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Wimbledon é o torneio com maior tradição do circuito e o Centre Court é um dos principais palcos do ténis mundial. A época de relva já é habitualmente a mais curta de todas as superfícies, mas este ano foi especialmente curta e, por isso, Roland Garros e Wimbledon tiveram um intervalo de duas semanas – o que significa que os jogadores tiveram duas semanas para fazerem a transição de terra batida para relva, que são as duas superfícies mais diferentes entre si.
Depois de um Australian Open em que Portugal esteve muito perto de ter três jogadores no Quadro Principal (QP), não fosse João Sousa ter testado positivo para a Covid-19, desta vez voltámos a estar muito próximo de ver três portugueses no QP de um torneio do Grand Slam, pela primeira vez.
João e Pedro Sousa apuraram-se diretamente e Frederico Silva só foi eliminado na última ronda do Qualifying.
Apesar de até nem terem tido um sorteio muito desfavorável, João Sousa e Pedro Sousa caíram logo na primeira ronda frente a Andreas Seppi e Lorenzo Sonego, respetivamente, numa cimeira Portugal – Itália.
João Sousa exibiu-se a um bom nível, como tem sido raro vê-lo nos últimos tempos, mas essa prestação apenas lhe valeu a vitória num parcial.
Já Pedro Sousa tinha a tarefa mais complicada e acabou por perder em parciais diretos frente a um jovem jogador com legítimas aspirações de chegar à segunda semana do torneio, já que o serviço, em relva, reveste-se de uma especial importância e Sonego tem-no como uma boa arma do seu arsenal.
Novak Djokovic is the first man to win at least 7️⃣5️⃣ matches in all four Grand Slam tournaments.
🇦🇺 Australian Open: 82-8
🇫🇷 Roland Garros: 81-15
🇬🇧 Wimbledon: 75-10
🇺🇸 US Open: 75-12 pic.twitter.com/UE64O0lNo0— ATP Tour (@atptour) July 2, 2021
No resto do quadro, há que destacar Novak Djokovic. O sérvio partia como claro favorito à conquista do torneio e, até agora, tem-se exibido a um nível extraordinário, vincando cada vez mais esse estatuto de principal candidato.
O seu serviço tem estado particularmente assertivo, algo fundamental em relva, como referido anteriormente.
Ainda perdeu o primeiro set da primeira ronda frente a Jack Draper, um inglês que recebeu um wild-card e cujo futuro parece estar reservado para os grandes palcos, mas, depois de perder essa primeira partida, Djokovic arrancou para uma exibição perfeita e carimbou passagem à segunda ronda.
Back into Week 2 at The All England Club for the 18th time! 🙌
Federer 6-4, 6-4, 5-7, 6-4 Norrie. #Wimbledon pic.twitter.com/MFBEMULx22
— ATP Tour (@atptour) July 3, 2021
Outro dos destaques desta primeira semana terá de ser, obrigatoriamente, o campeoníssimo suíço, Roger Federer. Aos 39 anos, deverá estar pela última vez a disputar um título do Grand Slam e tem-se mostrado bastante sólido.
A sua condição física, ainda que não seja muito visível, tem-no inibido de fazer prestações mais contundentes e condizentes com o seu nível tenístico – algo completamente natural aos 32, quanto mais aos 39 anos.
Passou por calafrios logo na primeira ronda, mas o experiente francês, Mannarino, foi obrigado a desistir por lesão, depois de uma queda muito aparatosa no início do quinto set. Nos outros encontros por mérito próprio, mas também por demérito dos adversários, acabou por nunca ser verdadeiramente posto à prova.
👍👍 for @SebiKorda!
Playing on Centre Court, the 20-year-old sunk No. 22 seed Dan Evans, 6-3, 3-6, 6-3, 6-4. Korda gets Karen Khachanov next for a shot at his first major quarterfinal. #Wimbledon Live Blog: https://t.co/uSAvDjo9il pic.twitter.com/d7VKGXfYZS
— TENNIS (@Tennis) July 2, 2021
Para além das boas exibições destes dois habitués de segundas semanas de torneios do Grand Slam, é Sebastian Korda quem mais tem dado nas vistas. O americano de apenas 20 anos tornou-se no terceiro jogador a chegar à quarta ronda na sua primeira presença no Roland Garros e no Wimbledon.
Apesar de ter beneficiado de um sorteio favorável que nunca o obrigou a defrontar grandes servidores ou bons jogadores de relva, Korda demonstrou-se a um alto nível e ultrapassou os desafios com praticamente nota máxima.
Por outro lado, a maior desilusão do torneio foi Stefanos Tsitsipas. O grego, que vinha de fazer final na terra batida francesa, era o terceiro pré-designado à entrada para este torneio, mas acabou por cair logo na primeira ronda após um difícil sorteio.
Enquanto terceiro cabeça-de-série, Tsitsipas teve pela frente um jogador que é um excelente servidor, Frances Tiafoe, e esse desafio acabou por ser demasiadamente exigente para Tsitsipas, que teve pouquíssimo tempo para se preparar para jogar em relva. O grego acabou por perder em parciais diretos sem nunca sequer ter imposto um break ao seu adversário.
Por fim, Andy Murray ficou a apenas uma eliminatória de chegar à segunda semana do torneio inglês. O inglês apresentou-se a um bom nível frente a Basilashvilli e a Otte, mas acabou por cair frente a Shapovalov, em três sets.
Fica, assim, tudo dito sobre a primeira semana de Wimbledon e está tudo a postos para a segunda semana, que começa já hoje com a manic monday.
Foto de capa: ATP Tour
Artigo revisto por Andreia Custódio












