Challenger Oeiras 3 | Um torneio latino

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A Federação Portuguesa de Ténis (FPT) tem feito de tudo para aumentar o nível de competitividade dos torneios realizados em Portugal e, com isso em mente, organizou mais um Challenger no Jamor, o terceiro desta época neste complexo desportivo. Este Challenger teve a particularidade de ser da mais alta categoria Challenger, que distribui 125 pontos ao vencedor, por isto, tornou-se no segundo evento português a distribuir mais pontos ATP a seguir ao Estoril Open.

Tal como tem sido apanágio da FPT nestes torneios que tem organizado, a presença de portugueses era bastante significativa e poderia ter sido ainda mais, caso algum dos quatro tenistas lusos que disputaram o quadro de qualificação se tivesse apurado para o Quadro Principal (QP). Tiago Cação, Luís Faria e Francisco Cabral, que receberam todos um wildcard para este Qualifying, caíram na primeira ronda. Gonçalo Oliveira, por sua vez, até conseguiu chegar à segunda e última ronda da qualificação, mas acabou por cair em três sets para o primeiro cabeça-de-série deste quadro.

Fechado o QP, eram cinco os tenistas portugueses que o iam disputar. Para além dos portugueses, Gastão Elias, Frederico Silva, Nuno Borges, João Domingues e Pedro Sousa (oitavo cabeça-de-série do torneio), Carlos Alcaraz, o jovem prodígio espanhol, era o principal foco deste torneio, até porque, se o vencesse, alcançaria um marco histórico na sua carreira, a entrada no TOP-100, onde vai estar, garantidamente, muitos e bons anos.

As duas primeiras rondas correram de feição aos portugueses e apenas João Domingues e Frederico Silva caíram antes de chegar aos quartos-de-final frente a dois jogadores muito poderosos e com legítimas aspirações no torneio. João Domingues perdeu a primeira ronda frente a Pedro Martínez, número 99 do ranking ATP, e Frederico Silva caiu na segunda ronda frente a Facundo Bagnis, experiente tenista da terra batida e 109.º classificado do ranking, respetivamente.

José Maria Reis
José Maria Reishttp://www.bolanarede.pt
O Zé Maria é neste momento estudante daquele que ele espera ser o último ano de Economia no ISCTE. Desde muito cedo que começou a praticar vários desportos exceto, ao contrário da regra geral, futebol porque chamar pé esquerdo ao seu pé direito é um elogio. Mais tarde percebeu que era com uma raquete de ténis na mão que mais gostava de passar o tempo e foi aí que começou a crescer a grande paixão que tem pelo ténis. Vê e acompanha muito desporto, mas o ténis e o futebol, sobretudo o seu Sporting, são a sua perdição.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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