A seleção portuguesa complicou as contas para a manutenção no Grupo I Zona Europa/África ao perder no play-off de manutenção na Ucrânia diante da seleção local por 3-1. Os portugueses até começaram bem a eliminatória com a vitória de João Sousa em singulares diante de Illya Marchenko, contudo acabaram por ceder nos encontros seguintes com Pedro Sousa a perder diante de Sergiy Stakhovsky, a dupla Gastão Elias/João Sousa a perder com Denys Molchanov/Sergiy Stakhovsky e João Sousa também a ceder contra Sergiy Stakhovsky.

Com a derrota frente à Ucrânia, a seleção nacional necessita de vencer o play-off que se realizará em Outubro no nosso país diante da África do Sul para não descer ao Grupo II e, em caso de vitória, Portugal permanecerá no Grupo I (o 2º principal escalão mundial) pelo quarto ano consecutivo. 

Se a derrota com os ucranianos deixou a seleção portuguesa numa situação de “mata mata”, a verdade é que Portugal tem tudo para seguir em frente no confronto com a África do Sul. A seleção sul-africana não contará com a sua maior estrela, Kevin Anderson, número 9 mundial que desde 2011, em virtude de um diferendo com a Federação Sul Africana de Ténis, não disputa qualquer encontro em representação da mesma, o que facilita, e muito, a tarefa aos tenistas portugueses.

Na teoria, Portugal parte com todo o favoritismo para este embate, desde logo pelo facto da seleção portuguesa possuir uma maior qualidade de tenistas em relação aos sul-africanos em termos individuais, apenas um tenista sul-africano figura no top 300 mundial ao invés da seleção portuguesa em que os quatro elementos que disputaram a eliminatória com a Ucrânia, todos eles são membros do top 300 do ranking mundial, com o importante trunfo de se disputarem quatro dos cinco encontros em singulares.

Embora a África do Sul possua um especialista em pares, o nº 19 mundial de pares, Raven Klaasen, apenas se disputa um encontro nestas condições, o que pouca influência trará no resultado final. O fator casa é algo verdadeiramente influenciador e que aumenta ainda mais o favoritismo português, onde normalmente os jogadores da casa se transcendem perante o seu público, criando-se uma atmosfera única no panorama tenístico, o denominado “Ambiente de Taça Davis”.

João Sousa é o maior trunfo da seleção portuguesa
Fonte: Federação Portuguesa de Ténis

Para o encontro com a África do Sul, o capitão da Seleção Portuguesa, Nuno Marques, optou por convocar os mesmos elementos que disputaram o play-off com a Ucrânia e também os quatros melhores tenistas classificados no ranking mundial, João Sousa, Pedro Sousa, Gastão Elias e João Domingues. A convocatória sul-africana ainda não se encontra definida mas não deve haver alterações relativamente ao último encontro com Israel, em que foram chamados Lloyd Harris, Raven Klaasen, Ruan Roelofse e Nicolaas Scholtz.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Comentários