E quando os “big four” se forem?

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Kei Nishikori “meteu-se ao barulho” no topo do ranking mundial ATP. Djokovic lidera, Federer em segundo e Murray em terceiro, mas há um “intruso” na luta pelo topo que é o japonês Nishikori. Isto coloca a questão sobre como será o ténis quando os “big four” deixarem a modalidade.

Esta é uma questão que certamente não se irá colocar do ponto de vista prático; ainda assim, é curioso observar como ficaria o circuito sem os quatro tenistas que mais vitórias conquistam e que mais entusiasmam os adeptos.

Claro que a saída dos quatro tenistas de topo obrigava a que tenistas que agora ocupam posições de segunda linha dessem o salto para um nível de topo. Isto porque tenistas como Dimitrov e Tsonga teriam de assumir posições de topo no panorama tenístico mundial, que actualmente não assumem por não existir esse espaço.

No entanto, esta acaba por ser uma fase interessante para analisar esta situação hipotética, tendo em conta que Federer está a fazer cada vez menos torneios e Rafael Nadal vai tendo alguns problemas físicos, que o levam também a concentrar-se só nos torneios mais importantes do circuito. Isto leva a que regularmente só Djokovic e Murray joguem, existindo assim inúmeros eventos que não contam com os “big four”.

Ainda assim, para o circuito produzir tenistas de topo, não precisa apenas de jogadores que saibam jogar bem ténis, precisa também de tenistas que arrastem os fãs e que sejam verdadeiros produtos publicitários, como já disse tantas e tantas vezes noutras ocasiões.

O ATP World Tour é um circuito altamente mediatizado e com fortes receitas anuais, o que leva a que procure ter um “rosto” de jogadores capazes de garantir essa atractividade por parte das marcas e das grandes empresas, assim como por parte de toda a comunicação social, não só a desportiva.

E é neste aspecto que a próxima geração de tenistas ainda tem de conquistar alguns pontos, embora precise, claro, de espaço para isso, mas tenistas como Grigor Dimitrov, Milos Raonic e até mesmo Kei Nishikori têm tudo aquilo que é necessário para se tornarem grandes produtos publicitários, como demonstram já pelos primeiros passos.

Para já, o futuro continua e continuará a ser de Novak Djokovic, Rafael Nadal, Andy Murray e Roger Federer – isto porque são os quatro que movem por si só multidões, paixões e ódios e o desporto é feito dessas emoções.

Miguel Dias
Miguel Dias
O Miguel jogou ténis durante mais de dez anos, sendo actual vice-presidente do clube ténis da sua terra natal, Almeirim. Para além disso, acompanha a modalidade desde 2008, tendo feito já a cobertura do Portugal Open, entre outros, e tendo sido já comentador convidado da Eurosport para a modalidade.                                                                                                                                                 O Miguel não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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