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Está a decorrer mais uma edição do mítico torneio de Wimbledon. O tercerio Grand Slam da temporada e aquele que é para mim o torneio com mais classe do mundo, é também o mais pródigo em surpresa.

Isto porque não é só na relva dos campos de futebol que somos surpreendidos diariamente, agora ainda mais neste Mundial do Brasil. É também na relva do All England Club que diariamente somos surpreendidos com pontos, jogos e resultados que julgávamos impossíveis.

Falar de surpresa nesta edição de Wimbledon é falar de Nick Kyrgios. O australiano, de apenas 19 anos, derrotou nada mais nada menos que Rafael Nadal. O tradicional chegar, ver e vencer. Embora Milos Raonic tenha já tratado de mostrar que com ele não “se faz farinha” em relva, ao derrotá-lo em quatro sets, Kyrgios provou já ser a grande surpresa da edição deste ano.

O jovem australiano não teve medo de jogar contra o mais temível jogador do circuito. O braço não lhe pesou na hora de fazer o serviço de que precisava para conquistar os pontos de que precisava. É uma das mais surpreendentes vitórias, visto que Krygios ocupa ainda o 144º lugar do ranking ATP.

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Australianos à parte, Grigor Dimitrov foi o autor de uma outra grande surpresa. A de derrotar o campeão em titulo e o tenista mais querido de Wimbledon, Andy Murray. Dimitrov venceu Murray em apenas três set’s para agora ter encontro marcado com Djokovic. Djokovic esse que se “viu grego” para vencer Marin Cilic em cinco sets.

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Roger Federer e Novak Djokovic
Fonte: Barclaysatpworldtourfinals.com

Na parte inferior do quadro, Roger Federer, o campeonissímo suíço, derrotou o seu compatriota e amigo Stanislas Wawrinka. Não foi um encontro fácil, frente a um Wawrinka que está numa forma brutal – e, diria eu, mais seguro até do que Federer – mas o veterano ex-nº1 garantiu, desta vez sem dificuldades de maior, a passagem às meias-finais da edição de 2014 deste torneio de Wimbledon.

Roger Federer irá então defrontar Milos Raonic, o canadiano que conseguiu a façanha de derrotar Nick Krygios, a grande surpresa desta edição e que por isso parte assim com menos peso em cima. Raonic já fez o que tinha a fazer neste torneio de Wimbledon, embora, claro, uma vitória sobre Federer que dê acesso á final eleve Milos Raonic para um nível absolutamente diferente.

Se tivesse de apostar, apostaria numa final Federer contra Djokovic. Mas, como li já nas redes sociais, só o facto de não termos os “big 4” nas meias-finais tornou já esta edição de Wimbledon mais interessante. E esta, goste-se ou não, é a magia da relva.