa acalorada discussão com o juiz de cadeira, que jamais deram a paz de espírito necessária para se voltar a focar no essencial, com este a ficar totalmente fora de si. Imperturbável a fatores extra jogo, o caseiro usou da sua experiência para capitalizar a frustração alheia e, em apenas 28 minutos de segundo set, carimbaria o décimo título Challenger da carreira, fechando o parcial em 6-1.

Deste modo, Gastão encerrou com chave de ouro duas semanas em que esteve imparável, provando que, mesmo para além dos 30, mantendo este nível estratosférico, poderá e deverá, tal como merece, reentrar nos 100 melhores da hierarquia, garantindo que, por agora ascenderá até à posição 156 da mesma.

Endereça-se os parabéns ao jogador e respetivo staff por estas duas semanas absolutamente memoráveis para o Ténis nacional, assim como a todos os que tornaram estes sucessos lusitanos possíveis.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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